21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega em junho com programação caprichada, entrada gratuita e uma homenagem mais do que merecida à cineasta Helena Solberg.
- Visão geral da CineOP e a homenagem
- Programação que morde: onde se encaixam os títulos
- Mostras e formatos: do curta ao TV UFOP
- Preservação em 4K: clássicos com cara de novo
- Quando o cinema encontra memória e futuro
Visão geral da CineOP e a homenagem
A 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto rola entre 25 e 30 de junho e, sim, é gratuita. A edição reúne 135 títulos vindos de 18 estados do Brasil e ainda de seis países, mostrando que o rolê cinematográfico mineiro não brinca em serviço.
O grande destaque do ano é a homenagem à cineasta Helena Solberg. E não é daquelas homenagens simbólicas tipo “passou aqui e tchau”. As obras dela entram na programação, incluindo Carmen Miranda: Bananas Is My Business, de 1995. Para quem curte cinema autoral, esse é o tipo de sessão que faz a gente pensar: “ok, então é isso que é legado”.
O evento acontece em Belo Horizonte, MG. Vale lembrar que a CineOP funciona como uma espécie de hub para diferentes linguagens audiovisuais, do experimental ao documental, e isso aparece na curadoria.
Programação que morde: onde se encaixam os títulos
Entre os títulos listados na programação, dá para sentir o recorte contemporâneo e a busca por vozes novas. Alguns exemplos que chamam atenção são Apocalipse Segundo Baby, de Rafael Saar, e Irritante Prodígio, de Luiza Lindner. A dupla de filmes puxa para um cinema que não fica só no “bonitinho”, indo mais para território emocional e provocativo.
E se você é do time que gosta de novidade antes do mundo todo, a mostra também traz pré-estreias. Nessa leva entram Anistia 79, de Anita Leandro, e Vivo 76, de Lírio Ferreira. É aquele sabor de “o futuro já chegou e tá passando agora”.
Como a CineOP tem várias frentes, os filmes ficam distribuídos em mostras temáticas e isso facilita montar um roteiro com a sua vibe: pesquisa, debate, descoberta, emoção ou simplesmente maratonar sem culpa.
Mostras e formatos: do curta ao TV UFOP
Os filmes da edição são divididos em mostras com identidade própria. Entre elas, estão Arquivos em Questão, Contemporânea | Longas, Contemporânea | Curtas e Cine-Expressão. Cada uma cria um caminho diferente para o público, como se fosse uma quest com recompensas temáticas.
Também entram Contemporânea | TV UFOP, Mostra Educação, Mostra Histórica, Mostra Preservação e a Mostrinha. Essa variedade deixa a programação com cara de “cinema de verdade”, aquele que conversa com escola, com memória e com diferentes públicos.
Se você gosta de referências e quer uma ponte extra para contexto, a curiosidade sobre obras e arquivos encontra eco em iniciativas de preservação e pesquisa registradas por instituições como a BNDigital, que ajudam a manter viva a discussão sobre acervos e memória audiovisual.
Preservação em 4K: clássicos com cara de novo
Um dos pontos mais legais da 21ª CineOP é a Mostra Preservação, que apresenta versões restauradas de clássicos. O filme O Ébrio, de Gilda Abreu, aparece com uma proposta bem específica: o lançamento original é de 1946, mas a edição vai exibir a versão restaurada em 4K, comemorando os 80 anos do lançamento.
Essa parte é meio “modo deluxe” para quem se interessa por história do cinema. Ver um filme antigo com qualidade restaurada muda bastante a experiência: detalhes antes invisíveis ganham força, e a linguagem do período fica mais perceptível. É como se o passado recebesse um upgrade digno de patch, só que com respeito.
Para fechar a conta, a homenagem a Helena Solberg soma com a ideia central da preservação e dos arquivos: o cinema como memória ativa, que continua falando com o presente.
Cinema como legado que não para de falar
Com 135 títulos, programação gratuita e uma curadoria que mistura contemporaneidade, história e restauro, a 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto vira aquele tipo de evento que você não assiste “passando o tempo”. Você assiste porque quer entender como as imagens constroem cultura.
E quando a homenagem vai para Helena Solberg, não é só uma pausa. É um lembrete: tem cineasta que permanece. Tem filme que volta. E tem mostra que funciona como encontro, debate e descoberta. Bora colocar 25 a 30 de junho na agenda e tratar o cinema como evento de temporada, tipo série boa que você espera ansioso.
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