O mundo do rock perdeu seu ícone mais paradoxal: Ozzy Osbourne, voz dos Black Sabbath e lenda solo, morreu aos 76 anos em sua casa em Buckinghamshire, Inglaterra.
- Os últimos dias do “Príncipe das Trevas”
- De operário a lenda: A jornada de 55 anos no Rock
- Black Sabbath: O nascimento do Heavy Metal
- Carreira solo: fênix das trevas
- Legado: Voz de uma geração revoltada
Os últimos dias do “Príncipe das Trevas”
Ozzy Osbourne faleceu em 22 de julho de 2025, cercado pela família em sua mansão no interior da Inglaterra. Nos últimos anos, enfrentou complicações de saúde decorrentes do Mal de Parkinson, diagnosticado em 2019, e de um acidente doméstico em 2019 que exigiu múltiplas cirurgias na coluna.
Sua esposa e empresária, Sharon Osbourne, confirmou: “Ele partiu enquanto ouvia nossa canção ‘Changes’ – ironicamente, a música que gravamos nos anos 70 sobre perda”. O casal completara 43 anos de casamento em 2025.
De operário a lenda: A jornada de 55 anos no Rock
Nascido John Michael Osbourne em 3 de dezembro de 1948, em Birmingham, o artista veio de uma família operária. Antes da fama, trabalhou como soldador e até como açougueiro. Sua vida mudou ao conhecer Tony Iommi em 1968, formando o Black Sabbath – banda que definiria o som do heavy metal.
Demitido do Sabbath em 1979 por excessos com drogas, Ozzy transformou o aparente fim em recomeço. Sua carreira solo vendeu mais de 100 milhões de discos, com álbuns como Blizzard of Ozz (1980) e No More Tears (1991).
Black Sabbath: O nascimento do Heavy Metal
O primeiro álbum do Black Sabbath (1970) é considerado o marco zero do heavy metal. Músicas como “Paranoid” e “Iron Man” trouxeram riffs pesados e letras sombrias, contrastando com o peace and love da época.
Ozzy era a voz desse movimento: seu estilo único misturava agudos assustadores (“War Pigs”) e melancolia (“Planet Caravan”). A formação original fez 19 discos antes de sua saída, retornando para turnês históricas em 1997-2017.
Carreira solo: Fênix das trevas
Com Blizzard of Ozz, Ozzy provou que podia brilhar sozinho. “Crazy Train” e “Mr. Crowley” se tornaram hinos, impulsionados pelo lendário guitarrista Randy Rhoads (morto em 1982).
Nos anos 2000, reinventou-se como reality star em The Osbournes, mostrando seu lado familiar. Mesmo com a saúde frágil, fez sua última turnê em 2018-2019, encerrando com show no Rock in Rio.
Legado: Voz de uma geração revoltada
Ozzy deixa três filhos (Kelly, Jack e Aimee) e seis netos. Seu legado vai além da música: foi símbolo da resistência criativa, sobrevivendo a vícios, escândalos e doenças.
Como disse em sua autobiografia: “Fui chamado de demônio, mas só queria fazer barulho”. Esse barulho ecoará eternamente na história do rock.














