Judy Hopps e Nick Wilde investigando um caso em Zootopia 2, cercados por novos personagens répteis em um cenário urbano vibrante.

Zootopia 2

Avaliação:

Data de estreia: 2025-11-27
Elenco: – Ginnifer Goodwin, -Jason Bateman, – Ke Huy Quan
Direção: Jared Bush e Byron Howard
Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Crítica: A expansão da selva de pedra prova que a franquia ainda tem muito a rugir

Fazer uma sequência para um filme que não apenas venceu o Oscar, mas também se tornou um fenômeno cultural instantâneo, é uma tarefa ingrata. No entanto, “Zootopia 2” consegue o que parecia improvável: entrega uma obra tão consistente e carismática quanto a original. A Disney volta a apostar na dinâmica buddy cop (policiais parceiros) que consagrou Judy Hopps e Nick Wilde, mas expande o escopo da metrópole de uma forma que justifica plenamente este retorno.

A trama, embora estruturalmente familiar — mantendo o mistério investigativo como motor principal —, consegue prender a atenção ao evitar a repetição barata. O roteiro é inteligente ao não tentar reinventar a roda, mas sim fazê-la girar em novos terrenos. Se o primeiro filme dissecou as relações entre presas e predadores dentro do reino dos mamíferos, a sequência ousa ao introduzir uma variável que havia sido convenientemente ignorada até então: os répteis.

Este é, sem dúvida, o ponto-chave da produção. A chegada dessa “nova espécie” de animais, que até então não fazia parte da sociedade civilizada de Zootopia, serve tanto como ferramenta narrativa para novos conflitos sociais quanto como um espetáculo visual. A animação, como esperado, é deslumbrante. A textura das escamas, a movimentação sinuosa e a integração desses novos cidadãos aos biomas urbanos mostram um primor técnico que enche os olhos.

Os novos personagens apresentados são outro acerto. Eles não estão ali apenas para vender brinquedos, mas resgatam aquele carinho imediato que sentimos pelo elenco original. A química entre os novatos e a dupla veterana funciona, criando uma renovação de elenco que soa orgânica. Há um carisma inegável em tela que faz com que, mesmo nos momentos de tensão, o filme nunca perca seu coração.

No fim, “Zootopia 2” é uma experiência que conforta e diverte. O filme arranca boas gargalhadas com seu timing cômico afiado — as piadas sobre a lentidão ou agilidade dos animais continuam funcionando muito bem — e traz de volta aquele sentimento caloroso que o antecessor deixou. É uma sequência que respeita a inteligência do seu público, expande seu universo de forma lógica e prova que, nesta selva de pedra, ainda há muitas histórias inéditas para contar.

Outras críticas

Zootopia 2

Jujutsu Kaisen: Execução

Truque de Mestre – O 3º Ato

Quando o céu se engana

Entre Penas e Bicadas

Ne Zha 2