8 animes que tentaram ser o novo One Piece

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8 animes que tentaram ser o novo One Piece e acabaram ficando só na tentativa. Spoiler: o trono é teimoso, e nem todo shonen com “amizade e aventura” consegue sentar nele.

Por que 8 animes tentaram e poucos chegaram perto

One Piece virou um tipo de fenômeno que não é só “popular”: ele cria uma sensação de mundo vivo. Tem objetivos grandes, personagens com química, humor que funciona e um plot que fica mais gostoso com o tempo. A indústria viu isso e decidiu tentar copiar a fórmula, mas com variações próprias.

O resultado foram histórias cheias de potencial, sim. Só que tentar substituir o gigante geralmente produz um efeito colateral: expectativa absurda. O público mede pelo padrão Oda, e aí qualquer oscilação de ritmo, profundidade de universo ou consistência do anime vira uma pedra no sapato.

E aí entram nossos 8 animes que tentaram ser o novo One Piece. Alguns brilham em pontos específicos, outros se perdem no caminho, mas todos carregam aquela vontade de conquistar o coração do público.

Toriko e a armadilha do “menor que o irmão maior”

Toriko apareceu com uma campanha que parecia carta de “vamos ocupar o lugar de quem já é lenda”. Houve empurrão forte no marketing e até associações que deixavam o público curioso. O mundo da gastronomia é criativo demais para ser ignorado: monstros, rotas, disputas e aquele clima de expedição que combina com aventura em larga escala.

O problema foi a sensação de potencial não totalmente explorado. Em algum momento, o ritmo encurtou o caminho do que poderia virar uma escalada épica mais orgânica. Dá para sentir que a base era boa, mas o final ficou com gosto de “falta um capítulo”. É aquele sentimento de ter assistido a metade de uma viagem e chegado no destino correndo.

Mesmo assim, Toriko é um lembrete de que marketing ajuda, mas não segura longevidade. Quem manda é a experiência do fã, e o tempo de tela precisa conversar com a construção do mundo.

Guildas, isekai antigo e combate com regras que cansam

Fairy Tail virou alvo fácil de comparação por motivos óbvios: estética parecida, vibe de guilda como família e uma fórmula de amizade e missões. No começo, foi uma maratona gostosa, e a audiência cresceu forte. Só que, para sustentar um universo gigantesco, o anime precisava equilibrar leveza com peso narrativo. Em alguns arcos, o tom ficou tão uniforme que a complexidade do mundo não acompanha.

MÄR foi outra tentativa interessante em uma época em que isekai ainda não tinha virado fábrica. O conceito de armas mágicas e aquele protagonista subestimado tinham cara de clássico. Só que a mitologia não sustentou o mesmo tipo de vínculo contínuo que obras longas exigem. A história virou direta demais em algumas escolhas, e a sensação foi de que o “porquê” profundo não cresceu na mesma velocidade do “como”.

Em seguida vem um caso diferente: World Trigger. Aqui o público mais “nerd de estratégia” costuma amar, porque o sistema de combate é tático, com gestão de recursos e trabalho de equipe. O problema é que a densidade pode deixar o ritmo lento para quem procura aquela impulsão de aventura estilo piratas. Arcos de treino demorados e personagens secundários demais tornam a entrada menos imediata, o que limita o crescimento explosivo.

Beelzebub, Black Clover, Radiant e Nanatsu sem conseguir colar

Beelzebub tinha tudo para ser um sucessor espiritual de comédia de ação com sobrenatural. Delinquente escolar, demônio, pai de primeira viagem e humor ácido. A premissa era afiada, e os combates podiam alternar entre escrachado e intenso com facilidade. Mas o cancelamento pegou muita gente no susto. O final apressado deixou pontas soltas, e isso dói em séries que dependem de evolução consistente.

Black Clover trouxe a guerra de “superar com esforço” e, honestamente, o shonen tem carisma. Só que a obra também chegou com comparação pesada, e a evolução nem sempre foi consistente. Quando animação falha e o gênero pesa na manutenção, fica difícil transformar um bom anime em fenômeno absoluto. Ele sobreviver até vira mérito, mas herdar o trono raramente perdoa qualquer oscilação.

Radiant é outro caso curioso: um “manfra” adaptado para anime no Japão, com inspiração assumida em aventuras longas e temas sociais mais sérios. A proposta de ilhas flutuantes e xenofobia dá identidade. Só que a transição para outro ecossistema de produção pode atrapalhar ritmo de história e competitividade. O resultado é uma obra que encanta, mas não cria a mesma dominância global do modelo.

Por fim, Nanatsu no Taizai começou com força: cavaleiros lendários, mistério e carisma. Chegou a ter momentos em que parecia ameaça real no mercado. Só que a narrativa se complicou: reviravoltas confusas e melodrama que não agradava todo mundo. A fantasia medieval prometia renovação, mas acabou virando uma jornada morna no fim.

Então qual é o “novo One Piece” na prática?

Dá para responder sem espantar o hype: talvez não exista substituto direto. O que existe são propostas fortes que falham em um ou dois pilares: ritmo, profundidade de mundo, consistência ou conexão emocional. Mesmo assim, 8 animes que tentaram ser o novo One Piece mostram uma coisa boa: o desejo de aventura longa, amizade e construção de universo continua vivo.

Se você curte essa vibe, vale checar o acervo e as referências da comunidade em MyAnimeList para descobrir onde você encaixa melhor cada história no seu “timeline” de maratona. Quem sabe o seu próximo favorito não está escondido num desses que só faltou um detalhe para virar lenda.