Não quero muito fazer isso: Ed Sheeran recusou um show no Fortnite e, em vez de ficar no battle royale, foi parar numa colaboração cheia de Pokémon. E sim, faz sentido pra caramba.
- A recusa que ninguém esperava
- O motivo real por trás de “não quero muito fazer isso”
- De Fortnite para Pokémon: onde a parceria nasceu
- E o Fortnite, ficou como?
- Valeu a decisão, ou a gente perdeu um show lendário?
A recusa que ninguém esperava
Em entrevista ao podcast Warnes Way, Ed Sheeran contou que foi convidado pela agência a fazer algo dentro do Fortnite, seguindo o caminho de outros artistas e influenciadores que já apareceram no jogo. A ideia era basicamente colocar o cantor no mapa, literalmente, em alguma ação relacionada ao universo do battle royale da Epic Games.
Segundo o músico, ele respondeu na lata que não rolava. Afinal, ele não joga Fortnite. E por mais que isso pareça estranho para quem vive de mídia e impacto pop, a justificativa dele é bem coerente com um jeito “nerd” de levar branding a sério: se vai ter rosto e música associados a um produto, tem que ter vínculo de verdade.
O motivo real por trás de “não quero muito fazer isso”
A frase que resume tudo foi dita do jeito mais Sheeran possível: ele disse que preferia que as suas colaborações fossem autênticas, conectadas com coisas que ele realmente usa, gosta e vive no dia a dia. Traduzindo: nada de “ah, bora fazer porque é famoso”. Se for pra fazer, tem que fazer sentido pra ele.
Durante a conversa, Ed ainda puxou exemplos de parcerias anteriores. O caso mais engraçado é o do ketchup: ele falou que é fã e chegou a colaborar com a Heinz, em 2019, quando recebeu até um toque de “comédia de marketing” com edição limitada rebatizada como Edchup. Ou seja, quando a marca conversa com a rotina real dele, o projeto fica natural. Quando não conversa, ele desvia.
Daí veio o convite para o Fortnite. E aí ele soltou a versão em português da recusa: não quero muito fazer isso, porque ele não joga o game. E, de quebra, ele ainda deixou claro como pensa: “o rosto aparecer ao lado de algum produto”, pra ele, precisa estar ao lado de algo que ele de fato faz parte da vida.
De Fortnite para Pokémon: onde a parceria nasceu
O plot twist é que Sheeran jogava Pokémon. E, quando a gravadora abriu a porta de fazer uma colaboração com jogos, a conversa foi direto para o que ele realmente curtia. O passo seguinte foi contatar a The Pokémon Company, e isso acabou virando parceria em 2022.
O resultado foi uma música chamada Celestial, com elementos de Pokémon no videoclipe. Em vez de um show dentro do ecossistema do Fortnite, ele levou a energia para o universo que ele já respeitava como fã.
Se você é do time que acha que colab entre música e franquia vira só “conteúdo de catálogo”, aqui tem um diferencial: é uma colaboração que nasce de hábito pessoal. Não é só a gravadora correndo atrás de trending topic, é o artista colocando a mão naquilo que faz sentido pra ele. E convenhamos, isso é meio raro no mundo pop, onde tudo parece ser cookie-cutter.
Para quem quiser revisitar esse tipo de material dentro do universo da franquia, a Pokémon mantém um hub bem completo do que está rolando e de onde vem cada novidade.
E o Fortnite, ficou como?
Apesar da recusa ao show, o Fortnite não ficou totalmente “de fora” da vida do Sheeran. A própria plataforma ainda traz músicas dele disponíveis para compra como faixa, além de emotes associados ao artista.
Então é aquela história: ele não quis entrar presencialmente como presença no jogo, mas ainda existe participação indireta. É tipo quando você não quer ir na festa, mas aceita o rolê quando chega um amigo com comida e música boa. Não foi o show completo, mas a trilha sonora aparece.
E isso só reforça o argumento central do cantor: ele não é contra “games” e nem é contra tecnologia e cultura digital. O ponto é consistência. Se a proposta tem conexão com o que ele faz e ama, ok. Se não tem, ele corta sem dó.
Valeu a decisão, ou a gente perdeu um show lendário?
No fim, a história mostra como o fandom e a cultura geek podem colidir de um jeito inesperado e, ao mesmo tempo, natural. Ed Sheeran pode ser pop de arena, mas também é alguém que tem gosto e rotina. E quando ele escolheu Pokémon em vez de Fortnite, acabou entregando uma colaboração que parece mais verdadeira do que “aparecer só porque deu certo pra outro”.
Agora fica a pergunta que não quer calar: será que um show do Sheeran dentro do Fortnite ia ser épico ou ia ficar com cara de parcerias feitas no automático? Com o “não quero muito fazer isso” ecoando na cabeça, a gente tende a achar que não teria sido melhor do que o caminho que ele seguiu. Pelo menos, a gente ganha Pokémon na jogatina e a trilha continua chegando.















