Lugh World desembarcou em acesso antecipado e já chama atenção por juntar ação, exploração e coleta de monstros estilo “Pokémon, mas com alma própria” em mundo aberto.
- Introdução: o que é o Lugh World
- Lughs e coleta: por que escolher (e reescolher) importa
- Liberdade sem missão engessada: é para explorar mesmo
- Biomas e combate: neve, veneno e diversão garantida
- Online em early access: amigos, PvE, PvP e uns bugs no caminho
Introdução: o que é o Lugh World
Desenvolvido pelo estúdio nacional Lughsoft, Lugh World é um MMORPG de ação e coleção de monstros em mundo aberto. Ele entrou em acesso antecipado nesta quinta (9) e já passa aquela sensação gostosa de “tá em construção, mas tá vivo”.
Na prática, a base é simples: você cria um personagem e faz um tutorial em forma de “avaliação médica”, que na verdade é a maneira educada do jogo te ensinar os controles e o universo. A partir daí, você ganha uma introdução aos famosos Lughs, que são as estrelas do show.
Em vez de batalhas e coleta servirem apenas como progressão automática, a proposta é transformar isso em gameplay contínuo: capturar, evoluir, montar grupo e usar as criaturas como ferramenta para explorar o mapa.
Lughs e coleta: por que escolher (e reescolher) importa
O jogo lembra a vibe da franquia Pokémon sem copiar o pacote inteiro. Os Lughs são espíritos materializados com aparência de criaturas que lembram animais, mas com personalidade e mecânicas próprias. E sim, eles são adoráveis do tipo que dá vontade de passar horas olhando antes de sair caçando.
Logo no começo, você passa por um processo de afinidade: o game oferece opções como Onthera, Anky e Choriblob. Você responde perguntas para descobrir com qual Lugh combina mais com você. E mesmo que a ideia “roleplay da escolha” seja legal, existe flexibilidade: se você não curtir o caminho inicial, dá para ajustar depois e seguir do seu jeito.
Além disso, cada Lugh tem habilidades, evolução e finalizações que não deixam tudo no modo “mesma receita para todos”. É aquela sensação de meta-game mesmo estando jogando a “história”.
Liberdade sem missão engessada: é para explorar mesmo
Em muitos MMORPGs, a galera faz “main quest para desbloquear o resto”. Aqui, a estrutura parece mais aberta, com espaço para decidir o que fazer. A experiência muda quando você foca em batalhar e capturar Lughs, coletar drops e subir nível sem ficar preso somente às missões principais e secundárias.
O jogo também facilita o caos: dá para montar grupos com seus Lughs favoritos e criar atalhos para itens usados direto. A troca de criatura é simples, o que ajuda bastante quando você encosta em um ponto “infestado” e precisa reagir rápido.
Conforme evolui, você libera habilidades e itens com requisitos de nível. E tem um detalhe bem importante que aumenta o valor de exploração: quando um Lugh chega na forma final, ele pode funcionar como montaria. Dependendo do bicho, dá para acessar áreas antes inacessíveis, seja voando, nadando ou só caminhando com mais facilidade.
Ou seja, o jogo te incentiva a ficar curioso em vez de só correr do ponto A para o B.
Biomas e combate: neve, veneno e diversão garantida
Uma das partes mais legais de Lugh World é o mapa com diversidade de biomas. Você viaja entre ilhas, descobre lugares novos e encontra espécies diferentes de Lughs em cada região. O visual tem destaque real: neve, veneno, cachoeiras, rios e cavernas aparecem como “cenários de verdade”, não só como skin.
Essa variedade funciona em duas frentes: deixa a exploração mais gostosa e dá motivo para caçar criaturas diferentes. Só que tem o lado “NPC chato do RPG”: se você topar com um Lugh ou inimigo de nível bem superior ao seu, a brincadeira pode acabar rápido. E lembre: não é só a criatura que tem barra de vida. Você também tem, e do jeito que é bom.
O combate, por sua vez, não parece travar o ritmo. Capturar, ajustar equipe e voltar para explorar faz sentido, como se o jogo estivesse te recompensando por jogar com atenção.
Online em early access: amigos, PvE, PvP e uns bugs no caminho
Como o jogo estava em acesso antecipado e ainda sem a presença do público geral, a parte online não rolou tão solta quanto deveria no meu tempo. Ainda assim, o estúdio disponibilizou ajuda para uma missão que exigia quatro jogadores, e aí deu para sentir o potencial.
Jogar com amigos ou com outros jogadores no mesmo servidor parece ser o tempero final: além das missões, o roadmap inclui conteúdo PvE pelo mapa e PvP de arena, que deve deixar as aventuras menos solitárias.
Claro, por ser um título em desenvolvimento, surgiram alguns perrengues. Teve caso de missão principal não concluir após cumprir o objetivo e também bug de personagem ficar preso em pontos do mapa. Nada que destrua a proposta no momento, mas é aquele lembrete: early access é o “modo evolução”, não o “modo perfeito”.
O jogo já está disponível em acesso antecipado no Steam.
Lugh World vai virar a próxima febre dos caçadores de monstros?
Com Lughsoft no comando, Lugh World entrega uma mistura bem charmosa de ação, liberdade e coleção. Entre biomas bonitos, sistema de Lughs com identidade e a promessa de PvE e PvP, o jogo tem tudo para crescer e virar assunto em qualquer roda de gente que curte RPG e criaturas fofas com poder real.















