WIT Studio entrou na linha de tiro depois que a abertura da nova temporada de Ascendance of a Bookworm virou polêmica por uso de IA generativa.
- O que rolou com a abertura de Bookworm
- O comunicado: correção no Episódio 1 e ajustes no 2
- Onde a IA entrou no processo criativo
- A treta nas redes e o debate sobre IA em anime
- Vale a pena acompanhar a 4ª temporada mesmo assim?
O que rolou com a abertura de Bookworm
O WIT Studio (aquele do Ranking of Kings e do recente Esquadrão Suicida ISEKAI) virou assunto no Twitter e afins quando fãs notaram algo estranho na abertura da nova temporada de Ascendance of a Bookworm. O detalhe é que, em vez de tudo ser trabalho 100% tradicional no visual de fundo, parte dos cenários usados em trechos da opening teria sido feita com IA generativa.
Segundo o relato que circulou com força, a versão da abertura que tinha sido divulgada sem créditos chegou a ser removida do YouTube, e uma substituição com conteúdo corrigido seria disponibilizada em breve. A polêmica, claro, tomou aquele formato clássico de internet: comparação frame a frame, teoria de bastidor e “isso parece muito blur de gerador”, sabe?
O mais interessante é que a série em si já carrega uma base de fãs bem exigente com consistência visual e respeito ao material original. Aí quando entra IA no meio, vira debate maior do que só “trocar um pedacinho do vídeo”.
O comunicado: correção no Episódio 1 e ajustes no 2
Depois dos relatos e da verificação da produtora, veio a notícia oficial: materiais criados com IA generativa teriam sido incluídos no processo para gerar alguns trechos da abertura. E aí a resposta foi relativamente direta, com um plano de correção.
A produtora informou que, a partir do Episódio 2, a abertura será substituída por uma versão corrigida, cobrindo as áreas afetadas. Já o Episódio 1, que já foi exibido e distribuído, também deve ganhar a versão correta depois da exibição do Episódio 2.
O comunicado também menciona que, se o processo impactar a data de lançamento de Blu-ray e DVD, haveria um aviso separado. E no fim, claro, veio o pedido de desculpas aos espectadores, ao autor original e a todo mundo envolvido.
Onde a IA entrou no processo criativo
O lado do WIT Studio também saiu para explicar. A empresa disse que conduziu uma investigação e identificou o uso de IA generativa em partes do trabalho. No caso, o que teria acontecido foi o uso de IA para criar arte de fundo em cortes específicos do vídeo de abertura do Episódio 1.
Também foi destacado que a empresa responsável pelos cenários artísticos, NAM HAI ART, e o diretor de arte não estariam envolvidos na polêmica. A produtora assumiu responsabilidade e afirmou que, apesar de acompanhar tendências tecnológicas, não permitiria IA generativa na produção de vídeo nos títulos do estúdio.
Ou seja: a justificativa foi que o problema ocorreu por inadequações de gestão e sistemas de inspeção. Traduzindo: não foi “vamos fazer sempre assim”. Foi mais “isso escapou do fluxo de controle e ninguém percebeu a tempo”.
Para conferir a plataforma que está transmitindo a temporada, a Crunchyroll segue como destino dos episódios novos.
A treta nas redes e o debate sobre IA em anime
O curioso aqui é que a discussão não ficou só em “ah, usaram IA”. A galera entrou num debate mais amplo: onde termina “apoio para agilizar produção” e começa “troca de mão de obra artística por ferramenta”? E mais: se a arte de fundo é gerada por IA, isso compromete a coerência estética da animação?
Tem também o fator reputação. O WIT Studio tinha uma política mais dura com IA até então, com uma exceção famosa: The Dog & The Boy, uma animação experimental justamente para explorar tecnologia. Então, quando o estúdio aparece novamente no noticiário por causa de IA sem a galera ter visto esse tipo de abordagem antes, a sensação é de quebra de padrão.
Resumindo o clima: fãs querem transparência, melhores processos internos e um cuidado extra com o que vai para a tela. Porque, convenhamos, anime é fantasia, mas a produção também é trabalho humano. E internet é como sempre: se não tem explicação clara, vira “escândalo de bastidor” em questão de horas.
Bookworm vai perder a magia ou dá para relevar?
Se você é daquelas pessoas que começou Ascendance of a Bookworm pelo jeitinho “livros, rotina e coração” e não só pelo fanservice de shounen, faz sentido ficar desconfiado. Mas, ao mesmo tempo, a correção planejada e os ajustes a partir do Episódio 2 apontam para tentativa de resolver o problema.
No fim, a pergunta que fica é: o estúdio vai manter esse compromisso no resto da temporada? Se a versão corrigida aparecer redondinha e sem novos deslizes, a treta pode virar mais uma lição sobre checagem de produção do que um “fim de mundo do anime”.
A 4ª temporada segue em exibição na Crunchyroll, com episódios aos sábados, por volta de 6h30 no horário de Brasília, com áudio original e legendas. Então sim, dá para acompanhar. Só fica de olho nos próximos frames. Internet nunca perdoa reincidência.
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