Rafa Kalimann em Cannes: produz “Minha Querida Alice”

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Minha Querida Alice vai parar em Cannes e a Rafa Kalimann, do ex-episódio do BBB para o mundo real do cinema, tá celebrando como se tivesse ganhado o final boss da carreira.

De BBB para Cannes: o salto que virou história

Se você pensou que o caminho da fama ia virar só um giro no feed, a Rafa Kalimann provou o contrário. O longa “Minha Querida Alice”, que ela produz e protagoniza, foi selecionado para o Marché du Film, uma vitrine ligada ao Festival de Cannes 2026. Em outras palavras: não é só “estar no radar”, é estar no rolê certo, com gente do cinema do mundo inteiro.

Logo depois da notícia, a influenciadora comemorou nas redes com um texto bem sincero. Ela descreveu a seleção como um ponto de virada pessoal e, ao mesmo tempo, reforçou o compromisso com uma história que, segundo ela, precisava ser contada com coragem e sensibilidade. Ou seja, não parece produção “pra preencher calendário”. Parece projeto com propósito.

O que significa estar no Marché du Film

O Marché du Film é a parte do Festival de Cannes focada em negócios e oportunidades, voltada a produções em fase de pós-produção. Traduzindo do “idioma do cinema” para o português do dia a dia: é onde projetos ganham visibilidade, fecham parcerias e conseguem tração internacional antes mesmo da estreia oficial.

Para a Rafa, essa seleção funciona como um upgrade de credibilidade que muita gente só conquista anos depois de “sair do reality”. E aqui entra uma camada bem geek da coisa: é como subir de nível em um jogo. Você começa com o tutorial (fama e exposição), mas agora está jogando a parte séria: produção, narrativa e posicionamento artístico.

E fica ainda mais interessante porque o projeto não é só uma participação. Ela assina como produtora além de dar vida a Alice, o que muda completamente o tipo de responsabilidade que chega junto. Não é só atuar. É sustentar o filme.

O enredo de “Minha Querida Alice” (e o peso do tema)

O filme é dirigido por Rogério Sagui e acompanha Alice, uma professora rural que vive em uma fazenda com os pais adotivos. A rotina, que já começa marcada por um clima de isolamento, vira caos quando o retorno inesperado de seus irmãos transforma a casa em um “pesadelo”. A partir daí, o roteiro mergulha numa tentativa brutal de feminicídio e revela que seu pai foi levado à força.

O arco da personagem, então, passa a girar em torno de uma missão dura: Alice precisa lutar para resgatar o pai e, ao mesmo tempo, reconstruir a própria vida. É aquele tipo de história que não fica só no choque. Ela puxa para o lado do enfrentamento, do recomeço e da sobrevivência com identidade.

Em tempos de narrativas superficiais, isso chama atenção. “Minha Querida Alice” parece querer ser cinema de impacto, daqueles que terminam e ainda ficam martelando no dia seguinte. Tipo um capítulo final que não dá pra fingir que não mexeu.

Produção e protagonismo: quando a história vem com vida real

Um dos trechos mais marcantes do relato da Rafa foi sobre o contexto das filmagens. Segundo ela, durante as gravações ela estava grávida da Zuza, e isso trouxe um contraste muito forte: imaginar que, enquanto ela gerava vida, muitas mulheres ainda enfrentam realidades atravessadas por abuso, silêncio e violência dentro de casa.

Esse ponto explica por que o projeto soa pessoal. A sensação é que o olhar dela para o filme não veio só da leitura do roteiro, mas de uma vivência emocional durante o processo. E isso tende a aparecer na forma como a personagem é construída, principalmente porque Alice é colocada num lugar extremo, com uma reação que mistura medo, coragem e necessidade de romper o ciclo.

Ela também agradeceu à equipe, destacando a entrega e a generosidade do time, e reforçou o respeito pela história e pelas mulheres que a narrativa representa. Para quem gosta de cinema (e de acompanhar produção por bastidores), esse tipo de declaração costuma ser sinal de que a obra foi feita com atenção real ao tema.

Aliás, se você curte saber como projetos chegam ao circuito internacional, vale ficar de olho em iniciativas do ecossistema do Festival de Cannes, que é onde esse tipo de seleção ganha ainda mais significado no mapa global.

Vai ser o tipo de filme que dá discussão na roda toda?

Com seleção no Marché du Film e com a Rafa Kalimann atuando e produzindo, “Minha Querida Alice” chega com cara de projeto que quer mais do que audiência: quer conversa. No bom sentido. Aquele filme que gera debate sobre violência contra a mulher, coragem e reconstrução, sem cair no sensacionalismo.

No fim, é um daqueles casos em que a cultura pop encontra o cinema com força. E, sinceramente, depois dessa, fica difícil tratar “ex-BBB” como só rótulo. Aqui, o negócio é atuação, produção e um tema que não pede licença pra existir.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver Livro de roteiros de cinema na Amazon