Netflix e empregos: “Efeito Netflix” gerou 425 mil

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Netflix diz que seu “Efeito Netflix” passou longe de ser só entretenimento e já teria movimentado empregos reais entre 2016 e 2026.

O que a Netflix está chamando de “Efeito Netflix”

A Netflix soltou um relatório com uma tese bem direta: o impacto dela não termina no catálogo do mês. No documento, a empresa afirma que, na década que vai de 2016 a 2026, investiu mais de US$ 135 bilhões na produção de filmes e séries, algo como R$ 664 bilhões pela cotação atual.

E, além do papo de “somos cinema e séries”, ela coloca números macro: segundo o relatório, o investimento teria contribuído com mais de US$ 325 bilhões para a economia global (na ordem de R$ 1,5 trilhão). E aí entra o detalhe que chama atenção: a Netflix diz ter gerado cerca de 425 mil empregos ligados à cadeia de produção em diversos países.

De onde saíram os 425 mil empregos

Emprego em produção audiovisual não nasce do nada, né? Tem uma galera que geralmente não aparece na tela, mas segura o rolê. A Netflix organiza os impactos por etapas e por localidades. No recorte do relatório, ela destaca cenários em que produções viram uma espécie de “boost” no mercado local.

Um exemplo citado: as temporadas de O Poder e a Lei, gravadas em 50 locais de Los Angeles, teriam gerado mais de US$ 425 milhões para a economia californiana e pelo menos 4.300 empregos. Em outro caminho, Stranger Things aparece como ainda maior: seriam 8.000 empregos, incluindo mais de 200 dublês no último ano da série, além de mais de 3.800 fornecedores espalhados pelos EUA.

Ou seja: não é só “contratar atores”. É a engrenagem inteira: equipes técnicas, logística, serviços terceirizados, transporte, alimentação, figurino, cenografia e tudo mais que faz a produção parecer fácil na ficção.

R$ 664 bilhões: investimento que puxa a economia

Quando uma plataforma global injeta dinheiro em produção, a conta costuma chegar em vários setores. E a Netflix tenta quantificar isso como se fosse efeito dominó: investimento em conteúdo vira consumo local e contratação em massa.

No texto, o co-CEO Ted Sarandos fala sobre continuidade, dizendo que a empresa vai seguir “investindo pesado” em novos conteúdos e em restaurações de estruturas em diferentes países. Ele também menciona que mais de 90.000 pessoas, de 75 países, passaram por programas de treinamento da companhia.

Se você pensar do ponto de vista geek e mercado, é quase um “patch” contínuo: novas produções, novas demandas, novas capacidades na cadeia. E quando treinamento entra na história, o impacto deixa de ser só curto prazo e ganha cara de maturidade de ecossistema.

Impacto cultural que transborda pra cidade e indústria

O relatório também empurra a narrativa para o lado cultural e social. A Netflix argumenta que filmes e séries afetam a indústria, a economia e até a vida cotidiana das comunidades onde as produções acontecem.

Ela cita ainda casos bem “cinematográficos”: por exemplo, a série Casamento às Cegas supostamente transforma uma pequena cidade sueca em set por 40 semanas por ano, lotando hotéis e restaurantes. E não para por aí: em produções gravadas fora do eixo tradicional, a empresa menciona participação de pessoas da comunidade local, como no caso de uma minissérie filmada na Amazônia colombiana.

Já no terreno mais pop, Guerreiras do K-Pop vira um exemplo de impacto que extrapola a tela: a canção “Golden” teria virado a primeira do gênero a ganhar um Grammy, o filme levaria dois Oscars, e ainda teria influenciado turismo, com reservas de voos para a Coreia do Sul disparando 25%. Esse tipo de efeito é o que faz a gente perceber que streaming também é motor de cultura.

Para contextualizar o “peso” da Netflix como negócio global, vale olhar a página oficial do tema em Netflix sobre o Efeito Netflix.

O streaming vai virar política industrial?

No fim, a pergunta que fica é: se a Netflix consegue atribuir impacto mensurável em empregos e economia ao longo de anos, outros players vão seguir o mesmo roteiro ou essa conta é só marketing bem escrito?

O relatório, pelo menos, tenta fechar a tese com números grandes e exemplos variados. E, pra quem vive a era “tá na Netflix”, a mensagem é clara: conteúdo é economia, e economia gera ainda mais conteúdo. Tipo loop de jogo, só que em vez de skins e missões, são empregos, fornecedores e cidades virando set.

Se o mercado acompanha ou não, aí é outra quest. Mas que dá pra sentir o “efeito” em escala global, isso a Netflix fez questão de colocar no relatório.

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