CTAv 40 anos na Cinemateca Brasileira vai de animação clássica a cinema apoiado, com sessões gratuitas que incluem o curta Carmen Miranda e o longa Barbosa, estrelado por Antonio Fagundes.
- O que é o CTAv e por que essa mostra importa
- Programação de 20 a 22 de maio, em ritmo de sessão das 19h30
- De Carmen Miranda a Perto de Clarice: filmes históricos em evidência
- Barbosa e Antonio Fagundes: quando o apoio vira obra
- Fechou a lista: dá para perder?
O que é o CTAv e por que essa mostra importa
Se cinema fosse RPG, o CTAv seria aquele NPC que abre missões importantes: apoio técnico, preservação e formação para fazer a indústria não depender só de orçamento e sorte. Criado em 1985 em acordo entre Brasil e Canadá, o Centro Técnico Audiovisual virou referência no suporte a curtas e médias, na parte chata (e essencial) de finalização, equipamentos e manutenção de acervos.
Agora, a Cinemateca Brasileira sedia uma mostra gratuita para celebrar os 40 anos do CTAv. São 19 obras exibidas de 20 a 22 de maio, com início sempre às 19h30, organizada por eixos temáticos. É o tipo de programação que faz a gente sair do “só vi um trailer no feed” e cair de cabeça na história do audiovisual brasileiro.
Programação de 20 a 22 de maio, em ritmo de sessão das 19h30
A curadoria divide a experiência em três capítulos, tipo trilogia de conhecimento cinematográfico:
- 20/05 foca em primeiras animações, com curtas da década de 1980 e até um pinguinho recente, como Medo de Quê? (2025).
- 21/05 entra no modo filmes históricos, resgatando personagens e memórias culturais em produções que atravessam tempo.
- 22/05 fecha com filmes apoiados, mostrando como o CTAv ajudou a transformar projetos em obra pronta.
Entre os títulos, passam Instinto Animal (Léa Zagury), Quando Os Morcegos Se Calam (Fabio Lignini) e o clássico Álbum de Música (Sérgio Sanz), além de obras como Jornada Kamayurá e Perto de Clarice. Para quem curte contexto, o melhor é encarar as sessões como “camadas” do Brasil que você talvez nunca tenha visto no modo autoplay.
De Carmen Miranda a Perto de Clarice: filmes históricos em evidência
No dia 21, o roteiro parece um passeio por vitrines afetivas. Carmen Miranda, curta de Jorge Ileli (1969), aparece como uma daquelas obras que condensam estética, música e personagem em formato compacto. Não é só nostalgia: é cultura em movimento, daquelas que passam por gerações sem pedir licença.
O mesmo acontece com Perto de Clarice (João Carlos Horta, 1982). Clarice Lispector não é “personagem de background”, ela é linguagem. Dá para sentir que esse tipo de cinema conversa com o público que liga menos para efeitos e mais para inquietação. E quando o tema é memória, Álbum de Música traz Pixinguinha, Cartola e Nelson Cavaquinho, reforçando que audiovisual e tradição andam de mãos dadas.
Para quem quiser ir além do evento e entender o ecossistema de animação e preservação, uma base legal é o IMDB, útil para checar direções, ano de produção e contexto de cada filme.
Barbosa e Antonio Fagundes: quando o apoio vira obra
Fechando a mostra, o dia 22 reúne produções com suporte do CTAv por meio de coproduções, empréstimo de equipamentos e finalização de som e imagem. E aí entra o “chefão” do rolê: Barbosa, de Ana Luíza Azevedo e Jorge Furtado (1988), com Antonio Fagundes no elenco.
Barbosa venceu no Festival de Havana, ou seja, não é só um filme importante para a história local. Ele também carrega aquela validação internacional que dá sensação de “ok, isso aqui transcende”. O interessante é perceber como o apoio técnico vira resultado artístico, sem virar aquele estereótipo de produção engessada. É mais “turbo” de viabilidade do que fábrica de cookie.
Além de Barbosa, a programação do dia traz Marina Não Vai à Praia (2014) e Como Se Morre no Cinema (2002), eleito melhor curta no Festival de Biarritz. Ou seja: do drama humano ao comentário sobre a própria linguagem cinematográfica, a sessão vira um combo de referências.
Fechou a lista: dá para perder?
Entre animação, preservação e filmes apoiados, a mostra do CTAv 40 anos entrega exatamente o que o cinema precisa para continuar vivo: acesso, contexto e obras que merecem ser vistas. E de brinde, tem Carmen Miranda e Barbosa no mesmo evento. Difícil achar desculpa para faltar, né?
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