Paradise S2: por que a 2ª temporada é melhor

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Paradise estreou forte no Disney Plus na primeira temporada, mas eu demorei para entrar de novo. Aí terminei a 2ª temporada de Paradise hoje e, sinceramente? Achei melhor que a S1. Tem uns momentos mais chatos, porém a série acerta em cheio em partes que contam de verdade.

Do por que demorei a assistir até o “ok, vou”

A primeira temporada de Paradise teve um baita sucesso no Disney Plus e eu gostei bastante. Mesmo assim, a vida adulta é tipo final de temporada: sempre aparece uma coisa no caminho, e eu fui deixando a segunda para depois. Só que a S2 estreou em fevereiro e eu finalizei hoje. E, mano, a sensação é clara: a trama ficou mais “organizada” emocionalmente e mais interessante em construção.

Claro, nem tudo é perfeito. Existem alguns trechos mais lentos, daqueles que dão uma torcida interna para “anda logo, querido roteiro”. Mas a série também tem momentos muito bem resolvidos, principalmente no começo e no último episódio, que funcionam como um soco no estômago e um anúncio do que vem na frente.

Annie em Graceland: o arco que virou o centro

O que mais me prendeu logo no começo foi a forma como a temporada reinicia o jogo. No fim da S1, tinha um monte de cliffhangers, e o principal era a busca de Xavier por Teri. Só que a abertura da S2 faz uma curva esperta: apresenta Annie, vivida por Shailene Woodley, com um contexto que parece fora do eixo do grupo.

Annie é guia em Graceland, e se esconde lá quando o mundo parece chegar ao fim de novo. E aqui é onde a série acerta no “modo filme de aventura”, porque o arco não depende só de explicação e conversa. Ele cria clima, tensão e mistério, e ainda por cima junta tudo com um elemento que eu não esperava naquele tom.

O detalhe que eleva isso é a atuação da Shailene. Tem uma naturalidade quase hipnótica no jeito dela reagir ao perigo. E como a série permite que esse bloco respire, o arco de Annie vira a melhor parte da temporada. Sério, foi o tipo de segmento que faz você pensar: “ok, é aqui que a história quer estar”.

Xavier, o mundo pós-apocalipse e os segredos da Alex

Enquanto Annie puxa um fio mais “sobrevivência e descoberta”, a trama principal continua com Xavier Collins (Sterling K. Brown) saindo do bunker para reencontrar sua esposa. Lá fora, o mundo está diferente. Três anos após o apocalipse, a realidade não é só cenário. Ela muda comportamentos e o nível de ameaça.

Além disso, o interior do abrigo começa a ruir, com rupturas internas e segredos sobre a origem da superinteligência “Alex”. Esse é o tipo de elemento que, se bem amarrado, deixa a série com cara de “sci-fi com coração”. E em vários momentos a S2 faz isso funcionar.

Mas também tem os altos e baixos. A parte de Jane (Nicole Brydon Bloom) me pareceu, em alguns pontos, meio sem pé nem cabeça. E a ligação de Sinatra com um personagem que ela acha que é seu filho morto ficou além do que eu consegui acompanhar sem precisar pausar a cabeça e voltar uma cena. Não é que seja ruim, é que parece que a temporada corre em certos trechos e, quando você pisca, já passou do ponto.

Felizmente, os “adolescentezinhos chatos” ficaram mais no canto dessa vez. Ainda teve aquele encontro com os garotos perdidos, com uma piadinha interna que até funciona, mas o tempo de tela deles não é o que domina a história.

Gabriella, escolhas confusas e o episódio final Exodus

Se tem alguém que eu senti como verdadeira heroína dessa temporada, foi Gabriella, com Sarah Shahi. Ela tem presença e timing, e em momentos-chave vira o eixo emocional do que ainda resta de esperança no meio do caos. O melhor exemplo disso é o episódio final, quando a narrativa parece juntar todas as peças em um tabuleiro só.

Julianne Nicholson como Sinatra continua sendo um show à parte como atriz, mas algumas escolhas do personagem foram difíceis de entender. Dá aquela sensação de que o roteiro quer manter o mistério, só que às vezes confunde mais do que esclarece. Ainda assim, quando a temporada decide acelerar, ela faz isso com estilo.

E aí vem Exodus, o episódio final. É excelente. Não só fecha arcos com impacto como também prepara o terreno para a terceira temporada, que aparentemente vai brincar mais com viagem no tempo. A S2 já mostrou isso de leve, mas no fim ficou claro que a série quer ir mais fundo na própria mitologia.

Em outras palavras: se você estava esperando um motivo para voltar, o episódio final é aquele “ok, agora eu tô dentro”.

Tá, mas a S3 vem forte ou vai enrolar?

Depois de terminar a 2ª temporada de Paradise, meu veredito é simples: vale muito a pena. Mesmo com algumas áreas mais fracas, o balanço geral ficou melhor do que na primeira. O arco de Annie, o protagonismo de Gabriella e o impacto do episódio final elevam demais a história.

E como a S3 vem com viagem no tempo e consequências maiores, o salto promete ser daquele tipo que só funciona quando o roteiro já provou que sabe o que está fazendo. No momento, a S2 prova exatamente isso.

Ah, e pra quem curte acompanhar o que tá rolando no mundo do Disney Plus, dá até para ficar de olho em Disney+ para ver lançamentos e novidades.

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