Convenção das Bruxas: Anne Hathaway divide opiniões

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Convenção das Bruxas (2020) colocou Anne Hathaway na pele da Grande Bruxa e, como era de se esperar, o resultado dividiu o público após uma polêmica bem específica.

Por que a versão de 2020 foi parar no debate

A Sessão da Tarde desta sexta-feira traz Convenção das Bruxas (2020), uma adaptação do clássico de Roald Dahl que acompanha um garoto que descobre uma conferência secreta de bruxas. Só que, diferente do filme de 1990, este remake muda o palco da história: a trama sai de um clima mais atemporal e vai parar no Alabama, nos Estados Unidos, na década de 1960.

E é justamente aí que começa a divisão. Tem gente que curte a tentativa de atualizar o horror para um contexto mais “ancorado” e visualmente cinematográfico. Já outros esperam algo mais sombrio, fiel ao estilo que fez o filme anterior virar referência. No fim, foi aquele clássico caso de “meu gosto não é o seu gosto” com bruxas entrando na briga.

Anne Hathaway como a Grande Bruxa: carisma vs expectativa

Anne Hathaway assume o papel da Grande Bruxa e entrega um misto de postura imponente e humor macabro. O que atrai atenção é que a atriz já vive em terrenos variados, do blockbuster ao drama, então a construção da personagem parece pensada para funcionar tanto no susto quanto no espetáculo.

Segundo reportagens, o salário de Hathaway teria sido de US$ 15 milhões dentro de um orçamento total estimado em US$ 45 milhões. Ou seja: a produção claramente apostou pesado na protagonista. E ela tem presença. O problema é que, para quem cresceu com o visual mais “cravado” do filme de 1990, a mudança de leitura da personagem pode soar menos ameaçadora e mais “teatral”.

Zemeckis suavizou a escuridão ou acertou o tom

Dirigido por Robert Zemeckis, o longa também contou com envolvimento criativo de nomes grandes no roteiro e produção, como Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón. A expectativa era que o filme puxasse para um visual dark, tipo assinatura de quem é mestre em clima sombrio.

Mas o que se viu foi uma direção que, em vez de aprofundar o horror, optou por um caminho mais “família com susto controlado”. De certo modo, isso explica por que a narrativa fica mais voltada para aventura e menos para aquele terror que gruda na mente. E quando o resultado mira mais amplo, sempre rola aquela sensação de “não era isso que eu queria ver”.

Outra virada: o remake trocou parte do protético pesado do clássico por uso intenso de CGI. O filme de 1990 usou maquiagem protética da Jim Henson’s Creature Shop, algo que exigia horas de preparação para o look das personagens. Aqui, a tecnologia assume o protagonismo.

Se você curte comparar detalhes de produção, a base de filmografia e fichas do universo Roald Dahl pode ajudar, e a referência na Wikipedia compila diferenças entre adaptações e contextos.

A treta das mãos e o impacto da hashtag

A polêmica que realmente virou meme de internet (daqueles que ficam na timeline) foi o visual das bruxas. No livro, Roald Dahl descreve as bruxas com garras finas, curvas nos lugares das unhas. No filme, porém, a representação das mãos e dos pés, sem todos os dedos, gerou associação com ectrodactilia, uma má formação congênita.

O debate foi forte o suficiente para motivar revolta e pedidos de boicote por parte de instituições que representam pessoas com más-formações. E a hashtag #NotAWitch viralizou rapidamente, virando um símbolo do descontentamento do público com como o longa colocou características físicas associadas a deficiência como “traço de vilania”.

No fim, mesmo quem gostou do filme acabou tendo que admitir: essa discussão não é pequena. É daquelas que passam do cinema e viram questão social.

Onde assistir e por que ainda vale a conversa

Além da exibição na Globo na Sessão da Tarde (nesta sexta-feira, às 15h30), Convenção das Bruxas (2020) também aparece nos catálogos do Prime Video, YouTube e Claro TV+. Então dá para reassistir ou descobrir agora, sem precisar caçar versão em lugar aleatório.

E vale a conversa justamente porque o filme é um prato cheio de comparações: Hathaway como Grande Bruxa, mudança de época para o Alabama, tensão entre horror e aventura e, claro, a polêmica física que levantou debate. Ou seja: não é só entretenimento. É cultura pop batendo cabeça com responsabilidade.

Quando a bruxa é boa, mas a polêmica é maior?

Se a ideia era assustar, o remake de 2020 acertou. Mas se era só entreter, o filme escorregou no debate ao retratar bruxas com visual associado a condições reais. Convenção das Bruxas continua dividindo opiniões, e sinceramente? Pelo tamanho da conversa, tá longe de ser só “mais um filme de bruxas” na Sessão da Tarde.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver Box Blu-ray Convenção das Bruxas 1990 e 2020 na Amazon