Anime Anormal Festival 10 anos: 10 mil na Barra do Garças

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Anime Anormal Festival celebrou uma década de Cultura Pop em Barra do Garças e lotou o Barra Center Shopping: mais de 10 mil pessoas, mais de sete horas de programação e aquele clima de “agora vai” que só evento geek tem.

10 anos com tudo e mais um pouco

A edição especial de 10 anos do Anime Anormal Festival transformou o Barra Center Shopping em um verdadeiro hub para fãs de anime, games e cultura pop em geral. O evento aconteceu no sábado (30) e foi promovido pela Prefeitura de Barra do Garças, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Barra Center Shopping. Resultado: um público acima de 10 mil pessoas, com mais de sete horas de atividades ininterruptas.

Para quem acompanha a cena, esse tipo de edição é aquele “marco histórico”, sabe? O festival, inclusive, é apontado como um dos maiores do segmento em Mato Grosso, e dessa vez caprichou na variedade para atrair todo mundo: dos mais novinhos que chegam animados para o cosplay até os veteranos que só querem bater papo sobre personagens, cards e estratégias de game.

Competições, games e o duelo de gerações

Se tem uma coisa que evento geek faz bem é transformar competição em entretenimento. No Anime Anormal Festival, a galera entrou no ritmo com campeonatos de videogame, UNO, Jo Ken Po e até disputas envolvendo cards de Pokémon. Era aquele cenário clássico de sala de aula, só que com energia de torneio: gente torcendo, rindo, discutindo estratégia e celebrando cada vitória como se fosse final de campeonato.

Além dos jogos, rolou também concurso de desenho, puxando o lado artístico de quem curte rabiscar desde sempre. É o tipo de atividade que rende boas histórias depois, porque sempre tem alguém que vai contar como “tirou a ideia” ou “improvisou” pra vencer a própria timidez.

Cosplay em modo turbo: o desfile que todo mundo espera

O desfile cosplay é quase um ritual. E nessa edição de 10 anos, foi ainda mais aguardado. O público lotou para ver trajes inspirados em personagens conhecidos, detalhes caprichados e performances que iam além do figurino. Sim, teve aquela galera que entra no personagem e não volta tão cedo, porque o “modo cosplay” já virou parte da identidade do rolê.

Entre um passo e outro, dava para sentir o objetivo do festival: criar um espaço onde fãs se reconhecem e se expressam. Mais do que competir, o desfile vira vitrine de criatividade e comunidade. E o resultado é simples de explicar: quando o evento respeita o fandom, ele vira palco de pertencimento.

Convidados, dublador famoso e painéis do universo geek

O Anime Anormal Festival também trouxe convidados para enriquecer a conversa com experiências reais. Um deles foi o influenciador Bartolomeu Pereira, conhecido por percorrer eventos de Cultura Pop e registrar tudo por aí. No bate papo, ele falou sobre trajetória na internet e como o cenário geek brasileiro evoluiu ao longo do tempo.

Outra presença marcante foi a atriz Yrla Braga, do elenco de Coração Acelerado (Rede Globo), que também atua como coordenadora do festival. Ela ressaltou a importância do evento na valorização de talentos locais e no fortalecimento da cena regional.

E teve ainda o destaque para quem vive a magia da dublagem. O dublador Manolo Rey, famoso por dar voz a personagens como Sonic e Robin dos Jovens Titãs, marcou presença e comentou sobre o impacto positivo de eventos assim no bem-estar das pessoas. Para referência de carreira e trabalhos, vale acompanhar a página do Manolo Rey na Wikipédia, que organiza o histórico do artista.

Na programação, também apareceram apresentações do DJ Lunariano e painéis que abordaram o universo geek, com foco em animes, games e produção de conteúdo digital. No fim, foi aquele combo que mistura diversão e informação, sem ficar pesado, do jeitinho que a cultura pop pede.

Quando Cultura Pop vira pertencimento de verdade?

Com uma década de história, o Anime Anormal Festival reafirma seu lugar como referência de Cultura Pop no interior do Centro-Oeste. Foi integração de verdade, com inclusão, diversão para todas as idades e espaço para talentos locais brilharem. E no fim, aquela pergunta fica no ar: a gente vai continuar deixando esses encontros crescerem, ou vamos tratar “geek” como se fosse fase?

Porque quando mais de sete horas de programação reúnem família, cosplay, games e debate, não é só evento. É comunidade. É memórias sendo construídas ao vivo.

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