Vilã reconhece vilão em Toy Story 5: Maisa Silva, a voz da nova LilyPad, confessou que seu personagem favorito da franquia é o urso Lotso. Sim, o mesmo que dá aquele frio na barriga no universo da Pixar.
- Lotso: fofura com cheiro de morangos
- LilyPad: a nova “líder” e o plot twist inesperado
- Por que Lotso vence até os “do bem”
- Toy Story 5 e a vibe de revanche emocional
- O que esse favorito diz sobre a franquia
Lotso: fofura com cheiro de morangos
Quando a atriz Maisa Silva, que interpreta a LilyPad em Toy Story 5, solta “vou ser polêmica” e emenda que ama o urso Lotso, a internet faz aquele barulho coletivo de “ok, eu entendi, mas preciso processar”. Porque sim, Lotso é tratado como vilão no universo, mas a Maisa parece ter enxergado algo além da casca.
Ela contou que comprou um Lotso na Disney quando era criança e ficou hipnotizada com o detalhe mais icônico que o personagem carrega: a barra cheia de cheirinho de morango que rola no filme. E é aí que mora a magia. Por mais que a narrativa mostre o lado manipulador e o jeito “de quem sabe o que é melhor”, o primeiro amor dela pelo personagem começou pela experiência sensorial, tipo uma DLC emocional da infância.
Não é só nostalgia, é conexão direta com o universo da Pixar. Porque a forma como o filme trata brinquedos como personagens com preferências, memórias e motivos é o que faz o público reverenciar até os mais problemáticos.
LilyPad: a nova “líder” e o plot twist inesperado
Em Toy Story 5, a atenção de Bonnie vai ser desviada por uma atração nova e bem diferente: um tablet infantil chamado LilyPad. A ideia é que o dispositivo acredita saber o que é melhor para a menina, o que já soa como um rival moderno para a dinâmica clássica dos brinquedos.
A sacada aqui é quase metalinguística. A Maisa, que vai dar voz a uma personagem com postura meio “eu decido”, diz que seu favorito é justamente o Lotso, alguém que também tenta dominar o ambiente com uma lógica própria. Ou seja: é como se a atriz tivesse declarado guerra à moral simples. Vilão pode ser complexo. Complexo pode ser carismático. E carismático, dependendo do cheiro, ganha briga.
Para completar, a franquia também apresenta Rolinho, um brinquedo para treinar Bonnie a usar a privada, dublado no Brasil por Rafael Infante. A diversidade dos “novos brinquedos com missões específicas” ajuda a manter o clima de que Toy Story sempre foi mais sobre relações do que sobre vilões rasos.
Por que Lotso vence até os “do bem”
Vamos ser sinceros: Lotso não é só “o vilão que faz mal”. Ele tem construção, tem presença e tem uma lógica interna. E isso é o que a Pixar faz muito bem: ela transforma até o antagonista em alguém com história e com um tipo de crença própria.
Quando a Maisa diz que, ao pegar o Lotso, sentiu a barriguinha dele e pensou “é igual ao do filme”, ela está basicamente confirmando o que o público já sabe: o personagem é memorável. É aquele tipo de figura que você lembra porque ficou marcado, não porque foi bonzinho.
Além disso, tem um ponto cultural que merece destaque: muita gente passou a infância vendo brinquedos como “objetos que têm alma”. Então, um personagem como Lotso vira símbolo, quase um ícone pop de antagonista. Afinal, a internet ama um vilão com carisma e detalhes marcantes. É tipo o que faz certos personagens “problemáticos” virarem camisa do fandom.
Toy Story 5 e a vibe de revanche emocional
No novo longa, a história segue acompanhando Woody e Buzz, com Jessie ganhando destaque entre as protagonistas, além do retorno de Garfinho. E, enquanto Bonnie ganha novos recursos e brincadeiras, os brinquedos precisam lidar com a mudança de prioridades da criança.
Essa dinâmica sempre funcionou como um motor emocional da franquia: os brinquedos entram em pânico quando o mundo humano muda. A novidade em Toy Story 5 é que a “concorrência” agora inclui uma tecnologia, a LilyPad, que parece ter uma autoridade própria. O que, em paralelo, combina com a aura de Lotso: o cara que acha que manda no recreio inteiro.
Para contextualizar a relevância histórica da franquia e como ela chegou até aqui, vale lembrar que a produção da Pixar é um marco de inovação em animação e narrativa. Um ponto de referência legal sobre o estúdio e a linha do tempo está na Pixar, que compila informações do universo e do histórico.
Com isso, a sensação é que o filme vai brincar com a ideia de que o “vilão” talvez só esteja tentando preservar o próprio lugar. E, convenhamos, isso é um tema que sempre pega no coração.
O que esse favorito diz sobre a franquia
Quando uma atriz da dublagem diz que seu personagem favorito é Lotso, ela basicamente está reforçando o que Toy Story faz melhor: personagens com falhas que viram debate. O público não fica preso ao rótulo “certo” ou “errado”. Fica preso à pergunta “o que você faria no lugar dele?”.
No fim, vilã reconhece vilão, mas sem romantizar tudo ao pé da letra. É mais sobre reconhecer camadas. E se Lotso ganhou o coração da Maisa por causa do cheiro de morango e da memória afetiva, imagina o que mais pode surpreender em Toy Story 5.
Porque, do jeito que a Pixar escreve, até o urso mais suspeito pode acabar virando parte do fandom. E essa é a forma mais bonita de redenção pop.
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