Cara-de-Barro: insiders cravam terror sangrento e nudez

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Cara-de-Barro está dando aquela sensação de “DCU radicalizou” em exibições de teste, com relatos que prometem terror pesado, muita violência e até nudez. E, ó, sem Batman no meio.

O que dizem nas exibições de teste

Segundo insiders como Daniel Richtman e MyTimeToShineH, Cara-de-Barro, filme de terror do DCU, teria recebido um retorno “extremamente positivo” nas sessões prévias. A vibe é de filme independente, daqueles que não ficam dependendo do hype de um universo compartilhado para se sustentar.

O que mais chamou atenção dos relatos foi o pacote completo de conteúdo para maiores: classificação indicativa para +18, muito sangrento e nudez. Traduzindo: é menos “aventura de quadrinhos” e mais “pesadelo de cinema” mesmo, com o espectador indo para o escuro sabendo que vai ser puxado pela guela.

Tem gente ainda comparando a proposta do longa com produções recentes mais radicais, como A Substância, e a forma como elas lidam com horror e exagero. E, no fim, isso faz sentido: a história do Cara-de-Barro já nasceu com uma pegada visceral, então basta colocar fogo e deixar o fogo fazer o trabalho.

Mira terror e um avião com tesoura

Um dos spoilers mais comentados envolve uma cena em que o personagem Matt Hagen precisa lidar com um momento absurdo e brutal durante uma turbulência em um avião. De acordo com o insider, ele teria que cortar as próprias pálpebras com uma tesoura para atravessar a situação.

Se isso parece chocante (spoiler: parece), é justamente aí que o filme tenta se diferenciar. Cara-de-Barro não quer ser “só mais um vilão do Batman”, quer ser uma experiência de terror de corpo, identidade e consequência. O tipo de cena que vira assunto por semanas e faz o povo comentar “não dá pra assistir de boa” no grupo do Whats.

Mesmo sem a confirmação oficial de detalhes extras, a descrição que circula sugere que o roteiro está apostando em sofrimento físico como narrativa, algo que o terror sabe fazer muito bem quando quer causar impacto de verdade.

Sem Batman e sem cenas pós-créditos

Um ponto curioso dos relatos é a ausência do “sabor de cameo”. Não teria Batman no filme, nem participações especiais, e também não haveria cenas pós-créditos. Ou seja: o DCU aqui parece ter decidido apostar no básico, no que funciona: uma história fechada, do começo ao fim, sem piscar para o público com “surpresas” e links para o próximo capítulo.

Outra característica que reforça essa ideia é o carimbo de “filme independente”. Isso pode ser bom para o espectador que quer sentir que está num longa autoral, e não num produto que vive de referência. No fim, dá para imaginar a direção puxando a tensão para frente e deixando o horror dominar o ritmo.

De Hill para Gotham: o toque do diretor

O longa é dirigido por Mike Flanagan, nome que já carrega uma fama de criar suspense e terror com foco em emoções e atmosferas sufocantes. Quem conhece o trabalho dele associa imediatamente a densidade de construção, com histórias que fazem o espectador sentir que qualquer detalhe pode dar errado.

Para contextualizar a espinha do plot: o roteiro acompanha Matt Hagen, um ator em ascensão que fica com o rosto desfigurado por causa de um gângster. Como último recurso, ele busca ajuda de uma cientista interpretada por Naomi Ackie, usando uma fórmula que promete curar cicatrizes, mas acaba transformando o protagonista em uma aberração da ciência.

O clima lembra aquele “horror biológico” e moral, onde a cura vem com preço. E, pra completar, o elenco ainda inclui Max Minghella e Aaron Paul. Se você gosta de performances intensas, isso é um prato cheio. Inclusive, vale lembrar que a presença do Flanagan é um sinal de que o filme deve ser pensado para chocar, e não só para entreter.

Para referência do tipo de clima que ele costuma imprimir, dá para entender o estilo pelo próprio histórico do diretor em Mike Flanagan.

O vilão vai entregar terror de verdade em Gotham?

Se os relatos das exibições de teste estiverem no mesmo nível do que está sendo comentado, Cara-de-Barro pode virar aquele tipo de filme que a galera recomenda com meio sorriso nervoso: “é insano”, “é muito sangrento”, “tem nudez” e, por tabela, “é bem mais engraçado do que eu esperava”. Essa mistura de humor ácido com horror gráfico é uma combinação traiçoeira, mas funciona quando o diretor sabe dosar.

No radar geek, a promessa é clara: menos pit stop no universo compartilhado, mais foco no protagonista quebrado e no horror como consequência. O resultado tende a dividir opiniões, mas, como todo bom terror, quer uma coisa: deixar marca. E marca costuma vir acompanhada de tesoura, sangue e arrependimento.

Cara-de-Barro tem estreia nos cinemas brasileiros em 22 de outubro.

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