Supergirl estreia com nota baixa, mas bate recorde no RT

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Supergirl estreou no Rotten Tomatoes com uma nota que deixou muita gente franzindo a testa, mas ao mesmo tempo conseguiu fazer história no RT: bateu o melhor índice já registrado para um filme solo da heroína nas telonas.

RT agridoce: 61% e a aprovação que não veio

A estreia de Supergirl no Rotten Tomatoes começou daquele jeito que só a internet sabe celebrar: com print, comparação e um “tá, mas era pra ser melhor”. Até o momento, o filme aparece com 61% de aprovação da crítica. Ou seja, não é exatamente o tipo de número que garante um banquete de elogios imediatos para um grande título de super-heróis.

Mesmo assim, tem um ponto importante: essa porcentagem representa a melhor avaliação já alcançada por um filme solo da personagem em cartaz nos cinemas nas últimas décadas. Então sim, dá para dizer que a estreia é “nota baixa”, mas também é “nota histórica”. O tipo de contradição que a DC vive conseguindo transformar em trend.

Recorde em 42 anos: melhor que os filmes anteriores

O motivo do alvoroço é direto. A plataforma mostra que Supergirl cravou o recorde da heroína em filmes solo, superando o que havia sido registrado antes. O marco é de dar aquela sensação de “finalmente acertaram o alvo”, mesmo que ainda não tenha chegado ao patamar de aprovação que costuma vir junto do selo mais desejado por fãs e críticos.

Na prática, as análises ainda continuam adicionando novas notas. Até agora, foram publicadas 75 críticas, e como sempre acontece com agregadores, o número pode subir ou descer conforme mais avaliações entram na conta. Traduzindo: a nota ainda está em modo “work in progress”, igual patch em live-service.

O contraste com 1984 e por que isso pesa

Quando você coloca a estreia de Supergirl lado a lado com o filme anterior que colocou a heroína como foco absoluto, o quadro fica mais chamativo. O longa de 1984, estrelado por Helen Slater, aparece com apenas 19% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Então, mesmo com os 61% atuais soando “ok, mas poderia ser melhor”, o salto é gigantesco. A narrativa do público muda um pouco: não é só “o filme é fraco”, vira “finalmente a personagem sai do chão de pedra”. Esse contraste dá munição pra quem está do time “vamos com calma, porque o termômetro pode enganar no começo”.

O novo filme da DC Studios e o elenco na órbita

Originalmente conhecido como Supergirl: A Mulher do Amanhã, o projeto agora segue apenas com o título Supergirl. A história é descrita como um épico sci-fi baseado na saga escrita por Tom King e desenhada pela brasileira Bilquis Evely nas HQs da DC.

O que chama atenção é o caminho: a Supergirl não fica na Terra. A protagonista viaja pelo espaço em busca de vingança e justiça, com uma missão que mistura trauma familiar e combustível narrativo. E, como nerd que é, a gente já fica de olho porque esse tipo de abordagem costuma render sequências mais “cinematográficas” e menos “procedural de herói”.

O elenco também indica que a produção quer acertar no alcance. Milly Alcock interpreta a Supergirl. Eve Ridley vive Ruthye, e Matthias Schoenaerts entra como Krem. Além deles, aparecem Krypto (o Supercão) e a participação de nomes como Jason Momoa no papel de Lobo.

Se quiser acompanhar o universo e entender como a fase da DC Studios está se organizando, faz sentido olhar a linha geral do projeto direto na fonte, como no DC, onde as atualizações do catálogo e das iniciativas costumam aparecer primeiro.

61% é ruim mesmo ou é só o começo do caos?

Com Supergirl começando com 61% no Rotten Tomatoes, a conversa é inevitável: “isso é pouco” ou “isso é o melhor que já fizeram com a heroína?”. A resposta, honestamente, é as duas coisas.

É ruim se você esperava aquele estouro de unanimidade, o famoso “passou reto e virou clássico”. Mas também é ótimo se você lembra que o histórico da personagem no RT em filme solo era bem pior. E como a pontuação pode mudar com novas críticas, a sensação é que a estreia plantou uma base interessante: agora é ver se o filme sustenta a onda.

No final das contas, o que a Marvel fez em décadas a DC agora tenta reconstruir em blocos, e Supergirl já provou uma coisa: mesmo quando não agrada todo mundo de cara, ela consegue chamar atenção e abrir espaço no debate. A era do “não foi perfeito, mas pelo menos aconteceu” chegou. E, sinceramente? Eu aceito.

Quando a nota ainda pode virar, o que importa é quem vai acompanhar a próxima rodada

Até agora, Supergirl não chegou ao topo do Rotten Tomatoes, mas cravou um recorde que muda o termômetro da heroína nas telonas. Enquanto as críticas continuam chegando, o melhor jogo do público é observar se a aprovação vai crescer com mais análises ou se vai estagnar nesse patamar. Em outras palavras: a estreia é só o aquecimento. O resto do campeonato do RT ainda está por vir.

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