Moana decepciona: bilheteria igual Branca de Neve

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Moana em live-action até tentou, mas a bilheteria do filme resolveu fazer o papel de “spoiler da vida real”. No primeiro fim de semana, o desempenho ficou na mesma pegada de Branca de Neve, e o buraco no orçamento já virou assunto em todo mundo.

A estreia de Moana: 95 milhões no total, mas com cara de problema

A adaptação em live-action de Moana começou em cartaz com números que parecem bons no papel, mas assustam quando você olha o contexto. Em seu primeiro fim de semana, o longa arrecadou US$ 43 milhões no mercado doméstico e mais US$ 52 milhões no internacional. No total, a estreia ficou em US$ 95 milhões.

O detalhe é que a conta não fecha com o tamanho do projeto: o filme custou US$ 250 milhões. Ou seja, mesmo com uma abertura decente, a trajetória precisa crescer rápido para justificar o investimento. Em outras palavras, não é “panela de pressão”; é “panela no limite”, esperando o tempo certo para não virar fiasco.

Por que a comparação com Branca de Neve pesa tanto

A Disney resolveu puxar um “déjà vu” bem desconfortável ao colocar Moana na mesma trilha de Branca de Neve (lançado em 2025). Os dois filmes, curiosamente, tiveram o mesmo orçamento: US$ 250 milhões. E os números de abertura domesticamente também são bem parecidos.

No caso de Branca de Neve, a estreia doméstica foi de US$ 42 milhões, deixando os cinemas norte-americanos com um total de US$ 87 milhões. Globalmente, a bilheteria chegou a US$ 205 milhões. Já Moana, com seus US$ 95 milhões na largada, mostra que pode repetir um caminho parecido se o ritmo não engrenar.

O resultado prático dessa comparação é pesado: o cenário atual indica que o estúdio pode acabar pagando a brincadeira com algo na casa de US$ 100 milhões de custo adicional, se a performance continuar nesse nível. E quando a gente fala em live-action de princesa, não é só “arrecadou o bastante para ser ok”. É “tem que bombar para compensar”.

Crítica morna e público pior: o combo perfeito para “fica em casa”

O filme já chegou com uma recepção que não ajudou ninguém. De um lado, a crítica teve recepção morna. Do outro, o público parece ter decidido que o cinema não é prioridade agora, com uma resposta ainda pior para quem estava aguardando.

Essa diferença entre “critica achou ok” e “público ignorou” costuma ser o tipo de coisa que derruba a bilheteria com o passar das semanas. Porque, em vez de aumentar o fluxo, o filme tende a depender de propaganda orgânica e de partidas que puxem gente nova para as salas. E, pelo que os sinais indicam, a audiência não comprou a ideia com a intensidade que o estúdio esperava.

Enquanto isso, a existência do Disney+ também entra na conversa. Afinal, quando o público já sabe que pode assistir depois em streaming, o impulso de pagar ingresso precisa ser mais forte. E com críticas mornas, esse impulso vai ficando fraquinho.

Se você curte acompanhar esse tipo de comparação de bilheteria e desempenho, vale observar como a Box Office Mojo organiza os números por território e janela de lançamento.

Elenco, enredo e o que o filme promete entregar

Apesar das preocupações com o caixa, Moana segue com um elenco que chama atenção. A protagonista fica com Catherine Laga’aia, que teve a voz de Auli’i Cravalho na versão animada como referência histórica. Para a família de Moana, John Tui entra como Chefe Tui, Frankie Adams como Sina e Rena Owen como Gramma Tala.

E sim, tem o fator “Maui”: Dwayne Johnson reprisa o papel no live-action. Na prática, isso é quase um cheat code de reconhecimento, porque quando a galera vê o Maui na telona, ela lembra do espírito do original.

A trama acontece em um mundo antigo do Pacífico Sul. A adolescente Moana parte em busca de uma ilha lendária, e sua jornada une forças com o semideus Maui. No caminho, a dupla enfrenta criaturas marinhas, explora mundos submersos e cruza uma cultura antiga que guia o coração e o destino da protagonista.

No Brasil, o lançamento em 8 de julho de 2026 coloca o filme em disputa direta com hábitos atuais: cinema é evento, streaming é conforto. As duas animações já estão no Disney+, o que reforça a ideia de que a campanha de Moana precisa converter rápido.

Será que Moana vai recuperar no boca a boca… ou é passivo demais?

Do jeito que os números estão sendo colocados, Moana parece estar pagando um preço alto por entrar na conversa de bilheteria com a sensação de “mesma rota de Branca de Neve”. Com orçamento grande, recepção morna da crítica e público menos empolgado do que o necessário, a chance de recuperação depende de um fator clássico do cinema: o boca a boca.

Se a galera começar a recomendar mais, a trajetória pode ganhar fôlego. Se não, o live-action vira mais uma peça na vitrine do “promete, mas não segura”. E, convenhamos, no universo Disney, segurar é quase uma regra do jogo.

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