Assassin’s Creed Black Flag Resynced: demissões na Ubisoft

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Assassin’s Creed Black Flag Resynced vende muito, mas o bastidor em Barcelona não foi tão “acertado com a navalha”. Segundo relatos, a Ubisoft Barcelona vai passar por demissão em massa logo após o lançamento.

O sucesso do jogo e a treta no estúdio

Mesmo com o hype e o desempenho comercial que parecem ter vindo direto dos mares do Caribe, o destino da equipe por trás de Assassin’s Creed Black Flag Resynced não acompanhou o ritmo. Logo após o lançamento, a Ubisoft Barcelona enfrentou relatos de dezenas de demissões, especificamente com 51 desenvolvedores saindo da força de trabalho, segundo funcionários.

É aquele contraste clássico de indústria: o jogador curte o produto final, o estúdio brilha no marketing… e, do lado de dentro, alguém apaga a luz. No caso, o game já chegou perto do patamar que geralmente aparece como “salvação financeira” para projetos maiores. Só que, aparentemente, nem isso garante estabilidade para os times.

Cortes: o número, os times afetados e o clima

Os cortes atingiram funcionários da Ubisoft Barcelona logo depois do lançamento do remake. E, sim, a sequência é importantíssima: quando um projeto termina e entra a fase de suporte, correções e possivelmente conteúdo pós-lançamento, muita empresa usa essa “janela” para reorganizar custos.

O ponto que pesou aqui é que os relatos citam uma equipe específica envolvida no desenvolvimento e controle de qualidade, o que deixa a sensação de que o investimento feito no projeto foi “recortado” na hora de manter os profissionais. O clima fica ainda mais pesado porque não é como se o jogo estivesse fracassando: ao contrário, ele já caminha para 2 milhões de cópias vendidas em poucos dias, se posicionando como um dos sucessos recentes da Ubisoft.

O que os devs disseram nas redes

As falas nas redes sociais foram diretas e com aquela acidez que só dev com acesso ao controle de qualidade consegue produzir. Um exemplo é um post de Isabel García, chefe de controle de qualidade, descrevendo o lançamento do game como “agridoce”. Ou seja: tem orgulho do trabalho, mas também tem frustração com o que está acontecendo agora.

Já o animador Manel Cota comentou de forma irônica sobre uma avaliação de fã envolvendo as fases subaquáticas. Ele basicamente resumiu a contradição: a Ubisoft elogia o que a equipe fez… e, em seguida, a equipe é dispensada. Tradução para leigo: é difícil celebrar vitória quando o time responsável não está recebendo a mesma energia.

Se você quer um contexto mais amplo sobre como a Ubisoft tem lidado com mudanças organizacionais nos últimos anos, vale acompanhar notícias em portais como a Video Games Chronicle, que cobre esse tipo de movimentação do setor.

O que isso muda para o futuro da franquia

Por enquanto, não há sinal de novos cortes diretamente ligados ao desenvolvimento do título. Mas, na prática, demissão em massa pode mexer com coisas que o jogador só percebe depois: ritmo de correções, estabilidade de servidores, velocidade de patches e até capacidade de lidar com bugs chatos que aparecem em determinadas plataformas.

Além disso, existe a questão do planejamento. Quando um estúdio perde gente, o “pipeline” de produção pode desacelerar ou ser refeito para o próximo ciclo. E isso importa porque Assassin’s Creed é uma franquia que vive de consistência: animações, reatividade dos sistemas, ferramentas internas e mão de obra especializada.

O Black Flag Resynced já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Só que agora fica aquela dúvida que dá vontade de abrir o mapa e procurar ponto de fuga: a Ubisoft vai priorizar suporte rápido ao que vendeu bem ou vai migrar recursos e reduzir cobertura técnica?

Quando a maré muda, quem paga a conta?

No fim, fica parecendo roteiro de mundo aberto, mas é realidade corporativa: o sucesso do produto não necessariamente protege quem fez o produto. A maré virou para o Assassin’s Creed Black Flag Resynced, mas o navio da Ubisoft Barcelona está navegando em outro sentido.

Entre o orgulho pelo que foi construído e o “agridoce” de ver colegas sendo desligados, a mensagem é clara: do lado do jogador, é pirataria e glória. Do lado do estúdio, é planilha, reestruturação e, às vezes, demissão. E isso não combina muito com a gente que só queria mais histórias do Black Flag.

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