Alan Ritchson negocia Maelstrom, novo filme da Netflix

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Alan Ritchson (o Reacher que virou paixão mundial) está em negociações para estrelar Maelstrom, filme de ação da Netflix dirigido por Jaume Collet-Serra (Bagagem de Risco). A vibes do “um homem, um plano e uma noite sem volta” já começaram a apitar.

O que é Maelstrom e por que isso cheira a ação pesada

Segundo informações da Variety, Maelstrom é um novo filme de ação da Netflix que gira em torno de um marechal federal numa missão bem específica e bem perigosa: proteger a noiva de um traficante de armas que, por sua vez, quer proteção para testemunhas. Ou seja: é traição, proteção e gente valendo mais que plano de voo perdido.

A história ainda tem um “coringa” de tensão narrativa. Os eventos acontecem em uma única noite, enquanto um furacão se aproxima, derrubando comunicações e dificultando qualquer chance de reforço. É aquele tipo de premissa que já começa com a sensação de relógio correndo, sabe? Se o caos está na rua e o céu está conspirando, aí o herói não tem muito tempo para ser gentil.

Por que Alan Ritchson faz todo sentido aqui

Se tem uma coisa que Alan Ritchson (o Reacher) aprendeu em cena é carregar o filme com uma mistura de presença física e decisão rápida. Reacher é basicamente um manual ambulante de “não mexe comigo, porque eu vou resolver”. E Maelstrom parece pedir exatamente esse tipo de energia: alguém que não só entra na briga, mas entende as regras do jogo antes de todo mundo.

Além disso, a Netflix vem mirando em personagens que viram ícone. E Ritchson já tem esse capital de atenção. Não é só “ator bonito”, é o público reconhecendo o estilo: pouco discurso, muito impacto e uma sensação constante de que, se der ruim, vai ser com classe e punho (ou arma, dependendo do momento). Colocar ele num filme em que o cenário inteiro vira ameaça costuma ser receita pra muita ação bem coreografada.

Jaume Collet-Serra e a receita de tensão no limite

O diretor também é um daqueles nomes que geralmente sabe cozinhar suspense com ritmo de thriller. Jaume Collet-Serra, de Bagagem de Risco, já mostrou que consegue transformar movimento em tensão e transformar perseguição em espetáculo. E tem uma diferença crucial: o cara não trata ação como só “tiro e pronto”. Ele faz o espectador sentir o perigo como se fosse um segundo personagem.

E olha que a combinação Netflix mais Collet-Serra costuma render bons filmes com cara de produção de estúdio grande. A própria referência de Bagagem de Risco é forte aqui: o filme ficou anos parado antes de estourar na plataforma e, quando finalmente chegou, virou daqueles títulos que ficam no topo do “o que eu assisti sem perceber que viciou”. Traduzindo: o histórico do diretor com esse tipo de lançamento já deu certo.

Roteiro revisado e bastidores Netflix em modo franquia

O projeto nasce de um roteiro original vendido à Warner Bros. ainda em 1993. Isso mesmo: quase pré-história do cinema moderno. Só que como todo bom universo de produção, o roteiro passou por atualizações e reescritas. Agora, ele foi revisado por Mark Bianculli (de Como Roubar Um Banco), a partir de um primeiro rascunho do roteirista Gregory Fitzpatrick, que faleceu. Ou seja: o texto ganhou uma camada de polimento para combinar com a pegada atual de ação.

Nos bastidores, o projeto também marca uma fase importante de acordo entre a Netflix e Jeff Robinov, ex-presidente da Warner Bros. Ele é lembrado por franquias gigantes e por filmes que misturavam grande público e impacto comercial. A Netflix, por sua vez, parece ter enxergado uma oportunidade rara: trazer Collet-Serra de volta ao jogo com um material que já tinha DNA de indústria, mas que agora ganha timing perfeito na plataforma.

Se tudo caminhar, Maelstrom deve ser aquele tipo de ação que segura do começo ao fim, porque a própria estrutura em “uma noite” e “um furacão” já limita fugas e abre espaço para tensão constante. Quando o ambiente vira inimigo, o filme tende a ser mais inventivo e menos previsível.

Maelstrom vai ser o próximo “quero repetir” da Netflix?

Com Alan Ritchson liderando, direção de Jaume Collet-Serra e uma premissa que já nasce com urgência e isolamento, Maelstrom tem tudo para virar aquele tipo de ação que você coloca enquanto faz outra coisa e, do nada, fica preso. Agora é esperar a negociação avançar e torcer para a Netflix acertar o ritmo. Porque, se der certo, vai ter muito espectador dizendo “ok, só mais uma cena” e depois já era.

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