Vicentina Pede Desculpas no TIFF: [ENTENDA] a seleção do filme

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Vicentina Pede Desculpas acaba de ganhar um turbo no currículo: o novo filme de Gabriel Martins foi selecionado para o TIFF 2026, na seção Plataforma.

O que significa o TIFF na prática

Ir para o Festival Internacional de Cinema de Toronto é tipo colocar um selo “chef’s kiss” no projeto. O TIFF costuma funcionar como vitrine premium para filmes que querem chegar em público e crítica, sem depender só de hype de rede social. E quando a produção é brasileira, o burburinho aumenta: a chance de o longa ganhar olho do mercado internacional cresce bastante.

No caso de Vicentina Pede Desculpas, a seleção foi anunciada nesta terça-feira (21), colocando o filme na rota do Canadá justamente em uma edição que promete muita estreia e descoberta. Traduzindo: é a “fase de mostrar as cartas” do Gabriel Martins no tabuleiro global.

Por que a seção Plataforma chama atenção

A seção Plataforma não é só um “local bonitinho” no festival. Ela costuma reunir filmes com apelo forte e potencial de conversa, daqueles que seguram a narrativa e puxam discussão. Ou seja: não é apenas para entreter, é para ficar na cabeça do espectador depois que a sessão acaba.

Esse encaixe faz sentido com o tom do enredo. O longa trabalha com luto, culpa, consequências e investigação, criando um drama que vai do íntimo para o coletivo. E quando um filme consegue fazer isso sem virar sermão, a chance de repercussão sobe, tipo atualização que conserta bugs e melhora tudo.

Vicentina em busca de desculpas (e respostas)

A trama acompanha Vicentina (Rejane Faria), mãe que precisa lidar com as consequências da morte de seu filho Wesley. Ele era motorista de um ônibus e se envolveu em um acidente que muda a vida da família para sempre. Só que a história não fica no “trauma e pronto”. Conforme a investigação avança, surgem evidências de que o acidente pode ter sido intencional.

A partir daí, Vicentina parte para uma jornada para encontrar as famílias das vítimas e pedir desculpas. É um tipo de pedido de desculpas que não é “desculpa por educação”. É desculpa como tentativa de enfrentar o que aconteceu, mesmo sem ter controle sobre tudo. No meio do caminho, ela encara seu próprio luto e a instabilidade das respostas que demoram, mas chegam.

Marte Um na bagagem: o que esperar do novo

O Gabriel Martins chega ao TIFF com mais do que vontade. Ele já ganhou destaque internacional com Marte Um (2022), premiado no festival de Locarno. Esse histórico importa porque sugere uma assinatura: narrativa com peso, ritmo pensado e um olhar que não foge do desconforto.

Em comunicado, Martins disse que fazer a estreia em Toronto é um reconhecimento gigante e que Vicentina é um filme profundamente brasileiro, mas que “se comunica com qualquer lugar do mundo por tocar naquilo que nos torna humanos”. Sim, soa poético, mas é exatamente o tipo de frase que costuma vir de quem sabe construir emoção com precisão.

Para contextualizar o que é o festival e a lógica das seções, vale dar uma olhada na visão geral do Toronto International Film Festival na Wikipedia.

Impacto no Brasil e o que vem depois

Vicentina Pede Desculpas é produção da Filmes de Plástico em parceria com a Netflix. Essa combinação costuma acelerar a ponte entre o circuito de festivais e o consumo mais amplo, porque dá suporte de produção e distribuição. Em outras palavras: o longa pode sair do TIFF e ganhar vida em várias telas, sem depender apenas de “você precisa ir ao cinema da cidade X”.

Agora, a pergunta do momento é: esse filme vai virar conversa de crítico, de público e de redes, ou vai ficar naquele meio termo onde todo mundo fala “puxa, é bom”, mas ninguém sabe exatamente por quê? Com um tema desses, e com a curadoria do TIFF na manga, as chances de engajar são bem reais.

Você acha que o TIFF vai transformar Vicentina em um dos grandes filmes brasileiros de 2026?

Porque, na prática, quando um drama brasileiro entra na seção Plataforma, não é só um carimbo: é oportunidade de chegar mais longe, gerar debate e dar visibilidade para quem faz cinema com coração e coragem. E você, torce para esse tipo de história lotar sala ou prefere que vire cult primeiro?

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