Ray Gunn, o novo filme de Brad Bird, apareceu na SDCC com sete minutos de cenas. E sim: tem alien, arma, gatilho de humor e aquela coreografia de animação que só o Bird faria parecer fácil.
- O que foi mostrado na SDCC
- A vibe: policial com tempero de sci-fi pulp retrô
- O que chama atenção na briga (spoilers da cena)
- Elenco e produção: quem dá vida ao caos
- Por que essa sequência pode ser o diferencial do filme
O que foi mostrado na SDCC
Na San Diego Comic-Con, a Netflix Animation mostrou sete minutos de Ray Gunn, novo longa do diretor Brad Bird. O detalhe é que o material não caiu online, mas a descrição das cenas, com direito a ritmo e gags visuais, foi divulgada pelo pessoal que acompanhou o painel.
A sequência começa com uma cidade futurista bem colorida, com carros voando e uma espécie de holograma “recebendo” o futuro. Aí corta para dois alienígenas num beco, num clima bem “serviço secreto” de comédia: troca de dinheiro, disfarce e entrada num prédio como se fossem funcionários.
A vibe: policial com tempero de sci-fi pulp retrô
O filme promete misturar investigação policial com uma atmosfera sci-fi que lembra aqueles pulps retrô de décadas atrás, só que com a energia moderna da animação. No centro da parada está o detetive Raymond Gunn, num caso que envolve assassinato, alienígenas e a tal estrela Venus Nova.
O que a cena da SDCC deixa claro é que o mundo foi pensado para ser divertido e estranho ao mesmo tempo: humanos e alienígenas convivem “na paz”, mas sempre tem alguém querendo fazer treta nos bastidores.
O que chama atenção na briga (spoilers da cena)
Entre a espionagem e a ação, a cena segue um fluxo que lembra a melhor parte de filmes de ação: primeiro o mistério, depois o “ok, agora lascou”. Os personagens encontram documentos escondidos numa mesa, usam um “olho” alienígena como câmera e, quando percebem que tem mais gente chegando com jetpacks, já é tarde.
Aí vem a parte que deve roubar a internet: entra uma alienígena imensa que literalmente aumenta conforme a treta evolui. Tem luta no escritório, armas, briga com múltiplas reviravoltas e, quando Ray está perto de morrer, acontece o momento “salva-vidas” com ele conseguindo congelar a criatura.
Como a animação é esperta, a cena ainda dá um gancho final: uma mini mosca alienígena pega os documentos e sai voando. Ray descongela a alienígena, sai correndo com o capanga e a polícia chega no fim, fechando a sequência no tom certo de humor e caos.
Elenco e produção: quem dá vida ao caos
Além do diretor, o projeto tem um elenco que promete entregar carisma. A animação conta com Sam Rockwell, Scarlett Johansson e Tom Waits, em papéis que aumentam o “peso nerd” do elenco. A produção é da Skydance Animation, que vem apostando forte em projetos com ambição visual e narrativa.
Para situar o universo, Brad Bird está em uma fase em que parece curtir quebrar expectativas: Os Incríveis tinham ação e emoção na mesma caixa, e Ratatouille já mostrava que ele sabe fazer humor com técnica. Em Ray Gunn, a fórmula ganha alien, escritório armado e estética retrô futurista.
Brad Bird também é conhecido por equilibrar espetáculo e timing de comédia, o que faz sentido com a cena descrita.
Ray Gunn é o tipo de animação que vira evento… ou vai ser só mais um lançamento?
Com essa sequência de sete minutos, fica difícil não ficar com a pulga atrás da orelha: Ray Gunn parece ter personalidade, ritmo e uma ação que não tem medo de ser exagerada. E quando a Netflix e o Bird colocam isso na mesa, a sensação é que a aposta pode ser realmente grande em 2026.
Na sua visão, essa mistura de policial com alien e “pancada congelante” tem cara de hit? Comenta aí: você acha que Ray Gunn vai ser o próximo filme que todo mundo vai citar como “o que eu vi antes de virar tendência”?
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