Hanabie. saiu do zero em Tóquio em 2015 e virou um dos nomes mais “barulhentos e coloridos” do metalcore pop moderno, misturando mosh com estética Harajuku.
- Origem independente em 2015: por que a Hanabie. encaixou no caos
- A mistura explosiva: metalcore, hardcore punk, nu metal e eletrônico
- Harajuku na veia: por que o visual pop funciona no meio do breakdown
- Anime Friends 2026: o show que provou que dá pra ser divertido e pesado
- O que esperar da próxima etapa da Hanabie.
Origem independente em 2015: por que a Hanabie. encaixou no caos
A Hanabie. foi formada em 2015, na cidade de Tóquio, e começou com aquela mentalidade clássica de banda “faça você mesmo”. Sem trilho pronto, sem fórmula segura, só energia e vontade de chamar atenção.
O resultado foi um som que não pede licença. A banda bebe de gêneros pesados, mas não cai no lugar comum do “metal sem cor”. É como se o palco virasse um glitch colorido: você percebe a instabilidade, mas curte porque é intencional. E é exatamente aí que ela conquista público que não está preso a um único estilo.
A mistura explosiva: metalcore, hardcore punk, nu metal e eletrônico
O combo da Hanabie. funciona porque ela junta metalcore e hardcore punk com a pegada mais “revoltada” do nu metal e ainda injeta momentos de eletrônico que dão aquela sensação de turbo.
O que isso muda na prática? As músicas têm viradas rápidas, contraste entre peso e ritmo dançante, e uma dinâmica que segura você mesmo quando o cérebro tenta dizer “ok, agora é só barulho”. A galera que curte mosh entende na hora, e quem vem pelo lado mais pop também encontra uma porta de entrada.
Pra contextualizar o cenário desse tipo de som, vale lembrar como o metalcore costuma misturar estruturas do hardcore com afinações e agressividade do metal. (Referência geral: metalcore no Wikipedia.)
Harajuku na veia: por que o visual pop funciona no meio do breakdown
Se tem uma assinatura que deixa a Hanabie. diferente, é o visual inspirado no Harajuku. A estética pop vibrante não é “enfeite”. Ela conversa com o som. Quando o show troca de textura, o visual acompanha. É como se cada faixa tivesse um fundo de tela diferente.
Isso é muito nerd e muito real ao mesmo tempo: a banda entende que cultura geek e cena musical hoje não são compartimentos estanques. Você pode curtir anime, cosplay e playlists pesadas. E a Hanabie. faz isso sem forçar, só colocando personalidade em cima do riff.
Anime Friends 2026: o show que provou que dá pra ser divertido e pesado
No Anime Friends 2026, que rolou em São Paulo entre 02 e 05 de julho, a Hanabie. fechou o segundo dia com uma energia que parecia contratação de gravidade errada. E, sim, “pesado e divertido” é praticamente o resumo do que aconteceu no palco.
O quarteto contou com Yukina nos vocais, Matsuri na guitarra e vocais, Hettsu no baixo e Chika na bateria. A formação é aquela receita que dá espaço pra tudo: pressão no groove, agressividade no ataque e momentos que parecem coreografia, mas com sangue frio de quem sabe tocar rápido e não vacilar no ritmo.
O mais marcante é como o público entrou no jogo. Mesmo quem estava mais “de boa” foi sendo puxado pro caos colorido: mosh controlado, cabeça balançando e aquela sensação de que a banda está feliz por você estar ali. Não é só performance. É vibe de comunidade.
O que esperar da próxima etapa da Hanabie.
Depois de uma chegada forte em eventos grandes, a tendência é a Hanabie. continuar crescendo sem perder o espírito indie. E a graça é que ela já tem um diferencial claro: enquanto muita banda do mesmo nicho tenta parecer “mais séria”, a Hanabie. vai na direção oposta.
Ou seja: mais cor, mais impacto, mais eletricidade no arranjo e mais shows com cara de “vamos fazer barulho juntos”. Se a cena continuar abraçando esse tipo de cruzamento entre subgêneros pesados e estética pop, a Hanabie. tem tudo pra virar referência de uma nova leva.
Você tá pronto pra colocar a Hanabie. no seu radar e transformar a playlist do caos em diversão?
Porque, no fim das contas, a Hanabie. não é só uma banda que toca metalcore. Ela é um lembrete de que dá para ser pesado e ainda assim sorrir, dançar e gritar junto. E se você já foi em show com essa energia, me diz: qual foi o momento que te pegou?
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