Tremembé: como o set renovou a sede da Febem [REVELADO]

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Tremembé virou aquela mistura rara de suspense realista e produção caprichada: a série do Prime Video ocupou e renovou uma antiga sede da Febem para gravar a 2ª temporada.

Se você já ficou pensando como uma produção de streaming transforma lugar “com cara de vida real” em cenário de ficção, aqui é um prato cheio. A 2ª temporada de Tremembé levou as gravações para um prédio desativado da Febem e voltou com tudo renovado, com reforma pesada, organização de espaços e um nível de detalhamento que dá aquela sensação de “não é só set, é mundo construído”.

Por que essa locação foi tão importante

A escolha do local para a nova leva de episódios foi um daqueles acertos que mudam o jogo. As filmagens aconteceram entre 29 de abril e 1º de julho, na Região Metropolitana de São Paulo, perto de Taboão da Serra.

O espaço escolhido foi um antigo prédio da Febem (atualmente Fundação Casa), desativado na pandemia e totalmente restaurado para a produção. Em outras palavras: em vez de montar tudo do zero, eles aproveitaram um lugar que já “puxa” o clima, e depois deixaram com cara de Tremembé.

A megalimpeza que parecia cena de filme

Antes da equipe começar a transformar, rolou uma etapa bem “gente, isso é infraestrutura, não é só figurino”. Teve uma megalimpeza para liberar o uso de dois edifícios e o próprio terreno.

Segundo os detalhes do set, retiraram todo tipo de bicho do mato e encontraram espécies como jararaca e porco-espinho. Isso é aquele tipo de informação que reforça o quanto a série precisou do mundo físico funcionando, porque o cenário conversa com a direção.

Como recriaram celas e áreas de convivência

Ok, agora entra a parte “arquitetura + ficção”. Eles fizeram uma recriação focada na experiência do espectador: fachada, celas e espaços de convivência do sistema penitenciário foram reformulados para atender às necessidades de gravação.

O resultado é aquele realismo que você sente no frame. Não parece que alguém desenhou “mais uma cela”. Parece que o lugar já existia ali, só aguardando a história começar a rodar.

Essa abordagem combina muito com a pegada da série, que mistura tensão, humanidade e consequências. Dá para perceber que o set não foi só pano de fundo, foi ferramenta narrativa.

Separaram o presídio feminino do masculino

Um dos detalhes mais curiosos é a organização interna: a equipe pintou as paredes para separar o presídio feminino do masculino.

Em termos de produção, isso ajuda em logística de equipe e continuidade visual. Em termos de história, isso prepara o terreno para a forma como personagens circulam, interagem e mudam as dinâmicas. É o tipo de detalhe que parece pequeno, mas quando você está vendo a cena, tudo fica mais “encaixado”.

Novos personagens e a continuidade do choque

Além do cenário, a 2ª temporada também dá mais espaço para a expansão do enredo. Marina Ruy Barbosa segue como Suzane von Richthofen, e a história continua mantendo aquele clima de escalada.

E vem gente nova: Giovanna Antonelli interpreta Dominique Scharf, conhecida por seus golpes. Também entram Icaro Silva como Robinho e João Vicente de Castro como Thiago Brennand, ambos com crimes sexuais no enredo. Inclusive, já comentaram sobre uma cena em campo de futebol com os novos personagens, ou seja: não é só “cadeia e ponto final”.

Para entender o que é a Febem e como o termo aparece em diferentes contextos no Brasil, vale a consulta à Fundação Casa.

Tremembé realmente vai parecer mais real ainda depois dessa reforma no set?

Se o cenário já nasceu pesado e ainda ganhou reforma, recriação de celas e organização interna, a pergunta que fica é: a 2ª temporada de Tremembé vai só continuar a história, ou vai te puxar pra dentro do pavor com mais força?

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver produtos geek na Amazon