Ink, o novo longa de Danny Boyle, vai além de biografia. Ele reconta como o tabloide britânico The Sun conseguiu renascer, virar mania e dominar a conversa pública décadas antes do feed infinito das redes sociais.
- Por que o The Sun precisava renascer?
- Murdoch e Larry Lamb: o duo do “risco alto” que deu certo
- Como essa história explica a mídia moderna
- O que você vai ver na tela: Guy Pearce, Jack O’Connell e o clima de bastidores
- Por que esse relançamento ainda ecoa hoje?
Por que o The Sun precisava renascer?
O The Sun não aparece em Ink como “um jornal qualquer”. O filme trata o tabloide como um organismo vivo, que precisou ser reconfigurado para sobreviver. E, olha, isso é muito mais atual do que parece: troca de narrativa, reposicionamento e uma boa dose de ousadia na cobertura.
A trama mostra que o relançamento não foi só marketing. Foi uma aposta em formato, linguagem e impacto. Em vez de competir apenas em credibilidade, o tabloide mirou outra coisa: relevância diária, do tipo que faz a pessoa parar e pensar “ok, vou ler isso”.
Murdoch e Larry Lamb: o duo do “risco alto” que deu certo
O coração do longa está na parceria entre Rupert Murdoch e o editor Larry Lamb. E o interessante é como o filme tenta explicar a engrenagem emocional do processo: decisões rápidas, pressão institucional e aquela sensação de que cada número de jornal poderia ser um tiro no escuro.
Em vez de romantizar, a história deixa claro que o sucesso do The Sun veio de trabalho duro e estratégia. Quando o editor certo encontra o empresário certo, a mídia vira quase uma “missão” com prazos e riscos. Sim, é meio vibe gamer: você ajusta build, meta e rota, e torce para a partida destravar.
Como essa história explica a mídia moderna
Um dos argumentos mais legais de Ink é que o relançamento do The Sun ajudou a mudar o consumo de notícias. Décadas depois, o público está acostumado com manchetes fortes, personalidades midiáticas e “storytelling” com ritmo acelerado.
O filme tenta amarrar essa evolução ao surgimento, muito posterior, de redes sociais como Facebook e X (antigo Twitter). Antes delas, o tabloide já estava treinando o olhar do leitor: “consuma rápido”, “reaja emocionalmente” e “compartilhe a discussão”.
Se você quer um contexto geral sobre o universo jornalístico do Rupert Murdoch, faz sentido complementar por fora, porque a figura histórica ajuda a entender por que a mídia virou tanto poder.
O que você vai ver na tela: Guy Pearce, Jack O’Connell e o clima de bastidores
O hype gira em torno do elenco, principalmente por causa do Guy Pearce interpretando Rupert Murdoch. A proposta é mostrar não só “o que aconteceu”, mas como os dois lados da engrenagem pensavam e operavam.
Além de Pearce, Jack O’Connell aparece como parte essencial do processo de criação e consolidação do tabloide, enquanto Claire Foy entra para dar camadas dramáticas. E como Danny Boyle está na direção, a tendência é que o filme tenha ritmo ágil, cenas com tensão e aquele senso de montagem que parece que vai estourar a qualquer momento.
O roteiro é de James Graham, conhecido por trabalhos como Dear England, Sherwood e Brexit, então a chance de o longa mirar em temas sociopolíticos com acabamento de dramaturgia é bem alta.
Por que esse relançamento ainda ecoa hoje?
A resposta é simples e meio assustadora: o Ink sugere que o The Sun não só cresceu, ele ensinou um modelo de influência que muita coisa atual continua usando, só que em velocidade turbinada. E aí fica a pergunta: você acha que a mídia mudou por inovação, ou só aperfeiçoou uma fórmula antiga?
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