MAPPA assumiu a temporada final de Attack on Titan e isso acabou respingando direto na produção da 2ª temporada de Dorohedoro. Aí você imagina: “como assim?”. Vamos destrinchar o que rolou por trás das câmeras e por que o anime demorou tanto.
- O plot dos bastidores: MAPPA precisou mesmo de tempo
- A troca de estúdio que bagunçou o cronograma
- CG 3D, 2D e o equilíbrio que faz diferença
- Entenda o “atraso” como estratégia de produção
- MAPPA acelerou ou só mudou o jeito de fazer?
O plot dos bastidores: MAPPA precisou mesmo de tempo
Após seis anos de espera, os fãs de Dorohedoro finalmente conferiram a 2ª temporada em abril de 2026. Só que essa volta não foi mágica, nem saiu do “modo magia aleatória”. Em entrevista durante a Anime Central 2026, o estúdio explicou que o atraso teve relação direta com outro projeto gigante na mesa: Attack on Titan.
O ponto é que produção de anime, principalmente quando envolve uma mistura de CG 3D com 2D, costuma ser tipo cozinhar um jantar pra evento: se você começa tarde, ou faltam mãos, ou o resultado vira bagunça.
A troca de estúdio que bagunçou o cronograma
O plano inicial, segundo o diretor de animação Yuichiro Hayashi, era começar a produção da 2ª temporada de Dorohedoro logo após fechar a primeira. Mas a realidade do mercado nipônico veio com uma reviravolta digna de temporada final de shonen.
Na prática, o MAPPA acabou assumindo a parte final de Attack on Titan, substituindo o WIT Studio. E, como ambos os animes tinham demanda alta de animação, incluindo trabalho pesado em CG 3D, o estúdio precisou reorganizar o ritmo para não estourar o time.
Para referência do contexto geral do projeto, vale olhar a ficha de Attack on Titan e entender o tamanho do fenômeno.
CG 3D, 2D e o equilíbrio que faz diferença
A parte que interessa pra quem é fã chato (tipo eu) é: o que mudou no “como” fazer. Nos novos episódios de Dorohedoro, os espectadores elogiaram a melhoria do CG 3D e uma presença mais marcante do 2D.
Hayashi comentou que, em Attack on Titan e em Dorohedoro, personagens geralmente são modelados em 3D, mas nem tudo consegue ser resolvido 100 por cento em CG. O motivo é bem pé no chão: orçamento e agenda limitam tempo, esforço e dinheiro.
Ou seja: quando o estúdio precisa priorizar coisas, o que você sente no resultado final é o “balanceamento” entre técnicas. E isso ficou mais evidente nesta temporada.
Entenda o “atraso” como estratégia de produção
O que mais pega aqui é que a equipe do MAPPA não ficou esperando o projeto acabar do nada. Para evitar sobrecarregar os animadores, o estúdio começou antes com etapas fundamentais, como design de personagens e outros elementos visuais.
Segundo a explicação, esse começo antecipado foi feito em paralelo com o arco final de Attack on Titan. O processo completo durou cerca de dois anos e meio, permitindo colaboração entre as equipes dos dois animes.
O curioso é que os fãs viram melhora no conjunto, mas também ouviram do diretor que não houve alterações gigantes no balanço entre 2D e 3D em relação ao que já era feito. Em resumo: não é “consertaram tudo do nada”, é “otimizamos o caminho e evitamos pane”.
MAPPA acelerou ou só mudou o jeito de fazer?
Se você parar pra pensar: quando um estúdio enfrenta uma avalanche como Attack on Titan, ele pode “fazer a qualquer custo” ou ajustar a rota. No caso do MAPPA, pelo visto, a estratégia foi a segunda opção.
Mas fica a pergunta pra você: a espera valeu pelo salto visual em Dorohedoro, ou será que esse tipo de logística só deixa tudo mais demorado mesmo?
Fontes: entrevista via Anime News Network.
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