The Duskbloods: o futuro online [ENTENDA] com Miyazaki

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Este é um jogo que eu quero ver existir… e, segundo o Hidetaka Miyazaki, isso não é só desejo: tem um futuro brilhante pra jogos online. Em conversa com o IGN Brasil, o chefe da FromSoftware falou como The Duskbloods nasceu dessa vontade de criar um multiplayer com alma de soulslike, mas com estrutura pensada pra todo mundo conseguir jogar junto.

Nascido das ideias que ficaram presas no backlog

O pulo do gato aqui é que The Duskbloods não parece ter sido construído “do zero” por tendência. O projeto foi tomando forma enquanto Miyazaki e o time acumulavam ideias que não encaixavam bem em jogos single-player, nem no contexto exato de experiências anteriores. E sim: teve uma conversa inicial com a Nintendo, mas a motivação era mais nerd e pessoal do que mercadológica.

O resultado é um jogo PvPvE que mantém aquele tempero de desafio, só que remixado pra criar emergências durante as partidas. O tom é aquele famoso “entrega o mundo, confia no jogador”, mas com caminhos mais claros de aprendizado por etapas de tutorial. Ou seja: aquele caos gostoso, só que com menos “se vira aí” cruel.

RPG de mesa e jogos de tabuleiro, só que com PvPvE

Quando o assunto é influência, RPG de mesa e jogos de tabuleiro entram forte. O sistema de Virtue é descrito como algo próximo de pontos de vitória, mas que não se resume a um confronto direto e puro. Já o Sigil lembra mecânicas de mesa, porque tenta controlar não só atributos, mas relações entre jogadores e outros elementos que fogem do escopo “tradicional” do gênero.

É aqui que o multiplayer ganha personalidade de mesa: o jogo não é só “brigar”, ele é “coordenar” e descobrir interações. E como o online não para, essas regras viram linguagem entre pessoas. Você entra achando que entendeu, e depois o jogo te mostra uma camada nova. Daquelas que fazem a comunidade discutir por semanas.

Por que Nintendo e como a base online vai ser criada

A parceria com a Nintendo aparece como um ponto bem prático. Miyazaki fala que eles encontraram uma visão inovadora e apoio contínuo, especialmente por causa do tamanho e complexidade dos sistemas. Em jogo multiplayer, balancear e explicar tudo direito é metade da batalha, e a outra metade é manter o ecossistema saudável.

Também tem a questão do tutorial. A FromSoftware tradicionalmente joga os jogadores no mundo e deixa a descoberta rolar. Aqui, existe um esforço pra transmitir as dinâmicas com mais clareza. E isso importa muito pra online, porque se o jogador não entende o que fazer, ele some mais rápido do que um chefe invisível.

PvP com cuidado para não afugentar novato

O ponto mais sensível de um jogo online exigente é exatamente o que você está pensando. Se tem PvP no final, como fazer o novato não sofrer? A resposta é dupla: matchmaking com ranking e formas de avançar mesmo sem ser craque em PvP.

Além disso, o jogo promete dar mais espaço para a abordagem cooperativa e táticas com os Kin (vassalos controlados por computador). A ideia é que dá para personalizar seu personagem para potencializar esses aliados, atuando mais como suporte ou observador em vez de viver no modo “aponta e ataca”. No fim, o PvP existe, mas não precisa ser a única identidade do jogador.

Para completar, o livro de regras do online parece ter foco em evitar intimidação. A meta é criar um ambiente em que veteranos e novatos interajam de um jeito positivo. Tipo: comunidade não é só K/D, é gente ajudando gente. Quem já jogou soulslike sabe que isso pode virar magia.

The Duskbloods vai mesmo virar o “novo online” sem virar uma moda passageira?

O futuro de jogos online, do jeito que Miyazaki descreve, não é sobre “só lançar e esquecer”. É sobre suporte real, balanceamento e espaço para o livro nunca ser totalmente fechado. E, sinceramente? Se a FromSoftware conseguir unir essa filosofia com a estrutura do online, The Duskbloods tem tudo pra ser mais do que hype: pode virar referência.

Agora eu quero ouvir de você: você toparia entrar num multiplayer soulslike como esse, ou prefere que o online seja mais “social” e menos competitivo? Bora comentar, porque essa resposta diz muito sobre como a gente enxerga o futuro dos jogos.

Referência: Para contexto sobre a FromSoftware, acesse a página da FromSoftware na Wikipédia.

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