Akira Toriyama confessou que não era fã de animes e admitiu que tinha vergonha de não assistir com frequência quando suas obras viravam animações.
- A confissão que bateu estranho
- Por que Toriyama dizia que não ligava tanto
- O que mudou quando o universo virou “produção”
- Dragon Ball Daima e o que ele queria entregar
- Foi falta de amor… ou só jeito de ser?
A confissão que bateu estranho
Quem cresceu com Dragon Ball já tem aquela sensação de que o mestre estava o tempo todo “dentro” do mundo das telas. Mas, dias antes da morte, Akira Toriyama soltou uma frase que chocou muita gente da fandom: ele disse que nunca foi muito fã de anime e que tinha vergonha de admitir que não assistia com frequência quando suas obras eram adaptadas.
Em outras palavras: mesmo criando histórias que viraram referência no Japão e no mundo, ele não era o tipo de criador que ficava maratonando o próprio produto em formato animado. E isso, na cultura geek, soa quase como “NPC quebrado”. Mas calma: a real é mais interessante do que parece.
Por que Toriyama dizia que não ligava tanto
Toriyama falou “pra ser sincero” e, nesse tom bem humano, deixou claro que não se tratava de desdém. Era mais um distanciamento do hábito: ele confessou que tinha pouco interesse em anime e que, quando chegava a hora de adaptações, a prática dele não era acompanhar como fã tradicional.
O curioso é que ele ainda assim fazia as adaptações acontecerem, porque o foco do Toriyama sempre foi contar história com desenho e ritmo próprio. No fim, talvez ele estivesse mais no modo mangaka raiz do que no modo “assistidor compulsivo”.
O que mudou quando o universo virou “produção”
O ponto de virada está num detalhe que muita gente ignorou: Toriyama relatou que, cerca de dez anos antes, foi convidado a revisar roteiro de um filme em animação de Dragon Ball. Só que, ao invés de ficar limitado à revisão, ele foi além e desenhou histórico de personagens e fez designs simples.
Ou seja: quando a participação deixou de ser “assistir” e virou “mexer na engrenagem”, ele achou gratificante. Aí o sentimento não foi de “acompanhar anime”, e sim de construir a adaptação. É como se o cara dissesse: “ok, eu não sou do time do streaming, mas posso cozinhar a receita”.
Dragon Ball Daima e o que ele queria entregar
Na reta final, Toriyama também esclareceu qual foi a assinatura dele em Dragon Ball Daima. Ele explicou que não foi só criar a história, mas também a ambientação, personagens e até os mechas (robôs) que fazem parte do tempero visual da série.
E em outra fala bem “pé no chão”, ele demonstrou consciência do tempo. Ele citou que, por causa do estilo de vida na juventude, não tinha muita confiança na saúde e que não sabia quanto mais conseguiria fazer. O resultado a gente sabe: a última história assinada virou uma despedida em forma de projeto.
Para entender melhor o contexto do anime e do trabalho de produção ao longo dos anos, dá para conferir o panorama geral de Akira Toriyama na Wikipédia.
Foi falta de amor… ou só jeito de ser?
No fim, a confissão de Toriyama não diminui Dragon Ball. Ela só desmonta a expectativa “criador fã precisa assistir tudo”. Talvez a genialidade dele estivesse em criar sem depender do hábito de consumir. Ele participou como artista, ajustou como criador e confiou na equipe.
Você acha que essa vergonha de admitir que não assistia muito é só sinceridade, ou isso revela um contraste entre “mundo do mangá” e “mundo do anime” que muita gente não entende? Bora comentar: você também é do time que cria, mas não consome tanto quanto os outros?
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