Donnie Darko vai ganhar continuação escrita por Richard Kelly? Segundo novas informações, a espera pode estar perto do fim e o caminho do projeto parece bem mais “nerd” do que a gente imaginava.
- O livro que pode virar filme
- Tempo, viagem e o que vem antes do live-action
- 28 anos no futuro: o bingo do cinema
- E o S. Darko, vai entrar nessa história?
- Vai dar certo ou é só mais um delírio do multiverso?
O livro que pode virar filme
Fãs de Donnie Darko já decoraram a sensação de “ver a mensagem antes do caos”. Agora, a Variety aponta que o diretor Richard Kelly escreveu uma sequência em forma de romance. O título do projeto literário é “The Philosophy of Time Travel”, com cerca de 800 páginas, e a trama se passa em 1988, logo após os eventos do filme original de 2001.
Traduzindo: não é fanfic aleatória, nem “spinoff de internet”. É um ponto de partida bem redondo para amarrar o que o longa já fazia tão bem: perguntas grandes sobre destino, tempo e interpretação da realidade. E, sinceramente, se tem alguém que sabe transformar paranoia em poesia sci-fi, esse é o Kelly.
Tempo, viagem e o que vem antes do live-action
Mas o plot thick mesmo é a ordem de ataque do projeto. O próprio Kelly disse que imagina adaptar o romance em um filme animado, usando captura de movimento. Só depois disso, viria a continuação em live-action.
Ele colocou a ideia assim: essa “primeira seção” seria animação, e daria um salto temporal enorme, algo como 28 anos, antes de retomar a história em carne e osso. Esse detalhe é importante porque mostra que o plano não é só “continuar a saga”. É reestruturar o jeito de contar. Meio MCU, meio Black Mirror, só que com turbina de film thinking.
Para referência de contexto sobre a obra original e seu universo, vale olhar a ficha do filme em Donnie Darko (Wikipedia).
28 anos no futuro: o bingo do cinema
Quando o diretor fala em salto temporal de 28 anos, a gente já entende que o objetivo é mexer no tabuleiro. Se em Donnie Darko a mente do público era parte do quebra-cabeça, no futuro a história precisa resolver pelo menos duas coisas: o que mudou e o que permanece como semente.
E aqui vem a parte mais instigante. O Kelly sugeriu que, se os atores quiserem interpretar seus papéis novamente, seria “maravilhoso”. Ou seja: tem chance de ver rostos conhecidos no novo arco, mas talvez com um tom diferente, mais maduro ou até mais estranho. Estranho no melhor sentido, tipo quando você percebe que o filme estava te observando o tempo todo.
E o S. Darko, vai entrar nessa história?
Esse assunto sempre aparece: em 2009 saiu S. Darko, descrito como continuação, mas sem o envolvimento do diretor. Então, em termos de “canon” emocional da galera, fica a pergunta: a nova sequência vai conversAR com o que já foi feito ou vai agir como um reinício mais espiritual do que factual?
A fala do Kelly reforça que o foco está no romance e no caminho que ele quer construir: animação com captura de movimento e, depois, live-action com avanço temporal. Isso pode significar que o projeto vai se apoiar no universo original, ignorando ruídos, ou que vai costurar pontas de forma seletiva. Num universo de viagem no tempo, “seletivo” é quase uma ciência.
Donnie Darko vai ganhar forma de verdade, ou vai ficar no limbo do tempo?
Com um romance de Richard Kelly pronto e a intenção de adaptar primeiro em formato animado, a continuação deixa de ser só rumor de fórum e começa a parecer plano real. Agora, a pergunta que fica é: a gente vai receber uma história que expande o mistério com elegância, ou vai ser um daqueles cases em que o tempo passa e o hype vira só nostalgia?
Na sua opinião, faz mais sentido ver Donnie Darko em animação antes do live-action, ou vocês preferiam direto ao ponto com o futuro batendo na porta?
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