Vicentina Pede Desculpas vai chegar aos cinemas em 5 de novembro e à Netflix em 20 de novembro, com direção e roteiro de Gabriel Martins, o cara por trás de Marte Um. E sim: a gente tá falando de um drama que promete doer gostoso.
- Quando estreia nos cinemas e na Netflix
- A trama do ônibus em Belo Horizonte (sem spoiler)
- Elenco e a visão de Gabriel Martins
- Por que este filme parece “evento”
- Você vai assistir?
Introdução: Se você curte cinema brasileiro com aquela pegada de emoção real, mas sem virar novela choradeira, Vicentina Pede Desculpas parece ter acertado o alvo. A história começa com um acidente que vira onda de especulação, e aí a jornada da personagem principal vira tipo um “boss fight” emocional. Só que de luto, culpa e recomeço.
Quando estreia nos cinemas e na Netflix
O longa, que marca o retorno de Gabriel Martins como diretor e roteirista, tem estreia marcada em duas frentes. Primeiro, ele chega aos cinemas no dia 5 de novembro. Depois, o público que prefere maratonar no sofá ganha a versão na Netflix em 20 de novembro.
Ou seja: dá para escolher seu modo de consumo. Quer viver a experiência mais “imersiva” na sala escura? Cinema. Prefere aquele conforto com pipoca e playlist mental pós-filme? Netflix.
A trama do ônibus em Belo Horizonte (sem spoiler)
O ponto de partida é pesado e bem direto: um ônibus lotado cai de um viaduto em Belo Horizonte. No meio dessa tragédia, tudo muda quando fica claro que, exceto por um passageiro, as outras pessoas não sobrevivem.
Após o acidente, câmeras de segurança do ônibus e da via registram o momento. A análise das imagens vira combustível para especulação: a suspeita é de que o motorista teria agido intencionalmente, como se fosse um suicídio. E é aí que o filme ganha força, porque não fica preso apenas no “mistério do incidente”. Ele vira um estudo de como as pessoas lidam com o impacto.
É nesse contexto que Vicentina, mãe de Wesley e uma professora aposentada de 75 anos, tenta seguir em frente enquanto busca sentido, responde perguntas que ninguém consegue desmentir e ainda precisa lidar com a própria dor.
Elenco e a visão de Gabriel Martins
Além de Rejane Faria no papel principal, o filme também conta com Maíra Azevedo, Renato Novaes, Karine Teles, Giovanna Heliodoro, Thalma de Freitas e Grace Passô. A mistura de talentos aqui aponta para uma história que quer nuance, não performance automática.
Em declaração sobre o projeto, Gabriel Martins descreve Vicentina Pede Desculpas como uma narrativa sobre a tentativa de continuar depois de uma tragédia íntima. Traduzindo nerd: é um filme sobre luto que evita a saída fácil do “final feliz”. Ele promete humanidade, contradições e aquele tipo de silêncio que grita.
Para quem gosta de rastrear onde o cinema brasileiro está circulando lá fora, vale a atenção ao percurso em festivais como o TIFF, que costuma funcionar como vitrine global para obras com ambição autoral. Dá para ler mais sobre o festival na página do TIFF na Wikipedia.
Por que este filme parece “evento”
Porque a combinação do projeto entrega três coisas que o público tá procurando hoje: emoção que não desvia, drama com ponto de vista e direção de alguém que já mostrou capacidade de criar mundo com Marte Um.
E tem mais: quando uma produção consegue circular em festivais internacionais, geralmente sinaliza que não é só “conteúdo para preencher catálogo”. É obra para conversa, debate e, provavelmente, para aquela resenha pós-sessão em que todo mundo fica meio sem falar por um minuto.
Você vai assistir, mesmo sabendo que vai doer?
Porque, olha… Vicentina Pede Desculpas não chega em novembro para ser só mais um filme. Ele chega com perguntas, culpa e humanidade. E aí fica a pergunta: você topa encarar essa jornada no cinema ou prefere maratonar na Netflix e processar tudo depois?
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