Orbitals no Switch 2: review [CRÍTICA] do split-screen

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Orbitals no Nintendo Switch 2 é aquela raridade que faz a nostalgia bater forte: split-screen obrigatório, visual de anime dos anos 80 e 90 e uma aventura cooperativa no nível “juntos ou nada”.

Se você achava que tela dividida tinha virado peça de museu, Orbitals vem e dá um tapa na cara do pessimismo. O jogo já começa com aquela proposta clara: você não vai “jogar junto por educação”. A ideia é que a cooperação seja constante, com a visão separada entre Omura e Maki.

Comparado a um It Takes Two da vida, a vibe é parecida: quebra-cabeças por progressão em dupla, interação dependente do outro e aquela sensação de que o jogo foi desenhado para vocês assistirem a aventura como se fosse um anime em episódios.

História no espaço: Omura e Maki salvam a estação

A trama acontece no espaço, numa estação que vira quase uma personagem. Omura e Maki, dois exploradores espaciais, precisam encontrar peças para manter a “casa” funcionando, enquanto uma ameaça cósmica deixa tudo mais sobrenatural e surreal.

A duração gira em torno de sete horas. Não é longo, mas o roteiro faz o que precisa: vai expandindo o universo com criaturas, situações esquisitas e um desfecho que encaixa bem no escopo de uma aventura cooperativa.

O carisma vem muito da estética. Orbitals é cheio de referência de animes dos anos 80 e 90 sem tentar copiar um título específico, criando aquela sensação de “parece uma produção da época”.

Puzzles que forçam coop e lembram It Takes Two

No gameplay, a tela dividida não é só estilo. Ela é mecânica. O jogo alterna ambientes e quebra-cabeças que dependem de tarefas diferentes para cada jogador. E sim, tem momentos em que cada um precisa fazer a sua parte com ferramentas especiais, como jato de água e até um micro-ondas “espiritual”.

Também rola gameplay em nave, com alguém no piloto e o outro cuidando dos tiros. É o tipo de divisão que evita aquela clássica situação em que uma pessoa trabalha e a outra só “toca o role”. Aqui dá para escolher papéis durante trechos específicos, o que deixa a coop mais justa.

Orbitals ainda mistura gêneros em fases que lembram shoot ‘em up, bullet hell e plataforma 2D e 3D. O resultado é variado e não fica repetitivo rápido. Só que, em alguns puzzles, a curva pode pegar iniciante de surpresa.

Switch 2 dá conta: desempenho, GameShare e tela

O jogo impressiona ao rodar bem no Nintendo Switch 2. No modo dock, a experiência ganha cara de sessão mais “cinematográfica”, com interface e efeitos bem competentes para acompanhar a estética cheia de elementos.

Agora, vamos falar do elefante no cockpit: a tela dividida é fixa. Você não troca os lados, então se você estiver sempre no mesmo personagem, a dinâmica entre os jogadores pode ficar meio engessada com o tempo. E sim, isso foi perceptível em sessões mais longas aqui.

Outro ponto é o uso do GameShare: era o tipo de feature que daria para brilhar com tela cheia em cada dispositivo, mas ele não transforma Orbitals nisso. Ainda assim, o jogo foi pensado para duas pessoas com uma só cópia, e o modo online mantém a tela dividida.

Vale a pena bancar a exclusividade no lançamento?

Orbitals tem prós bem difíceis de ignorar: direção de arte com cara de anime clássico, coopulação real (não decorativa) e uma aventura curta que termina do jeito certo, antes de virar “trabalho”. Além disso, ele entrega dublagem em português brasileiro que combina demais com a proposta.

Os contras são mais “de design” do que de falha total: cansaço visual em alguns momentos por conta da densidade na tela e a impossibilidade de alternar lados. E no fim, a pergunta fica: exclusividade no Switch 2, por quanto tempo?

Pra quem já tem o console, o custo-benefício é bem sólido, principalmente porque basta uma cópia para duas pessoas nos modos cooperativos compatíveis. Mas qualquer pessoa que ame split-screen e animes jogáveis vai inevitavelmente querer que Orbitals apareça em mais plataformas.

Orbitals no Switch 2 é o tipo de jogo que você vai “jogar em dupla” ou vai deixar pra depois?

Porque sinceramente: ele parece feito para aquela noite na casa de alguém, com sofá dividido, parceria ajustada e uma história que dá vontade de rever quando terminar.

Nota do Voxel: 90/100

Obs: Uma cópia de Orbitals foi cedida pela Kepler Interactive para review no Voxel. O jogo chega em 3 de setembro no Nintendo Switch 2.

Referência externa: a comparação com a pegada de jogos cooperativos modernos pode ser vista na página de It Takes Two (It Takes Two também é um marco do gênero de coop que anda de mãos dadas com a ideia de “tela dividida como narrativa”).

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