O outono traz sempre novidades, mas este ano o verdadeiro plot twist são os regressos de anime em outubro de 2026. Sim, depois de meses e, em alguns casos, anos de espera, várias séries populares voltam a colocar o pé na história.
- Por que outubro vem com tanta volta de séries
- The Apothecary Diaries: Maomao sai do palácio
- Reincarnated as a Sword: Teacher e Fran encaram a masmorra
- Blue Box na Netflix: romance e desporto em modo DLC
- Cyberpunk: Edgerunners 2: história nova em Night City
- Black Clover 2: o retorno que ninguém aguentava esperar
Por que outubro vem com tanta volta de séries (e por que isso importa)
Outubro costuma ser aquela temporada em que a malta surta com estreias. Só que em 2026… o calendário decidiu jogar com o emocional da comunidade. Em vez de apenas novas apostas, temos continuações e arcos retomados que, honestamente, parecem pedidos diretos ao universo: “Sim, eu queria saber o que acontece a seguir.”
E tem um detalhe nerd importante: nem todas as voltas fazem o mesmo tipo de magia. Algumas alargam o mundo, outras mudam o formato, outras garantem continuidade literal. Ou seja, o outono vira um buffet: cada série com uma abordagem diferente, mas todas com aquele sentimento de “finalmente”.
The Apothecary Diaries: Maomao mete o pé na rua
The Apothecary Diaries sempre soube construir uma protagonista cativante na base de inteligência e curiosidade, sem depender de poderes “OP” só porque sim. Duas temporadas mostraram a Maomao resolvendo envenenamentos, doenças estranhas e intrigas políticas.
Agora vem a terceira temporada, com estreia marcada para 2 de outubro de 2026, pelo estúdio OLM e direção de Akinori Fudesaka. O que muda? O cenário. Sai do “quase tudo dentro do palácio” e entra uma viagem pela cidade e depois por um reino vizinho.
Essa expansão de território não é só bonito. É o tipo de decisão que mantém a série imprevisível. Depois de espaços fechados que escondem segredos enormes, ver a mesma lógica de investigação a funcionar em ambientes maiores é daqueles upgrades que fazem a história respirar melhor.
Para temperar, os primeiros episódios vão ter no centro uma misteriosa donzela imortal, com rumores que ameaçam a estabilidade da corte. E a temporada vai ser em dois blocos, com a segunda metade apenas na primavera de 2027.
Reincarnated as a Sword: menos tropeço isekai e mais desafio real
Reincarnated as a Sword foge um bocado do “isekai moldado em massa”. A relação entre Fran e a espada consciente Teacher (sim, aquela dupla que tem vibe de amizade genuína e não de tutorial) é uma das razões da série funcionar.
A segunda temporada chega às televisões japonesas a 7 de outubro de 2026, mas quem acompanha por streaming pode ver desde 30 de setembro. O estúdio C2C mantém o staff principal, incluindo o diretor Shinji Ishihira.
No arco novo, Fran e Teacher vão investigar uma masmorra tomada por um exército de mortos-vivos, ao lado do nigromante Jean Doobie. E depois de uma primeira temporada focada em independência, este arco parece desenhado para aumentar o nível de risco.
Tradução: menos “superar com facilidade” e mais “ver se a bravura cola mesmo quando o jogo fica injusto”. Spoiler não, mas ansiedade sim.
Blue Box: romance que cresce junto com a rotina
Blue Box fez algo que muitos romances escolares esquecem: apaixona-se e… a vida continua. A primeira temporada equilibrava desporto e sentimentos com um cuidado raro, sem transformar o Taiki Inomata em protagonista de drama de almofada.
A segunda temporada estreia a 4 de outubro de 2026 na Netflix, mas com mudanças na produção. Depois da Telecom Animation Film ter sido absorvida pela TMS Entertainment, a animação passa para o estúdio Electric Circus, com Daisuke Sakō a assumir a realização em substituição de Yuuichirō Yano. O núcleo criativo do guião e design de personagens segue.
E tem novidade na dinâmica: entra a personagem Yumeka Kido, que promete mexer no equilíbrio entre Chinatsu e Taiki. A cereja do nerd aqui é que a série costuma pesar mais nos pequenos momentos do que nas grandes declarações. E isso costuma envelhecer muito bem.
Cyberpunk: Edgerunners 2 não é continuação direta, é um novo capítulo
Fazer Cyberpunk: Edgerunners voltar era um desafio. Os 10 episódios originais eram praticamente uma história fechada, e o Studio Trigger não tentou forçar além do ponto em que a tragédia do David Martinez fazia sentido terminar.
É por isso que Cyberpunk: Edgerunners 2 não regressa com a mesma narrativa. A minissérie é independente, com elenco novo e a mesma Night City como personagem central. A estreia está marcada para 20 de outubro de 2026, em exclusivo na Netflix, com produção do Studio Trigger em parceria com a CD Projekt Red.
Os novos nomes são Weak Kingsley (um antigo mercenário preso à própria lenda), D (netrunner em busca de vingança), Roman Carax (cineasta obcecado por documentar a cidade) e Talia Yang, moldada pela violência de um dos gangues mais temidos de Night City.
Se a primeira temporada era sobre sobreviver a um sistema que te quer esmagar, a nova fase puxa mais para redenção e vingança. E sinceramente? Isso é perfeito para quem quer Cyberpunk com novas caras, mas sem perder o cheiro de calamidade.
Contexto sobre Cyberpunk: Edgerunners ajuda a perceber de onde vem a atmosfera da série.
Black Clover 2: o regresso do ano para quem vive em “capítulo pendente”
Se existe um regresso que tem peso de evento, é Black Clover. A série terminou abruptamente no episódio 170 em março de 2021, no momento em que o conflito estava no auge: Yami Sukehiro e William Vangeance foram capturados, os planos da Tríade Negra ameaçavam todo o continente e o Asta começava a encarar a verdade por trás da magia ligada ao diabo.
Agora, mais de cinco anos depois, Black Clover 2 estreia em outubro de 2026 pelo Studio Pierrot, novamente com Ayataka Tanemura na direção, o mesmo responsável pelo filme da franquia.
O melhor detalhe para quem sofreu com espera (e com teorias no Twitter): a nova fase retoma a história exatamente onde ficou em suspenso, sem saltos temporais e sem resumos apressados. Asta parte em busca do verdadeiro poder para resgatar aliados capturados pela Tríade Negra. E é aqui que a relação entre Asta e Liebe deve finalmente ganhar destaque mais consistente depois de anos a ser só sugerida.
Ou seja: é aquele tipo de regresso que dá vontade de reler tudo e voltar a “aprender a sofrer” com intenção.
Qual destas voltas vai ser a sua maratona de outubro?
Se eu tivesse de apostar, vocês vão escolher pelo tipo de emoção que querem: investigação e expansão em The Apothecary Diaries, masmorra e amizade em Reincarnated as a Sword, romance com coração em Blue Box, vingança cyberpunk em Cyberpunk: Edgerunners 2 ou “sim, finalmente” em Black Clover 2. Qual vai ser a sua escolha?
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