Emmy Awards acontece no dia 14/09, mas “Cem anos de solidão” ficou de fora. E não é por idioma. A razão é bem mais “regrinha de formulário”, daquelas que tiram o brilho do fandom.
- O que impede “Cem anos de solidão” de concorrer?
- Regras são regras (e a Netflix suou frio)
- O detalhe do Gabo: idioma, aval e fidelidade
- Tá fora do Emmy, mas vale assistir agora?
- [ENTENDA] Contexto rápido antes do plot
[ENTENDA] Contexto rápido antes do plot
O Emmy Awards do dia 14/09 já tem seus concorrentes anunciados e, infelizmente, a melhor série do ano para muita gente não está lá: “Cem anos de solidão”, a minissérie baseada no romance de Gabriel Garcia Márquez.
O mais curioso? O motivo não tem cara de “burocracia criativa”. O problema não é a língua, nem a qualidade. É uma trava bem específica das regras de elegibilidade. Tipo quando você tenta passar num jogo e o sistema diz “requer atualização”, só que com gravidade histórica.
O que impede “Cem anos de solidão” de concorrer?
Não é o espanhol. Não é a direção. O que impede a participação é a origem do projeto: a produção e a distribuição foram feitas no país de origem, a Colômbia.
Ou seja, mesmo com a obra fazendo barulho global e aterrissando com força na Netflix, ela esbarra num critério de elegibilidade que não abre exceção só porque a série está bombando no mundo inteiro. Em resumo: não é “quem é melhor”, é “quem se encaixa”.
E sim, isso dá aquela sensação de “ok, mas cadê o combate final?”. Porque, no universo nerd, a gente quer ranking. Só que o Emmy quer checklist.
Regras são regras (e a Netflix suou frio)
Segundo a estratégia adotada pela Netflix, o plano era manter o máximo de autenticidade possível. A minissérie foi gravada inteiramente na Colômbia, com atores e técnicos locais. A ideia era garantir qualidade e respeito cultural, não só aparência.
O resultado combina realismo e o clima do realismo mágico que Gabo imaginou. Só que a premiação segue regras. E regra, como a gente já viu em todo RPG, é implacável: se não cumprir, não importa o nível do personagem.
É ali que a treta acontece. Em vez de “ganhou no mérito”, vira “não entrou por status técnico”. Frustração legítima para quem queria ver a série disputando categorias gigantes.
O detalhe do Gabo: idioma, aval e fidelidade
Tem também o ponto que deixa a história ainda mais interessante: a necessidade de obter o aval da família de Gabriel Garcia Márquez. O escritor detestava a ideia de adaptar sua obra para inglês (ou outro idioma) fora do espanhol original.
Isso, por si só, já justificaria a escolha artística. Afinal, “Cem anos de solidão” não é só texto. É cadência, cultura e aquela sensação de destino rodando como se a vida fosse um eterno retorno.
Então, no fim das contas, a decisão de respeitar o idioma e as origens acabou criando um conflito com a elegibilidade do Emmy. Ironia total, do tipo que a gente coloca em spoiler para não estragar a experiência.
Para entender melhor a obra e o contexto do autor, vale conferir a página de Cem anos de solidão na Wikipédia.
Tá fora do Emmy, mas vale assistir agora?
Vale sim, e muito. São 15 episódios no total: a primeira temporada tem 8 partes e a segunda tem 7, com o último episódio sendo maior. Ou seja: não é aquela série que termina em “continua semana que vem”. Ela tenta fechar com impacto.
E, pra quem gosta de série que mistura emoção e técnica, a segunda temporada tende a entregar ainda mais, trazendo o realismo mágico de forma bem cinematográfica.
Se você ainda não assistiu, ainda dá tempo de entrar no clima antes do Emmy do dia 14/09. Afinal, mesmo sem indicação, a obra segue competindo no coração do público.
Quem vocês acham que o Emmy deveria chamar para “quebrar a regra”?
Agora me diz: você acha justo o Emmy seguir a regra à risca, ou deveria existir alguma exceção para obras globais como “Cem anos de solidão”? Marca nos comentários e vamos discutir como se fosse debate de nerd em horário nobre.
Fonte: Portal Making Of.
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