Zach Cregger [ENTENDA]: mais franquias após Resident Evil?

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Zach Cregger deixou claro que não fará mais filmes de franquias depois de Resident Evil. E sim: isso pode mudar o jogo para quem queria ver o cara preso em projeto de “universo compartilhado”.

O que Zach Cregger prometeu

Em entrevista recente ao Deadline, o cineasta Zach Cregger (de Noites Brutais e A Hora do Mal) disse que vai se afastar de franquias após o lançamento do novo Resident Evil.

O argumento é simples e direto: ele não quer ficar adaptando histórias prontas só para “acertar pontos” que agradam um público X. Na visão dele, é mais sobre autoria do que sobre linha de produção cinematográfica.

Resumindo em linguagem de fã: ele não quer viver de patch e season pass. Quer criar do jeito dele, do zero, com liberdade de autor.

Por que ele aceitou Resident Evil mesmo assim

Ok, agora vem a parte que deixa todo mundo coçando a cabeça. Se ele disse que não quer trabalhar em franquias, por que aceitou justamente Resident Evil?

Ele respondeu que a decisão teve um motivo emocional e de fan service, no melhor sentido: apaixonamento pelos jogos e vontade de fazer um filme com a história que ele mesmo “boleiou” a partir do universo dos games. Ou seja: para ele, esse projeto não parecia só “mais um reboot”, parecia algo feito para si mesmo.

Esse detalhe importa porque muita adaptação vive de obrigação e pouco de tesão criativo. E, pelo que ele fala, o reboot de Resident Evil teria sido uma exceção com cara de projeto autoral.

Quem está no elenco e na equipe do reboot

O novo Resident Evil chega aos cinemas em 17 de setembro e aposta em um elenco com nomes bem reconhecíveis para quem acompanha filmes e séries.

Entre os atores, estão Austin Abrams (como o entregador médico no meio do surto), Paul Walter Hauser, Kali Reis, Zach Cherry e Johnno Wilson.

Na parte técnica, o roteiro fica a cargo de Shay Hatten (que já trabalhou em franquias como John Wick 3 e 4). A direção é do próprio Zach Cregger. Então é o tipo de combinação que anima e assusta ao mesmo tempo: experiência de blockbuster com uma cabeça que quer fugir do molde.

Para contextualizar a origem da franquia, a base dos jogos é bem resumida na página de Resident Evil na Wikipedia.

O que isso muda nas franquias de cinema

Quando um diretor com identidade forte anuncia “fim de franquia”, o recado é maior do que parece. Parece até meme, mas na prática influencia o mercado: estúdio vai pensar duas vezes sobre a liberdade criativa oferecida.

Até porque Resident Evil já passou por fases bem distintas. Teve o reboot de 2021, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, e também a adaptação em série na Netflix, que deixou gosto amargo em parte do público dos jogos.

Se o público sentir que o novo filme veio com energia de autor, pode ser o tipo de “ponto de virada” que reaproxima fãs. E se não vier, pelo menos fica claro o motivo: o diretor não estava tentando agradar um manual de franquia.

Ele vai sumir das franquias, ou vai só escolher as batalhas?

Se Zach Cregger realmente parar depois de Resident Evil, a indústria perde um nome com voz própria. Mas, cá entre nós, quem é fã de terror e adaptações sabe: isso pode ser bom sinal para histórias mais arriscadas no futuro.

A pergunta que fica é direta: ele não vai fazer franquias, mas será que vai fazer o quê exatamente quando ninguém mandar em checklist? Vai ser original, vai ser suspense, vai ser outra pancada estilo Noites Brutais? Só depende da próxima ideia que acenda a faísca.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver boneco colecionável Resident Evil (figura do personagem) 18 cm na Amazon