Matrix no modo “pausa eterna”? Lilly Wachowski, uma das mentes por trás da trilogia que virou referência de ficção científica, deixou claro que não quer se envolver com novos projetos do universo. E, pelo jeito, isso complica mais do que o Agente Smith no fim do expediente.
- O que Lilly Wachowski disse sobre Matrix
- Matrix 5 e o nó da aprovação
- Por que ela parece ter virado a chave
- O “e o resto do mundo?” de Hollywood
- Dá para existir Matrix sem Lilly?
O que Lilly Wachowski disse sobre Matrix
Em entrevista recente ao The Business, Lilly Wachowski explicou que, apesar do interesse contínuo de estúdios em “continuar”, ela não quer voltar para esse ciclo. A ideia dela é bem direta: a Warner Bros. quer fazer “mais um” filme, mas pessoalmente ela diz que “já deu” para esse tipo de brincadeira. Tradução nerd: a vibe de “franquia eterna” perdeu a graça.
O ponto que mais chama atenção é a postura dela em relação a possíveis novos projetos ambientados no universo. Lilly reforça que não tem intenção de se envolver diretamente com algo novo em Matrix. Mesmo quando há uma pessoa ligada ao projeto, ela coloca condições e ressalta que tudo depende de como isso conversa com as criadoras.
Matrix 5 e o nó da aprovação
No momento, um quinto filme de Matrix segue em desenvolvimento com Drew Goddard como roteirista. Só que, segundo Lilly, existe uma incerteza: Drew estaria disposto a avançar apenas se tiver a aprovação das criadoras originais. Em outras palavras, não é só “tem filme”, é “tem autorização”.
Esse detalhe importa porque coloca o andamento do projeto no campo do “talvez”. Lilly sugere que pode haver uma interação no futuro para decidir se o que está sendo feito faz sentido. Mas, por enquanto, a resposta é: ninguém sabe como fica. E, para quem curte o lore, isso é praticamente um suspense de dojo: quem manda na verdade é quem tem a chave.
Por que ela parece ter virado a chave
Quando artistas que criaram um fenômeno saem de cena, o fandom costuma entrar em modo “depende do diretor”. Só que aqui o recado é diferente: Lilly não está só recusando a direção. Ela está rejeitando a ideia de continuar mexendo na máquina do universo. E isso conversa com a própria trajetória recente da franquia.
Enquanto Lana Wachowski retornou sozinha em Matrix Resurrections, Lilly optou por não participar daquele ciclo. Agora, reforça a distância com mais ênfase. O que fica é um retrato de duas atitudes distintas dentro do mesmo legado: uma segue expandindo, a outra está escolhendo não entrar no loop.
Para o público, a pergunta que sobra é: Matrix é uma marca que vive de IP, ou é um mundo que depende do olhar específico de quem o inventou? Parece que Lilly está respondendo: depende do olhar.
O “e o resto do mundo?” de Hollywood
Fora da franquia, Lilly também enfrentou dificuldade para emplacar projetos. Recentemente, ela revelou que Hollywood não demonstrou interesse em financiar The Hunted, roteiro escrito em parceria com sua companheira e com um elenco formado inteiramente por pessoas trans. O caso reforça que o problema não é apenas “não quero Matrix”, mas também “nem sempre o sistema topa bancar a visão”.
Nesse cenário, a recusa em voltar para Matrix ganha um contexto mais amplo: ela está mais interessada em projetos com identidade própria, do tipo que precisa de coragem de investimento. Sem isso, dá para entender o cansaço com franquia.
Para quem quer checar o histórico por trás do que ela criou, uma leitura rápida em The Matrix na Wikipédia ajuda a contextualizar a dimensão do legado e por que qualquer “Matrix 5” vira conversa inevitável.
Dá para existir Matrix sem Lilly?
Se Lilly Wachowski não quer mais nada com a franquia, Matrix 5 ainda faz sentido do ponto de vista criativo ou vira só mais um produto carregando o nome? A Warner tem um plano, Drew Goddard tem um caminho, mas sem a aprovação das criadoras, isso vira construção no escuro. E você, fã: prefere “Matrix sem Lilly” ou melhor deixar o universo respirar e acabou?
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