Orbitals na Switch 2: [REVELADO] o anime cooperativo que vicia

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Orbitals chegou na Nintendo Switch 2 e, mano, é praticamente “It Takes Two” com cara de anime anos 80. Só que mais colorido, mais carismático e com uma vibe de estação espacial que não perdoa.

O que é o Orbitals e por que ele lembra tanto Hazelight

Orbitals é uma aventura cooperativa em ecrã dividido, da Shapefarm, publicada pela Nintendo e feita para a Nintendo Switch 2. O ponto central? Você joga o tempo todo junto. Tipo, sem “vamos deixar pra depois” (porque o jogo simplesmente não deixa).

A direção é de Jakob Lundgren, que trabalhou em A Way Out, It Takes Two e Split Fiction. Resultado: a estrutura do gameplay tem aquele DNA Hazelight: um jogador puxa e o outro completa, puzzles que exigem sincronia e ações que mudam conforme a perspectiva dos dois.

Se você é fã do estilo “dois controladores, um cérebro”, Orbitals soa como aquele crossover nerd que a gente nem sabia que precisava. E, sim, tem momentos em que dá vontade de apontar pro parceiro e falar “agora, agora, AGORA”.

História rápida demais ou exatamente do jeito que um episódio de anime funciona

No enredo, Maki e Omura vivem numa sociedade que ficou presa numa estação espacial após um evento cósmico misterioso. Como se não bastasse, as duas figuras “sobreviveram” graças ao envio das consciências para corpos artificiais regenerativos. Em outras palavras: é sci-fi com alma de anime.

O problema, e ao mesmo tempo a graça, é que o jogo começa meio abrupto. Não tem aquele “tutorial narrativo” cheio de explicações. Parece que você foi largado no meio do episódio, com um mistério grande pra entender enquanto a ação já está rolando.

O resultado é uma história que cumpre a função de dar contexto aos desafios. Não é o componente mais marcante, mas funciona para manter o ritmo e não travar o jogador em lore demais.

Puzzles que obrigam a conversar: coop local ou online sem desculpa

Orbitals usa uma câmera de terceira pessoa com movimentação na maior parte do tempo, mas alterna com perspetiva fixa para variar o ritmo do olhar e dar aquele “susto de gameplay”. E tem ainda separações ocasionais, quando Maki e Omura saem do mesmo lado para resolverem coisas diferentes.

O tipo de desafio é bem “hazardous teamwork”: combate com robôs gigantes, coop para pilotar uma nave desviando de tiros enquanto o outro controla uma turret, e até segmentos musicais de ritmo. Também rolam mecânicas com engenhocas e mudanças de perspectiva para abrir caminho para o parceiro chegar primeiro.

Na prática, a acessibilidade ajuda. A duração gira em torno de cinco horas, e isso é ótimo para quem quer algo leve, divertido e com final. Você sente que o jogo foi desenhado para não te abandonar no meio do caminho. Ou seja: é curto, mas tem densidade.

A estética 80s que faz você ficar preso olhando as cenas

Visualmente, Orbitals é quase uma carta de amor para o Japão. A Studio Massket trabalhou na animação e buscou inspiração em referências como Sailor Moon, Ranma, Evangelion e Cowboy Bebop. Aí entra aquele tempero adicional que dá vontade de pausar só pra admirar.

O grande diferencial fica na contribuição de Hidetoshi Yoshida, uma lenda da animação japonesa. É a sensação de estar jogando um anime dos anos 80 com produção caprichada: cores, atmosfera e direção visual que elevam o “carisma” do conjunto.

Se você curte estética retrô, sci-fi e animação, Orbitals entrega aquela coisa rara: você não joga só por objetivo, você joga porque o visual te puxa. E, convenhamos, isso é muito satisfatório.

Vale a pena na prática para quem tem pouco tempo

Orbitals não inventa a roda. A jogabilidade deriva do que a Hazelight mostrou que funciona. Mas tem algo que muita cópia esquece: carisma. Em vez de tentar superar tudo, ele tenta ser uma versão jogável, acessível e bonita desse conceito de coop obrigatório.

Para a Nintendo Switch 2, a proposta faz ainda mais sentido. É o tipo de jogo que você liga pra resolver uma missão com alguém, rir do caos e sentir que “tá andando”. E quando termina, você não fica com aquela sensação de maratona infinita.

Agora, se você não curte depender de outra pessoa (ou tem companheiro que some no meio do puzzle), aí é melhor ajustar as expectativas. Porque Orbitals é direto: ou vocês cooperam, ou o jogo vira um bloqueio com figurino anime.

Quer ver a vibe em ação? Dá uma olhada no trailer do Orbitals e decide se esse anime cooperativo te fisga.

Orbitals é aquele jogo que você vai terminar… ou vai querer jogar de novo para “finalizar o episódio”?

Para mim, o recado é claro: Orbitals não é gigantesco, mas é gostoso, bem acessível e cheio de momentos que rendem conversa com o parceiro. Se você gosta de coop, estética anime e puzzles com ritmo próprio, a Nintendo Switch 2 ganhou mais um motivo para reunir gente. Bora testar e descobrir se vocês destravam a história juntos?

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