Elton John dá adeus épico ao Brasil no Rock in Rio 2026 e a noite de segunda-feira (7) virou aquele momento que você sabe que vai ficar na memória, tipo cena final de filme bom.
- Segundo dia em alta: o que rolou antes do “até logo”
- Sunset, Favela e a sacada Motown que esquentou o público
- Palco Mundo com Luísa Sonza e Jon Batiste: emoção e ritmo
- Elton John no auge: repertório, telões e mais de 20 hits
- O “line-up” funcionou? [OPINIÃO]
Segundo dia em alta: o que rolou antes do “até logo”
Quando você pensa que o Rock in Rio 2026 já entregou tudo, chega a segunda-feira e prova o contrário. Antes do momento máximo com Elton John no Palco Mundo, o festival já estava vendendo nostalgia em doses certeiras, com gente chegando no gramado e sentindo aquele cheiro de “vai ter clássico atrás de clássico”.
No Sunset, o clima ficou elétrico com Roupa Nova ao lado de Guilherme Arantes. Foi praticamente um desfile de músicas que parecem trilha sonora de novela e de volta no tempo, do jeitinho que faz o público cantar junto sem nem ensaiar.
Já no Palco Favela, Belo reuniu multidão e reforçou a ideia de que, no festival, cada palco tem sua própria “fase”. E sim, deu pra perceber cedo que a noite tinha a ver com volume emocional, não só com som alto.
Sunset, Favela e a sacada Motown que esquentou o público
Entre os destaques do dia, Péricles segurou o troféu de “proposta inesperada que funcionou”. O ex-vocalista do Exaltasamba levou ao Sunset um show dedicado aos clássicos da Motown, gravadora lendária que moldou o som de gerações.
O set passeou por referências como Lionel Richie, Stevie Wonder, Jackson 5 e Marvin Gaye, criando um tipo de ponte curiosa entre o Brasil e a história musical dos Estados Unidos. Resultado? O público ficou vibrando e, de quebra, a galera que aguardava Elton John já entrou no clima no modo “pronto para viver”.
Para contextualizar a importância histórica da Motown, a Wikipedia reúne um panorama bem direto sobre a gravadora e sua relevância cultural: Motown na Wikipédia.
Palco Mundo com Luísa Sonza e Jon Batiste: emoção e ritmo
No Palco Mundo, a abertura ficou com Luísa Sonza. A apresentação transitou entre o pop da cantora e a parceria com Roberto Menescal, com uma performance que oscilou em consistência, mas ainda assim manteve a pista engajada.
Depois veio Jon Batiste, que surpreendeu mostrando a riqueza de ritmos vindos de Nova Orleans. Teve um dos momentos mais emocionantes do dia quando Jon convidou a bailarina brasileira Ingrid Silva para subir no palco.
Foi o tipo de performance que pede mais do que “vamos ver”: você fica atento a cada detalhe, como quem acompanha um boss fight bem coreografado. E, na prática, o set dele deu uma camada de intimismo num festival famoso por grandiosidade.
Elton John no auge: repertório, telões e mais de 20 hits
Daí chegou a hora que todo mundo esperava, o ápice do dia: Elton John reafirmando a condição de lenda viva. A voz dele ecoou pela Cidade do Rock com um repertório recheado de clássicos como “Crocodile Rock”, “Your Song”, “I’m Still Standing” e “Bennie and the Jets”.
O show seguiu com “Tiny Dancer”, “Sacrifice” e muitos outros. No total, foram mais de 20 canções em cerca de duas horas e meia, e o ritmo foi tão bem amarrado que o britânico quase não fez pausas entre as faixas.
Os telões ajudaram demais na imersão. As projeções variaram entre animações, trechos do filme Rocketman, arquivos pessoais e imagens de Marilyn Monroe em “Candle in the Wind”. Entre uma música e outra, os intervalos serviram para agradecer, mostrar carinho pelo Brasil e colocar o repertório como protagonista.
O “line-up” funcionou? [OPINIÃO]
Teve aquela sensação de “plano quase perfeito”, com pequenas estripulias de distribuição de atrações entre palcos. Inclusive, o texto do dia apontou que Luísa Sonza e Laufey pareceram meio deslocadas nesta segunda, dependendo do momento em que o público chegava e de quem estava no entorno.
Mas, olhando pro todo, a noite contou com encaixes legais de energia e produção. Elton John fechou como um final de temporada: com espetáculo, classe e sentimento, coroando um dia forte do Rock in Rio 2026.
Agora me diz: você acha que o Brasil ganhou um capítulo novo nessa história do Farewell Yellow Brick Road, ou esse show foi mais do tipo “lenda fazendo lenda” e pronto?
Esse “até logo” do Elton John foi, de verdade, o nível máximo de despedida que o Rock in Rio podia oferecer?
Elton John chegou, brilhou e transformou a segunda-feira em evento de colecionador. E o mais legal: não foi só nostalgia, foi produção caprichada, repertório afiado e um clima que fez todo mundo sair com a sensação de “ok, valeu ter esperado”.
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