Orbitals tenta trazer de volta o encanto do couch co-op com estética anime clássica, mas a campanha vai ficando aquém do hype.
- Orbitals é o que você espera (e o que não é)
- História na nave, pausas no drama e ritmo cansativo
- Puzzles a dois tempos: quando a fórmula brilha
- Visual e animações [intemporal] de dar nostalgia
- Vale a pena chamar o teu parceiro de gaming?
Orbitals é o que você espera (e o que não é)
Nos últimos anos, o couch co-op ficou meio esquecido porque o online gritou mais alto. Felizmente, estúdios como Hazelight lembraram ao mundo que “jogar junto na sala” ainda é um XP raro. E aí chega Orbitals, puxando inspiração dessa escola com uma vibe bem específica: anime dos anos 80 e 90, espaço, dupla carismática e um foco claro em cooperação.
Mas aqui vem o plot twist da review: a base é forte. A execução, nem sempre. Orbitals tem momentos que lembram aquela faísca de It Takes Two, só que nem sempre sustenta o nível até ao fim. É como quando estás a ver um anime que começa no piloto automático e, do nada, entra uma saga absurda. Só que neste caso a saga dura menos do que devia.
O resultado é um jogo que sabe entreter, sabe surpreender em puzzles, e sabe fazer o look “weeb nostalgia” bater forte. Só que deixa uma sensação de “podia ter sido maior”, principalmente por causa de escolhas de ritmo e conteúdo.
Introdução: por que Orbitals mexe contigo logo no primeiro minuto
Se tu és do tipo que prefere dividir o comando com alguém ao lado, Orbitals acerta no instinto. A proposta é simples: dois protagonistas, ferramentas para resolver desafios, comunicação constante e aquela sensação de “ok, agora juntos conseguimos”. É a cola do género. E quando a cola pega, o jogo fica mesmo viciante. A review aqui é para te dizer onde pega e onde começa a soltar, sem açúcar.
História na nave, pausas no drama e ritmo cansativo
Tu controlas Maki e Omura, exploradores que querem recuperar cassetes energéticas para proteger a colónia espacial. A premissa tem drama, tem objetivo e tem aquela promessa de “vai ficar bom”. O problema? O enredo fica bem produzido, mas não fica memorável. Dá para acompanhar, mas raramente te prende com aquela necessidade de “preciso saber o que acontece já”.
O diálogo constante entre os dois e o resto do elenco acaba por pesar. Pequenas piadas e conversas fazem sentido na primeira metade, mas quando repetem o padrão ao longo de níveis curtos, a urgência do enredo perde o brilho. O jogo só volta a aliviar isso mais claramente no final, quando tenta elevar emoções.
Outro ponto: a campanha é curta. Menos de 10 horas, e isso num jogo que tenta construir um universo é uma escolha discutível. A cereja fica por conta de secções de nave que, por terem troços meio vazios, tornam o vai e vem cansativo. E sim, isto arrasta o ritmo geral para baixo.
Puzzles a dois tempos: quando a fórmula brilha
Orbitals aposta em níveis lineares com plataformas e quebra-cabeças, mas dá mais protagonismo ao puzzle do que ao “percorre e improvisa” que alguns inspiradores fazem tão bem. No começo de cada fase, tu e o teu parceiro escolhem ferramentas que mudam o jogo: lasers, ganchos, gadgets temporários. É o tipo de sistema que força coordenação, não só reflexo.
O twist é que as ferramentas podiam abrir mais alternativas. Na prática, muitas vezes o jogo incentiva o caminho “certo” e reduz as experiências alternativas. Aí o “importa qual ferramenta eu levo” vira uma decisão pouco decisiva. Mesmo assim, existem secções onde tudo encaixa e o jogo recupera aquela magia de cooperação que é quase terapêutica para quem gosta de resolver junto.
As lutas são poucas e acontecem sobretudo na nave. O boss final é o ponto alto e dá aquele fecho mais satisfatório. Ou seja: quando Orbitals acerta, acerta de verdade. Quando falha, falha por ritmo e por repetição de estruturas.
Visual e animações [intemporal] de dar nostalgia
Se há uma área em que Orbitals
Existe uma atenção absurda ao mundo: interações espalhadas pelos níveis, coisas fofinhas que dá vontade de afagar, desafios de recordes dentro da própria estrutura do jogo. Mesmo que o enredo não fique na memória, as imagens e as animações conseguem ser a prova de que uma boa ideia com boa execução vale mais do que hype de tecnologia.
Tem também minijogos na nave, tipo jogos rítmicos, duelos de naves contra o parceiro e outras micro distrações. Não são essenciais, mas são daquelas coisas que mostram carinho por universo e por player fatigue. Para complementar esta vibe de anime-space, o universo fica alinhado com influências que muita gente associa a obras clássicas como Cowboy Bebop, e isso sente-se no “peso” visual.
Orbitals vale a tua sessão co-op, ou vai perder-se na órbita?
Se queres um jogo cooperativo com estética anime intemporal e momentos que puxam mesmo a magia do couch co-op, Orbitals
Então, para a tua próxima jogatana: tu e o teu parceiro preferem puzzles com ritmo inventivo, ou queriam mais emoção e mais liberdade de abordagem? Bora comentar: tu jogarias isto no sofá, ou ficaste mais pelo hype dos inspiradores?
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