Resident Evil tem o clima do Zach Cregger? [LEIA REAÇÕES]

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Resident Evil está vindo com aquela cara de horror elegante e perturbador que parece assinado na mesma prancheta de Zach Cregger. E nas primeiras impressões vistas pelo Omelete, o clima é exatamente esse: tensão, gore na medida e um suspense que não pede desculpa.

Primeiros 30 minutos: o que o filme já entrega

O Omelete viu os primeiros 30 minutos do novo Resident Evil, longa dirigido por Zach Cregger, e a sensação inicial é clara: não é um “só mais um” filme de monstro. O começo já mira em atmosfera. Tem aquela construção de medo que vai escalando, sem depender só de susto fácil.

Em vez de correr para a ação, a montagem parece apostar em estranhamento. É aquele tipo de horror em que o espectador percebe que algo está errado… e passa a querer descobrir o quanto, e o porquê. O resultado é um ritmo mais nervoso, quase claustrofóbico, bem estilo “respira, mas não encosta”.

Por que o “DNA” de Zach Cregger aparece no horror

Zach Cregger tem uma assinatura conhecida: ele sabe brincar com desconforto. Mesmo quando você acha que entendeu a direção, o filme dá uma virada torta. Nessa prévia, essa marca aparece na forma como a tensão se organiza, como se o roteiro fosse uma piada ruim que começa leve e termina insuportável.

O terror, aqui, não parece feito apenas para assustar. Ele parece feito para desestabilizar. E isso é especialmente importante para uma franquia como Resident Evil, porque o universo já é cheio de regras e referências. Quando o diretor traz um olhar próprio, a promessa fica: “ok, é RE, mas com outra camada”.

Clima de Resident Evil: medo, ritmo e assinatura

A franquia sempre teve um charme específico: mistura de laboratório, caos, corpos e uma sensação constante de que o chão vai sumir. Nessa prévia, o filme tenta manter essa identidade, mas troca o tom de “ação descompromissada” por algo mais sombrio.

O que chama atenção é o clima: luz, enquadramento e ritmo parecem calculados para dar aquela impressão de ameaça constante. Não é horror “barulhento” o tempo todo. É horror que sussurra e, na primeira oportunidade, encosta. E quando a franquia acerta esse ponto, o público compra a viagem.

Para quem gosta de entender as raízes da franquia, faz sentido revisitar a origem do universo e sua identidade em Resident Evil, porque o filme está lidando com expectativas enormes.

O que pode funcionar com o público gamer e de terror

Se os primeiros minutos indicam algo, é que o longa está mirando em dois públicos ao mesmo tempo: quem cresceu com Resident Evil e quem vai pela força do terror moderno. E dá para fazer os dois conversarem quando você acerta o balanço entre fanservice emocional e construção de suspense.

O maior risco, claro, é tentar agradar todo mundo. Mas a prévia sugere um caminho diferente: apostar em identidade própria. Quando um filme de franquia assume sua versão de horror e não tenta disfarçar, ele tende a ganhar respeito, mesmo entre quem é mais chato com adaptação.

Vale lembrar que este novo Resident Evil chega aos cinemas no dia 17 de setembro. Até lá, a expectativa fica naquele ponto delicioso: “vai ser bom ou vai ser aquele tipo de bom que dá medo de se decepcionar?”.

Esse Resident Evil vai assustar de verdade ou só imitar o medo?

Se o que vimos nos primeiros 30 minutos servir como termômetro, a resposta parece caminhar para um “assustar sim”, principalmente por causa do olhar de Zach Cregger e do foco em tensão real. Mas aí vai a provocação: você prefere Resident Evil mais próximo do jogo, mais “cinema de terror”, ou tanto faz desde que funcione?

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