Captain Tsubasa 2: World Fighters tenta elevar o futebol de anime com táticas novas, mas entrega aquele pacote clássico de exagero, texto demais e alguns problemas que atrapalham a diversão.
- O que mudou em 2026 e o que ficou igual
- Chain System, BREAK e Super Moves: as adições que importam
- Campanha em modo RPG e a falha sem legenda PT-BR
- Online e modos que faltaram para virar rotina
- Vale o preço ou é melhor esperar promoção?
O que mudou em 2026 e o que ficou igual
Chegou no fim de agosto de 2026 e já dá pra notar a intenção: tornar o futebol de anime mais tático sem matar a essência arcade do jogo. A base continua sendo a mesma fórmula vista em Rise of New Champions, com ações rápidas, confronto direto e chutes que viram cena cinematográfica.
Na prática, a evolução aparece mais em como as posições ajudam o time. Zagueiro mais voltado a roubar e encher barra, meio-campo puxando o Chain com dribles e passes, e atacante com maior poder de finalizar. É aquela vibe de “ok, agora você pensa antes de sair chutando igual o anime inteiro junto”.
E a história? Vai pelo arco World Youth, com supervisão de Yoichi Takahashi, colocando você nas eliminatórias e no Mundial Juvenil. São 22 seleções e 110+ personagens jogáveis. Se você é fã dos chutes malucos, provavelmente vai reconhecer a “linguagem” do jogo em minutos.
Chain System, BREAK e Super Moves: as adições que importam
A grande novidade que segura a pegada estratégica é o Chain System. Ações bem-sucedidas, tipo dribles, desarmes e super passes, sobem o nível da corrente até o 10. No topo, o chute fica mais forte e carrega mais rápido. E o detalhe que muda tudo é que, se o adversário roubar a bola, ele “herda” o Chain. Ou seja: aquele contra-ataque vira quase uma punição por precipitação.
Somado a isso, o jogo trouxe Super Moves que não ficam só naquele chute “milagroso” pontual. Agora existem versões de super passe, super drible, super desarme e super bloqueio, e quando duas ações máximas se cruzam, conta a ativada por último. É mais fluxo e menos “pausa pro especial acontecer”.
O goleiro também deixou de ser figurante. No chute, o atacante escolhe uma trajetória entre seis opções, o goleiro tenta ler o lado e o desgaste de stamina influencia. O sistema BREAK ainda reduz a eficácia do goleiro de forma permanente no resto da partida. Traduzindo: você precisa ter leitura e gerenciar consistência, não só cliques rápidos.
Campanha em modo RPG e a falha sem legenda PT-BR
Se você gosta do universo, vai curtir os extras. Mas o jogo peca no ritmo. A campanha tem muita conversa, com cara de RPG: dezenas de linhas de diálogo e explicações onde cutscenes diretas seriam mais eficientes. Em futebol, a galera quer jogar, não assistir um anime em forma de texto.
E aqui entra o ponto que pesa mais pro público brasileiro: o game não tem legendas em português. Idiomas de tela incluem inglês e japonês, mas a falta de PT-BR limita até quem cresceu com Oliver e seus amigos (sim, a adaptação “Super Campeões” pegou geral).
O que isso causa na prática? Menos gente conseguindo aproveitar recursos adicionais e entender o que está rolando em histórias opcionais, side stories e Link Stories. Para um jogo que vive de narrativa do mangá, isso é um baita freio de mão.
Online e modos que faltaram para virar rotina
O menu é direto: campanha, treino, partida contra CPU, versus local, sala privada e ranked online. No PS5, o online pede PS Plus e suporta até dois jogadores. Ok, funciona. Só que não dá aquela sensação de “vou viver aqui”.
Faltam modos extras que ajudariam a dar longevidade, tipo torneio rápido para brincar, editor de times e opções além do básico. O Season Pass promete seis personagens e itens até agosto de 2027, e a pré-venda veio com conjunto de camisas da seleção japonesa para a Copa de 2026. Mas isso não substitui falta de estrutura no dia a dia.
E ainda rolam relatos de interrupções no meio da partida com cortes e loading até em troca de câmera. É o tipo de atrito que quebra o ritmo de quem tenta jogar “de verdade” pensando na estratégia do Chain e do BREAK.
Captain Tsubasa 2: World Fighters é tático o bastante… ou é pra esperar promoção?
É um jogo divertido, com evolução real na parte tática e sistemas que deixam cada ataque mais consciente. Só que, no balanço geral, ele continua simples demais para sustentar todo santo dia, tem interrupções na campanha e ainda vem com uma falha grande para quem depende de legendas em PT-BR.
Se você é fã raiz de Super Campeões, gostou do primeiro e consegue investir, vai se divertir. Mas se o preço cheio estiver pesando, a resposta mais honesta é: espera promoção e aproveita com menos arrependimento. Porque do jeito que está, ele é “uau” nas jogadas, mas “hmmm” na forma.
Captain Tsubasa (contexto da franquia) e o canal e vídeos do jogo no YouTube podem ajudar a entender melhor o que esperar antes de comprar.
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