Tocha Negra ganhou uma sessão especial para jornalistas no dia 15 de setembro, com a presença dos dubladores que deram voz a Jiro Azuma e Ichika Kishimojin. Rolou bate papo de bastidores, adaptação pra PT-BR e até a treta divertida entre ação e humor.
- O que aconteceu na sessão do dia 15
- Quem são os dubladores e o porquê da adaptação
- Ação, humor e emoção na dublagem
- Brasilidade: gírias, expressões e referências
- Continuidade: será que vem 2ª temporada?
Introdução: se você acompanha animê dublado, sabe que dublagem não é só “traduzir e pronto”. É performance, timing, construção de personagem e aquele equilíbrio fino entre manter o espírito da obra e deixar as falas com cara de Brasil. E é exatamente isso que a sessão especial de Tocha Negra entregou: bastidores do estúdio, escolhas de roteiro e um fechamento de temporada assistido em tela grande com quem entende do assunto.
O que aconteceu na sessão do dia 15
No dia 15 de setembro, a JWave participou de uma sessão especial para jornalistas com a exibição dos dois últimos episódios de Tocha Negra, incluindo o capítulo final. A produção também chegou ao público pela Crunchyroll no dia 19 de setembro, mas ali foi tipo spoiler socialmente permitido: o encerramento foi vivido antes, com clima de “agora vai, segura essa emoção”.
O evento contou com a presença de Adrian Tatini e Aline Penteado, dubladores de Jiro Azuma e Ichika Kishimojin. E não foi só assistir. Teve bate papo antes e depois, mergulhando nos desafios de dar vida aos personagens, na construção das vozes e na adaptação dos diálogos para o público brasileiro.
Quem são os dubladores e o porquê da adaptação
Antes da exibição, os atores compartilharam o que mais chamava atenção em suas versões dubladas. Para Aline Penteado, Ichika é determinada, focada em objetivos e firme quando surge conflito. E ela reforçou um ponto importante: a personagem não leva desaforo pra casa, independente do alvo.
Adrian Tatini, por sua vez, falou sobre Jiro com uma pegada bem “cara de protagonista”. Ele comentou que se identifica com a forma direta de enfrentar problemas, sem ficar rodando perguntas quando a hora exige ação. É aquele estilo “viu o problema, partiu pra resolver”. Só que em Tocha Negra, isso vem acompanhado de mononoke, mistério e um universo que cresce rápido.
Pra situar todo mundo: o animê é baseado no mangá de Tsuyoshi Takaki e acompanha Jiro, que encontra Rago, um gato misterioso que se funde ao corpo dele, puxando o protagonista para uma batalha sobrenatural contra espíritos do folclore japonês.
Ação, humor e emoção na dublagem
Um dos destaques do bate papo foi como Tocha Negra transita entre ação, humor e momentos de maior carga emocional sem quebrar o ritmo. Adrian comentou que anos de experiência ajudam, mas que a direção é essencial para equilibrar as interpretações.
Já Aline tocou num ponto bem realista do estúdio: dublagem exige adaptação rápida. Diferente do teatro, em que dá tempo de lapidar cenas, aqui o ator precisa entender nuances e executar em poucos instantes. É quase velocidade máxima, só que com alma de personagem.
Também rolaram lembranças de cenas marcantes. Aline citou uma fala em que Ichika deixa claro sua aversão aos mononoke e a homens que desrespeitam mulheres. Adrian escolheu um momento em que Jiro não faz distinção entre humanos, animais e mononoke quando alguém precisa de ajuda. Ou seja: o coração do personagem aparece mesmo no meio do caos.
Brasilidade: gírias, expressões e referências
Se tem um pedaço que deixa animê mais viciante no Brasil é a adaptação do português. E isso foi um dos assuntos mais comentados: uso de gírias, expressões populares e referências que soam naturais para quem assiste por aqui. A equipe precisa evitar aquela sensação de “tradução engessada” que mata a naturalidade.
Aline explicou que adaptar não é só substituir palavras do original. É compreender a personalidade do personagem e identificar onde existe espaço para inserir expressões brasileiras sem ferir a proposta da obra. Em Tocha Negra, a convivência entre Jiro e Rago abre oportunidades pra esse ajuste, com provocações e discussões que combinam com o ritmo do animê.
Adrian também mencionou influências pessoais. Ele disse que cresceu assistindo produções dubladas e que gosta de trabalhos que incorporam elementos da cultura brasileira. Entre os exemplos, citou Yu Yu Hakusho e Chaves, e isso aparece nas alternativas que ele propõe para determinadas falas junto à direção.
Continuidade: será que vem 2ª temporada?
Depois do bate papo, o público acompanhou os dois últimos episódios em uma experiência coletiva no cinema, com o encerramento ganhando impacto no “ao vivo”. E, pra fechar com chave de hype, Adrian e Aline voltaram para conversar sobre o futuro dos personagens.
Questionado sobre um conselho para Jiro após os acontecimentos da temporada, Adrian respondeu em tom de brincadeira que o protagonista deveria continuar arranjando confusão e enfrentando adversários, porque é isso que mantém a história viva. Ele também deixou no ar o carinho pelo personagem e o desejo de participar de uma possível segunda temporada.
Até aquele momento, uma continuação não tinha sido anunciada oficialmente. Mas se depender do clima da sessão, a galera tá pronta pra voltar ao universo de Tocha Negra. Afinal, quando a dublagem conversa com o espírito do anime, o fandom sente. E sente forte.
Você também saiu com cara de “ok, cadê a próxima temporada” depois dessa dublagem?
Porque sinceramente: entre ação, humor, folclore e aquele cuidado na adaptação pro PT-BR, Tocha Negra não termina só na tela. Ela fica na cabeça. E agora a pergunta é direta: você quer ver Jiro e Ichika de volta em mais episódios ou acha que o encerramento foi perfeito do jeito que ficou?
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