Séries favoritas de Giancarlo Esposito: 10 escolhas

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As séries favoritas de Giancarlo Esposito misturam crime, suspense e ficção científica, com duas visitas bem pessoais ao universo de Gus Fring.

Uma lista com muitas faces

Giancarlo Esposito sabe interpretar gente que entra numa sala e faz todo mundo calcular a distância até a saída. Gus Fring, de Breaking Bad e Better Call Saul, é o exemplo mais famoso, mas a lista pessoal do ator mostra que seu gosto por televisão vai bem além de chefes do crime com avental impecável.

Em uma pesquisa do The New York Times sobre as melhores séries do século XXI, Esposito citou dez produções que admira. A seleção inclui dramas policiais, histórias de época, ficção científica e, claro, as duas séries em que ele próprio viveu Gus. Não há uma ordem de preferência indicada: encare como uma lista de recomendações, não como campeonato de popularidade.

Crime, identidade e personagens inesquecíveis

Banshee

Um ex-presidiário assume a identidade de um xerife morto e tenta sobreviver numa cidade pequena, enquanto seu passado criminoso bate à porta. Banshee combina ação, conspirações e uma identidade falsa que parece ter sido criada para dar muito trabalho ao protagonista. Está disponível na HBO Max, segundo as informações fornecidas.

Better Call Saul

A transformação de Jimmy McGill no advogado Saul Goodman é uma das grandes jornadas de personagem da televisão recente. A série começa como drama jurídico e vai mergulhando cada vez mais fundo no submundo de Breaking Bad. Esposito retorna como Gus, e a trama revela etapas da construção de seu império. Disponível na Netflix.

Breaking Bad

Walter White, professor de química diagnosticado com câncer, começa a fabricar metanfetamina ao lado do ex-aluno Jesse Pinkman. O plano de deixar dinheiro para a família desanda, como planos criminosos costumam fazer quando ninguém envolvido tem juízo suficiente para parar. A série venceu 16 Emmys e tem Esposito como um de seus antagonistas mais marcantes. Disponível na Netflix.

Peaky Blinders

Na Birmingham do pós-Primeira Guerra Mundial, Tommy Shelby e sua família tentam ampliar o poder da gangue Peaky Blinders. Interpretado por Cillian Murphy, Tommy enfrenta rivais criminosos e turbulências políticas. A série terminou em 2022, mas a história da família Shelby continuou no cinema. Disponível na Netflix.

Taboo

Tom Hardy interpreta James Delaney, que volta a Londres em 1814 para reivindicar uma propriedade e acertar contas com quem cruzar seu caminho. Criada por Steven Knight, de Peaky Blinders, a série aposta em conspirações, disputas de poder e num protagonista que parece sempre guardar mais um segredo. Disponível no Amazon Prime Video.

Suspense, ficção e grandes disputas

Black Mirror

A antologia britânica usa futuros distópicos e tecnologias perturbadoras para cutucar a relação entre humanidade e inovação. Cada episódio traz uma história independente, então dá para entrar por diferentes portas. O resultado costuma deixar uma pergunta incômoda rondando depois dos créditos, que é meio que a especialidade da casa. Disponível na Netflix.

Blue Lights

Este drama policial acompanha três recrutas do Serviço Policial da Irlanda do Norte durante o período de formação. Entre investigações, gangues e problemas dentro da própria instituição, os novatos descobrem que o trabalho real tem pouco da segurança de um procedimento padrão de série. A produção não tinha disponibilidade no Brasil nas informações consultadas.

Orphan Black

Sarah Manning presencia o suicídio de uma mulher idêntica a ela e assume sua identidade. A decisão a leva a descobrir um programa clandestino de clonagem humana. Com Tatiana Maslany em vários papéis, a série transforma uma premissa de ficção científica numa trama cheia de dilemas éticos e personagens com rostos iguais, mas vidas bem diferentes. Indisponível no Brasil segundo as informações fornecidas.

A Imperatriz

O drama histórico alemão acompanha Elisabeth, conhecida como Sisi, depois que ela se apaixona pelo imperador Francisco José e chega à corte de Viena. Romance e protocolo dividem espaço com conflitos políticos e pressões de uma vida real que não vem com manual de instruções. Disponível na Netflix.

Xógum: A Gloriosa Saga do Japão

Um marinheiro inglês naufraga no Japão em meio a uma disputa pelo poder e acaba envolvido nos planos do líder feudal Yoshii Toranaga. A minissérie adapta o romance de James Clavell e combina intriga política, choque cultural e uma produção visual de tirar o chapéu. Disponível no Disney+.

O que as escolhas revelam

Há um fio condutor aqui: personagens obrigados a navegar sistemas perigosos, sejam gangues, impérios, corporações ou tecnologias que passaram do ponto. É um terreno familiar para quem deu vida a Gus Fring, embora a seleção não fique presa ao crime organizado.

Também chama atenção a presença de Breaking Bad e Better Call Saul. Pode parecer autopromoção, mas as duas séries têm motivos de sobra para aparecer em qualquer conversa sobre televisão do século XXI. E, convenhamos, se você ajudou a criar um dos vilões mais memoráveis da TV, tem todo o direito de guardar lugar para a própria mesa.

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