Extermínio 5 deve trazer Cillian Murphy de volta em um papel importante, segundo Danny Boyle.
- Boyle confirma o próximo capítulo
- Mais Cillian Murphy, menos mistério
- Onde o filme entra na trilogia
- Um retorno que pode mudar o jogo
Boyle confirma o próximo capítulo
Danny Boyle não está tratando o terceiro filme da nova trilogia de Extermínio como uma ideia distante. Durante o Festival de Cinema de Zurique, o diretor afirmou que o longa será feito e revelou que Alex Garland já terminou o roteiro. A avaliação de Boyle sobre o texto? É muito bom. Para uma franquia que sabe deixar a gente inquieto com pouco mais que um corredor vazio, isso já é motivo para prestar atenção.
Ainda não existe previsão de estreia, e o título também não foi definido. Boyle até brincou com a situação: o projeto pode ser chamado de Extermínio 5, ou ganhar outro nome quando chegar a hora. O que parece claro é que a equipe criativa já tem uma história pronta para continuar esse universo. Só não dá para confundir empolgação com calendário: por enquanto, não há data anunciada.
O diretor atribuiu a confirmação, em tom bem-humorado, ao fato de que as pessoas continuam perguntando pelo filme. É aquela cobrança de fã que, desta vez, aparentemente chegou aos ouvidos certos. Mas há um detalhe importante: o capítulo final ainda depende do desempenho de Extermínio: A Evolução. A vontade de seguir em frente existe, mas a franquia também precisa mostrar força para sustentar a trilogia.
Mais Cillian Murphy, menos mistério
A principal notícia para quem acompanha a saga é a participação de Cillian Murphy. Boyle garantiu que o ator terá bastante presença no longa, uma mudança considerável em relação à aparição menor prevista em Extermínio: O Templo dos Ossos, o segundo filme dessa nova trilogia. Murphy foi o protagonista do filme original, lançado em 2002, e seu retorno ajuda a amarrar a nova fase às raízes da série.
O diretor não explicou quem Jim será nesse novo cenário, nem como a história vai colocá-lo ao lado dos personagens apresentados em A Evolução. Então, nada de montar teorias como se já tivéssemos visto o trailer. O que foi confirmado é a participação significativa do ator, não os detalhes do papel. E, convenhamos, em Extermínio, guardar informação pode ser tão importante quanto esconder um grupo de infectados atrás de uma porta.
Boyle também revisitou, com humor, uma lembrança das filmagens do primeiro longa: a surpresa ao ver Murphy sem roupa em cena. O diretor comparou o físico do ator ao de Iggy Pop e disse que ele parecia não precisar malhar para chegar àquele resultado. A piada veio acompanhada de uma ressalva sobre o Oscar de Murphy: Boyle não sabe se o ator toparia repetir a situação agora. Um mistério de produção bem menos apocalíptico, mas ainda assim legítimo.
Onde o filme entra na trilogia
A nova trilogia começou com Extermínio: A Evolução, que avançou quase três décadas depois do início da infecção. Nesse mundo, comunidades tentam sobreviver com regras próprias, enquanto Spike, um garoto de 12 anos, sai da segurança de sua ilha acompanhado pelo pai. Jamie é vivido por Aaron Taylor-Johnson, e Jodie Comer interpreta Isla, mãe do menino. Ralph Fiennes completa o elenco como um médico sobrevivente com ideias intensas.
Garland escreve os três filmes, mas a direção se divide entre nomes diferentes. Boyle comandou A Evolução e está previsto para voltar no capítulo final. Nia DaCosta, diretora de Candyman, assumiu O Templo dos Ossos. Essa alternância pode dar à trilogia identidades próprias sem perder o fio condutor, especialmente com Garland responsável pelos roteiros.
Ainda falta saber como os eventos dos dois primeiros filmes vão preparar o terreno para a história de Jim. A franquia já pulou de 28 dias para 28 semanas e, depois, para 28 anos. Agora, a curiosidade é descobrir que tipo de futuro Boyle e Garland imaginam para esse mundo e onde o antigo protagonista se encaixa nele.
Um retorno que pode mudar o jogo
Murphy não é só um rosto conhecido voltando para agradar quem viu o original. Jim foi nosso ponto de entrada naquele Reino Unido em colapso, e reencontrá-lo tantos anos depois pode mostrar, na prática, o que a passagem do tempo fez com os sobreviventes. A série tem espaço para mudar de escala e de perspectiva, mas o retorno do personagem oferece uma ponte emocional que uma trilogia nova sempre precisa.
Por enquanto, o melhor é manter a expectativa no tamanho certo: roteiro pronto, elogio de Boyle e participação grande de Murphy são sinais animadores, mas ainda não contam a trama nem garantem quando veremos o filme. Se A Evolução sustentar o interesse do público, o capítulo final terá uma oportunidade rara: fechar a nova trilogia e, ao mesmo tempo, revisitar o personagem que colocou essa história em movimento. E aí, Jim vai encontrar um mundo irreconhecível ou perceber que algumas coisas nunca mudam?
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