J.A. Bayona em Jurassic World: o retorno em negociação

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J.A. Bayona em Jurassic World pode ser a próxima combinação da franquia: o diretor negocia assumir o novo filme após a saída de Gareth Edwards.

Bayona pode voltar ao parque

J.A. Bayona está em negociações para dirigir o próximo longa de Jurassic World, segundo informações publicadas pelo The InSneider. A notícia também foi confirmada pelo jornalista Borys Kit, do The Hollywood Reporter. Ainda não é anúncio oficial, então vale segurar o entusiasmo antes de comprar ingresso para a estreia imaginária.

O cineasta já conhece bem o tamanho das pegadas que está tentando seguir: ele comandou Jurassic World: Reino Ameaçado, lançado em 2018. Agora, pode retornar à franquia depois que Gareth Edwards deixou o novo projeto, há cerca de dois meses, por diferenças criativas.

Troca de diretor durante o desenvolvimento de uma sequência costuma levantar dúvidas, mas não significa automaticamente que o filme vai sair dos trilhos. Por enquanto, o roteiro já existe e a produção parece estar procurando quem vai conduzir a próxima etapa.

O terror de Reino Ameaçado

O principal cartão de visitas de Bayona na saga foi mudar um pouco a textura do espetáculo. Em vez de apostar só em dinossauros correndo por cenários enormes, Reino Ameaçado levou parte da história para uma mansão e puxou a franquia para um clima mais próximo do terror gótico.

A escolha dividiu a crítica, mas o filme teve força nas bilheterias e ajudou a manter a série viva. E dá para entender a lógica: dinossauro solto em ilha já é um pesadelo, mas um predador dentro de uma casa, no corredor escuro, é o tipo de situação que faz qualquer um conferir se a porta está trancada.

Esse tom mais sombrio pode ser um diferencial interessante para o próximo capítulo, desde que venha acompanhado de personagens e ideias que sustentem a aventura. A franquia já provou que sabe fazer criaturas impressionantes; o desafio é não deixar que a tecnologia seja sempre mais interessante que a história.

O que já sabemos do novo filme

O roteiro da sequência foi escrito por David Koepp, nome importante para os fãs porque ele também assinou o texto do Jurassic Park original, de 1993. É uma conexão bacana com o começo da saga, embora o sobrenome no roteiro não seja garantia automática de um novo clássico. Expectativa é boa, mas dinossauro nenhum merece carregar esse peso sozinho.

O projeto vem depois de Jurassic World: Recomeço, dirigido por Edwards. O filme recebeu críticas negativas, mas arrecadou cerca de US$ 870 milhões mundialmente. Na prática, a bilheteria mostra que o público continua aparecendo quando o parque reabre, mesmo que a recepção dos críticos seja bem menos calorosa.

Detalhes de trama, título definitivo e previsão de estreia para a nova sequência ainda não foram divulgados nas informações disponíveis. Por isso, qualquer conversa sobre qual criatura vai roubar a cena ou onde a história vai acontecer ainda está no território da especulação.

O elenco pode seguir na franquia

Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey devem retornar ao elenco. A confirmação oficial ainda é aguardada, mas a possibilidade de manter o trio ajuda a dar continuidade ao núcleo apresentado em Recomeço, em vez de começar tudo do zero mais uma vez.

O retorno do elenco também pode ser uma boa oportunidade para dar mais espaço aos personagens. Em uma franquia com animais pré-históricos gigantes, a tentação de resolver tudo com uma nova criatura mutante é grande. Só que, sem gente com quem a gente se importe, o suspense vira apenas uma sequência de dentes, rugidos e correria.

Um retorno que faz sentido?

Bayona é uma escolha que conversa com o histórico recente da série: já conhece o universo, tem experiência com suspense e mostrou disposição para mudar o tom sem abandonar o espetáculo. Isso não significa que o próximo filme vá repetir a fórmula de Reino Ameaçado, e talvez nem devesse. Repetir a mesma surpresa é como tentar assustar alguém duas vezes com o mesmo velociraptor atrás da porta.

O que falta agora é transformar a negociação em confirmação e descobrir que tipo de história Koepp escreveu. Com um diretor que sabe brincar com tensão, um elenco que pode retornar e uma franquia que continua lucrativa, há ingredientes para um capítulo interessante. Mas, como a própria saga vive ensinando, mexer com a receita antes de saber o resultado pode dar muito errado.

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