O serviço de streaming com mais assinantes no Brasil é a Netflix, que lidera com folga o levantamento da Klavi.
- O ranking das plataformas
- Como ler esses números
- A Netflix abriu um baita abismo
- A briga pelo resto do pódio
- O que esse cenário diz
O ranking das plataformas
Antes de destrinchar a disputa, vale olhar a classificação completa. O estudo acompanhou o mercado brasileiro entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026. A Netflix ficou em primeiro lugar, seguida por serviços bem conhecidos de quem vive alternando entre catálogos.
- Netflix: 63,94%
- Prime Video: 13,66%
- Disney+: 7,31%
- YouTube Premium: 6,14%
- HBO Max: 3,97%
- Globoplay: 3,88%
- Crunchyroll: 1,10%
O Paramount+ também apareceu no levantamento, com cerca de 0,5% em dois dos trimestres analisados. Como esse número foi registrado em períodos específicos, não é uma posição fixa na lista acima.
Como ler esses números
Um detalhe importante para não transformar dado de mercado em placar de campeonato: os percentuais apresentados são participação no mercado observado pelo estudo, não uma contagem oficial e pública de todas as assinaturas de cada plataforma no país. Os serviços não divulgam necessariamente seus números brasileiros usando a mesma metodologia, então não dá para tratar o levantamento como um censo universal de assinantes.
A Klavi registrou uma média de 675 mil usuários ativos de streaming por trimestre e mais de 2,7 milhões ao longo do período pesquisado. Isso ajuda a entender a base observada, mas não significa que existam apenas 675 mil pessoas usando streaming no Brasil. É uma fotografia da amostra e do recorte adotados no estudo.
A Netflix abriu um baita abismo
Com 63,94%, a Netflix aparece muito à frente do Prime Video, que marca 13,66%. É uma diferença grande o bastante para deixar a disputa pelo primeiro lugar sem suspense por enquanto. Se fosse uma corrida de One Piece, a Netflix já teria saído do East Blue enquanto o restante ainda procura o mapa.
Isso não prova que todo mundo considere a plataforma a melhor, nem que ela seja a favorita de cada assinante. O CEO e cofundador da Klavi, Bruno Chan, avalia que a liderança mostra como a Netflix segue sendo uma opção lembrada com frequência. Na prática, ela pode ocupar um lugar quase automático na rotina, enquanto outras assinaturas entram e saem conforme as estreias.
A briga pelo resto do pódio
O Prime Video segura a segunda posição, e o Disney+ vem em terceiro. Depois aparece o YouTube Premium, à frente de HBO Max e Globoplay por uma diferença pequena. O Crunchyroll fecha o ranking divulgado, com 1,10%, mas tem uma proposta bem mais focada do que os catálogos generalistas.
Essa diversidade importa. YouTube Premium não funciona exatamente como uma plataforma tradicional de séries e filmes, enquanto a Crunchyroll aposta forte em anime. Comparar todos esses serviços é útil para entender o mercado, mas não significa que cada um esteja disputando o mesmo tipo de maratona na sala de casa.
O levantamento também aponta que as posições entre as outras marcas oscilam. Ou seja, depois da liderança da Netflix, há uma disputa mais aberta por atenção. Um lançamento grande, uma mudança de preço ou uma parceria pode pesar na decisão de manter ou cancelar uma assinatura.
O que esse cenário diz
O resultado combina duas realidades: a Netflix tem uma liderança consolidada no recorte analisado, mas o público não precisa ser fiel a um único catálogo. Com tantas opções e mensalidades somadas, é cada vez mais comum assinar um serviço por uma temporada específica e depois rever a decisão. A velha estratégia de maratonar tudo numa plataforma só está ficando cara.
Para quem acompanha o mercado, a pergunta interessante não é apenas quem está em primeiro, mas quem consegue continuar relevante quando o público começa a cortar gastos. A Netflix larga na frente; já a briga pelo tempo e pelo dinheiro do espectador segue aberta.
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