Festival do Rio 2026: veja todos os vencedores

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Festival do Rio 2026 consagrou Vicentina Pede Desculpas com três Troféus Redentor. Veja quem mais saiu premiado.

O destaque de Vicentina Pede Desculpas

A 28ª edição do Festival do Rio terminou no domingo, 11 de outubro, com a cerimônia de premiação no Cine Odeon. Quem dominou a conversa foi Vicentina Pede Desculpas, novo longa de Gabriel Martins, que levou três Troféus Redentor.

O filme venceu Melhor Direção de Longa de Ficção e Melhor Roteiro, ambos para Martins, além de Melhor Longa de Ficção pelo voto popular. É uma combinação e tanto: reconhecimento da realização, da escrita e também de quem assistiu. Nada mal para um longa que fez sua estreia nacional no festival.

Estrelado por Rejane Faria, o projeto é uma parceria da Netflix com a produtora Filmes de Plástico. Antes de chegar ao Rio, passou pelos festivais de Toronto e San Sebastián. Para Gabriel Martins, conhecido por Marte Um, a noite reforça a força de uma trajetória que já vinha chamando atenção dentro e fora do Brasil.

Première Brasil: os vencedores

Na disputa principal de ficção, o prêmio de Melhor Longa-Metragem ficou com A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias. O filme também apareceu entre os destaques técnicos e levou o Prêmio Félix de Melhor Filme Brasileiro.

Confira os premiados da Première Brasil:

  • Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
  • Melhor Longa de Ficção pelo voto popular: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
  • Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
  • Melhor Atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês.
  • Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON.
  • Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha.
  • Melhor Documentário pelo voto popular: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
  • Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas.
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio.
  • Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês.
  • Melhor Roteiro: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
  • Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio.
  • Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk.
  • Melhor Montagem: Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira.
  • Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio.
  • Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.
  • Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON.
  • Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves.

Novos Rumos e Prêmio Félix

A Mostra Novos Rumos também distribuiu troféus para longas, curtas e talentos em atuação. Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, venceu como Melhor Longa-Metragem, enquanto O Deserto de Luiza, de Alan Minas, conquistou o voto popular.

  • Novos Rumos, Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Talismã.
  • Melhor Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza.
  • Melhor Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando.
  • Melhor Curta-Metragem: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim.
  • Prêmio Especial do Júri: elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque.

Já o Prêmio Félix, dedicado à diversidade, reconheceu A Margem do Rio como Melhor Filme Brasileiro e Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid, como Melhor Filme Internacional. Pai e Pai, de Jake Witzenfeld, levou Melhor Documentário. O júri também concedeu prêmio especial a Morfeu e Caronte e menção honrosa a Elefantes na Névoa.

Aquisições, FIPRESCI e ACIE

Entre os prêmios de aquisição, o público da Mostra Expectativa escolheu Maria Vitória, de Mário Patrocínio, para o reconhecimento da TV Globo. Na Première Latina, o prêmio do público associado ao Telecine foi para Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.

A FIPRESCI, federação internacional de críticos de cinema, premiou LONDON como Melhor Filme Brasileiro e também escolheu Seis Meses no Prédio Rosa e Azul como Melhor Filme Latino. Na votação da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira, o prêmio de Melhor Filme ficou com Me Deixa Ser, de Viviane D’Avilla. 144 – Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca, recebeu menção honrosa.

O resultado deixa um retrato bem variado da edição: Vicentina Pede Desculpas levou o voto popular e prêmios centrais, enquanto A Margem do Rio somou vitórias em categorias diferentes. Para quem acompanha o cinema brasileiro, a lista ainda rende bons títulos para colocar no radar.

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