Lizard Music acaba de ganhar reforços de peso, e a premissa já parece uma viagem que só Benny Safdie poderia dirigir.
- Um elenco cheio de personalidade
- Lagartos musicais e uma galinha de 85 anos
- The Rock fora da zona de conforto
- Do romance para a tela
- Uma aventura que já tem identidade
Um elenco cheio de personalidade
Colman Domingo, Jeff Goldblum, Rachel McAdams e David Krumholtz entraram para o elenco de voz de Lizard Music, segundo informações do Deadline. Eles se juntam a um projeto que já chamava atenção por misturar live-action e computação gráfica, além de reunir nomes com energias bem diferentes.
Dwayne Johnson, que também produz o longa, está no elenco ao lado de Theo Leber, Alicia Silverstone, Tim Heidecker, Arya Parvathi, Regina Hall e Andrew Dice Clay. Até aqui, não foram divulgados detalhes sobre os personagens dos novos integrantes, então é melhor segurar a empolgação antes de escalar Jeff Goldblum como o lagarto maestro. Embora, convenhamos, a imagem seja ótima.
A combinação de intérpretes dramáticos, comediantes e figuras conhecidas de grandes franquias pode render uma dublagem cheia de personalidade. E, numa história que já começa com uma transmissão misteriosa de répteis músicos, personalidade não parece ser um problema.
Lagartos musicais e uma galinha de 85 anos
A trama acompanha um garoto interpretado por Leber, que fica sozinho e descobre uma transmissão secreta durante a noite: lagartos tocando músicas de outro mundo. A descoberta abre caminho para uma aventura fantástica e leva o menino até The Chicken Man, um sujeito excêntrico vivido por Johnson.
Ele não está sozinho: sua companheira é Claudia, uma galinha de 85 anos. Sim, uma galinha quase centenária faz parte do núcleo central da história. Se isso não é um convite para deixar a lógica na porta e embarcar, não sei o que seria.
O menino e The Chicken Man se reconhecem como almas afins. A busca por uma sociedade secreta acaba se ampliando para uma jornada por mundos invisíveis, sons inesperados e conexões entre pessoas que, de algum jeito, estavam perdidas. A fantasia aqui não parece ser só um desfile de criaturas esquisitas, mas também uma história sobre encontrar companhia quando menos se espera.
The Rock fora da zona de conforto
Johnson interpretar um personagem chamado The Chicken Man já foge bastante da imagem mais habitual do ator, associado a heróis de ação e figuras de presença física monumental. Não é todo dia que o sujeito que costuma resolver problemas com os punhos embarca numa aventura ao lado de uma galinha de 85 anos.
Essa mudança de registro é uma das curiosidades mais saborosas do filme. Não dá para afirmar ainda como será a atuação ou o tom do personagem, mas a premissa abre espaço para um Rock mais excêntrico e possivelmente mais afetivo. A participação como produtor também indica que ele está envolvido no projeto para além de aparecer na tela.
Com uma história tão fora do padrão, o elenco não precisa apenas soar grandioso: precisa abraçar o absurdo sem transformar tudo numa piada. É aí que a mistura de vozes pode fazer diferença, especialmente se o filme equilibrar o humor com o lado emocional da jornada.
Do romance para a tela
Benny Safdie assina o roteiro e dirige a adaptação do romance homônimo de Daniel Pinkwater. A origem literária ajuda a explicar por que a história parece operar num tipo de fantasia menos convencional, em que uma transmissão impossível pode ser o começo de uma aventura, não um problema a ser resolvido por um cientista de jaleco.
A produção é da Amazon MGM Studios e da United Artists, com uma combinação de cenas em live-action e CGI. Esse formato pode dar corpo aos elementos mais surreais sem abandonar os personagens humanos no centro da narrativa. O desafio, claro, será fazer os dois estilos conviverem com naturalidade, em vez de parecer que cada cena veio de um filme diferente.
Uma aventura que já tem identidade
Lizard Music ainda não teve, nas informações divulgadas, detalhes dos papéis de Domingo, Goldblum, McAdams e Krumholtz, nem uma data de estreia anunciada. Por enquanto, o que temos é uma premissa bem específica, um elenco numeroso e uma equipe criativa disposta a explorar o estranho.
E isso já basta para colocar o filme no radar. Num cenário em que muita produção tenta parecer familiar antes mesmo de chegar aos cinemas, uma criança ouvindo lagartos musicais e partindo numa aventura com The Chicken Man e Claudia tem uma vantagem rara: é difícil confundir com qualquer outra coisa. Agora resta saber como Safdie vai transformar essa maluquice em um filme que seja tão envolvente quanto sua sinopse promete.
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