Smallville 25 anos: a série que acompanhou Clark Kent antes da capa segue sendo uma peça-chave da TV de super-heróis.
- Antes da capa, havia Smallville
- A fórmula que conquistou uma geração
- Um legado com algumas rachaduras
- O que vem depois dos 25 anos?
Antes da capa, havia Smallville
Nesta sexta-feira, 16 de outubro, Smallville completa 25 anos desde sua estreia. Parece estranho pensar que a série começou em 2001, quando o universo de super-heróis ainda não tinha virado uma máquina de lançamentos em sequência. O MCU nem existia, e Clark Kent ainda estava longe de ser o Superman que o público conhecia das telas.
Durante dez temporadas, entre 2001 e 2011, a produção acompanhou o jovem Clark, vivido por Tom Welling, tentando entender seus poderes, seus sentimentos e o enorme segredo que carregava. A proposta era simples de explicar e difícil de largar: mostrar a formação do herói antes de ele vestir o uniforme.
Esse recorte deu à série espaço para tratar o mito do Superman como drama de amadurecimento. Em vez de começar com um herói pronto, Smallville apostava nas escolhas, nas amizades e nos tropeços de um adolescente que, convenhamos, tinha problemas bem maiores do que decidir o que fazer depois da escola.
A fórmula que conquistou uma geração
A mistura de caso da semana, conflitos adolescentes e mitologia da DC ajudou a manter a série no ar por uma década. Clark dividia a tela com Lana Lang, Chloe Sullivan e Lex Luthor, personagem de Michael Rosenbaum. E a relação entre Clark e Lex virou um dos motores mais interessantes da trama: a gente sabia onde aquilo poderia terminar, mas queria descobrir como os dois chegariam lá.
A série também transformou Smallville em ponto de encontro para versões jovens de heróis e vilões conhecidos. Oliver Queen, interpretado por Justin Hartley, foi um dos personagens que ampliaram esse universo. Para muita gente, esse foi o primeiro contato regular com um mundo compartilhado de heróis na televisão, antes de esse formato virar presença constante no streaming.
Claro, nem tudo envelheceu como vinho kryptoniano. A estrutura episódica, os efeitos visuais e algumas escolhas de figurino carregam as marcas de sua época. Mas o charme não dependia de parecer um blockbuster semanal. A força estava nos personagens e na curiosidade de acompanhar Clark um passo mais perto do destino que todo mundo já conhecia.
Um legado com algumas rachaduras
Com 218 episódios, Smallville teve tempo para acertar em cheio e também para se perder em algumas voltas. Como acontece em séries longas, há arcos que funcionam melhor que outros e temporadas em que a história parece testar a paciência do espectador. Ainda assim, a produção construiu uma identidade própria, sem precisar transformar cada capítulo numa batalha apocalíptica.
Esse legado aparece na forma como a série aproximou o Superman de quem cresceu com ela. Clark não era apenas o símbolo invulnerável: era um rapaz tentando fazer o certo, mesmo sem ter todas as respostas. A ideia pode soar básica hoje, mas ajudou a provar que histórias de super-heróis também podiam render dramas de longa duração, com vínculos que mudavam ao longo dos anos.
O elenco foi parte importante dessa conexão. Além de Welling e Rosenbaum, Kristin Kreuk, Allison Mack, Hartley e Aaron Ashmore ajudaram a dar corpo a uma cidade que, apesar dos meteoritos e das ameaças recorrentes, parecia um lugar onde a gente poderia estudar, trabalhar e talvez evitar qualquer pedra verde suspeita.
O que vem depois dos 25 anos?
O aniversário também reacendeu uma pergunta inevitável: será que veremos um revival? Os criadores Miles Millar e Alfred Gough disseram que não descartam a ideia e que gostariam de explorar como aqueles personagens estariam 25 anos depois. Em entrevista ao TheWrap, Gough apontou que as mudanças de gestão e o cenário atual da DC tornam qualquer retorno mais complicado.
Millar também demonstrou entusiasmo, mas reconheceu que conversas sobre uma continuação costumam esbarrar numa resposta negativa. Então, por enquanto, nada de anunciar reunião, temporada nova ou Clark voltando à fazenda dos Kent. É uma possibilidade que os criadores gostariam de explorar, não um projeto confirmado.
E talvez seja melhor assim do que ressuscitar a série só porque a nostalgia está vendendo ingresso. Um revival teria de entender o que fez Smallville funcionar: personagens, relações e uma boa história sobre quem Clark era antes de se tornar um ícone. Enquanto isso, os dez anos da série continuam disponíveis para rever, seja na Netflix ou na HBO Max, segundo as opções de catálogo informadas atualmente. Vinte e cinco anos depois, ainda dá para ouvir a abertura e pensar: só mais um episódio.
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