A bilheteria de 2026 nos EUA já passou dos US$ 8,2 bilhões, com a Universal na liderança e a Warner fora do Top 5.
- Um ano forte para os cinemas
- Universal e Sony disputam o topo
- O restante do Top 5 e os destaques
- O que os números contam
Um ano forte para os cinemas
O número que salta aos olhos é o tamanho da arrecadação doméstica: mais de US$ 8,2 bilhões. Segundo os dados divulgados, o resultado representa crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2023 e avanço de 21% sobre 2025. Não é pouca coisa para um mercado que ainda tenta recuperar o fôlego depois dos anos mais complicados da pandemia.
O total também deixa os cinemas americanos a cerca de US$ 700 milhões do maior resultado anual pós-pandemia. Ou seja, o desempenho de 2026 é robusto, mas ainda existe uma reta final importante pela frente antes de qualquer comemoração com champanhe e trilha de vitória. E vale lembrar: os números citados são de um recorte do ano, não uma garantia de como ele vai terminar.
Universal e Sony disputam o topo
A Universal aparece em primeiro lugar entre as distribuidoras, com US$ 1,53 bilhão. Um dos motores do estúdio foi A Odisseia, que somou US$ 612,8 milhões. A Ilha Esquecida também ajudou a engordar a conta, embora os dados divulgados não detalhem sua arrecadação.
Logo atrás vem a Sony, com US$ 1,37 bilhão. O grande fenômeno do estúdio é Homem-Aranha: Um Novo Dia, que chegou a US$ 950,7 milhões nos Estados Unidos. O resultado é apresentado como a maior bilheteria doméstica da história. É um número gigantesco até para o Cabeça de Teia, personagem que já transformou salvar Nova York em rotina, mas não costuma fazer isso com tamanha facilidade nas bilheterias.
A Sony também teve um desempenho relevante com Resident Evil, que passou dos US$ 100 milhões no território. A diferença entre as duas líderes é de US$ 160 milhões: uma distância considerável, mas que não transforma a briga pelo primeiro lugar numa disputa decidida por nocaute.
O restante do Top 5 e os destaques
A Disney ocupa a terceira posição, com US$ 1,09 bilhão. Parte do impulso veio de Vingadores: Ultimato Encore, cujo relançamento arrecadou US$ 26 milhões apenas no fim de semana de estreia. É mais uma prova de que, quando o público ainda tem carinho por um evento cinematográfico, uma nova passagem pelas salas pode render mais do que nostalgia e pipoca cara.
Na quarta colocação está a Amazon MGM, com US$ 627,3 milhões. O destaque é Devoradores de Estrelas, filme estrelado por Ryan Gosling que alcançou US$ 327,7 milhões nos Estados Unidos. A Lionsgate fecha o Top 5, somando US$ 518,7 milhões.
E a Warner? Não aparece entre as cinco maiores distribuidoras no levantamento. Isso não significa que seus filmes não tenham público, mas mostra que, neste recorte, os resultados acumulados pelos concorrentes foram maiores. Entre outros lançamentos que contribuíram para o movimento das salas estão Coyote vs. Acme, com US$ 56,4 milhões, e Da Magia à Sedução 2, com US$ 54,1 milhões.
O que os números contam
O ranking mistura desempenhos bem diferentes: um grande sucesso como Homem-Aranha: Um Novo Dia, a força de um relançamento dos Vingadores e títulos que somam público ao longo do calendário. Por isso, a liderança de um estúdio não depende de um único filme, ainda que um hit desse tamanho ajude bastante. No caso da Universal, A Odisseia é o principal destaque citado, enquanto a Sony conta com uma arrecadação extraordinária do herói da Marvel.
O sinal mais interessante talvez seja o total do mercado. Com crescimento expressivo sobre 2025 e menos de US$ 700 milhões separando o resultado do maior ano pós-pandemia, 2026 tem chance de ser um período especialmente forte para os cinemas dos EUA. Para a Warner, ficar fora do Top 5 é um alerta; para o público, a disputa entre estúdios pode significar mais filmes tentando virar o próximo grande acontecimento da temporada.
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