Ray Gunn: o projeto de Brad Bird que esperou 37 anos

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Ray Gunn finalmente está perto de chegar ao público: a animação de Brad Bird ganhou uma nova imagem e estreia na Netflix em 18 de dezembro.

Uma ideia que esperou décadas

A revista Empire divulgou uma nova imagem de Ray Gunn, animação que Brad Bird desenvolve desde 1989. Sim, faz tempo suficiente para uma criança que nasceu quando o projeto começou já estar pensando em pagar boleto. Depois de mais de três décadas, o filme finalmente tem data para aparecer na Netflix: 18 de dezembro.

Bird não é exatamente um nome qualquer no mundo da animação. O diretor assinou O Gigante de Ferro, Os Incríveis e Ratatouille, filmes que mostram bem sua habilidade de misturar aventura, humor e personagens com personalidade. Por isso, ver uma ideia antiga dele sair da gaveta tem um peso especial. Não é só mais um título chegando ao streaming: é um projeto autoral que atravessou várias eras de Hollywood.

O caminho, pelo visto, não foi tranquilo. Em entrevista à Empire, Bird contou que investidores estranharam a proposta e chegaram a ficar assustados com o roteiro. A preocupação era que o filme fosse diferente demais do padrão das animações do estúdio. A pergunta que, segundo o diretor, surgiu nessa conversa foi: “Cadê os coelhinhos fofinhos?”. Dá para imaginar a reunião ficando um pouco desconfortável.

Noir, alienígenas e uma estrela misteriosa

Ray Gunn aposta numa combinação que já chama atenção antes mesmo de qualquer trailer: filme noir com ficção científica. A história acontece em Metropia, uma cidade futurista com estética retrô, habitada por alienígenas e figuras excêntricas. É o tipo de cenário que parece feito para sombras dramáticas, becos suspeitos e alguém dizendo que “essa cidade está podre” enquanto a câmera passeia por letreiros luminosos.

No centro da trama está Raymond Gunn, um detetive particular envolvido em um caso de assassinato. A investigação também passa por alienígenas e por Venus Nova, uma estrela misteriosa. A premissa tem aquele sabor de policial clássico, mas com espaço para Bird brincar com ideias e imagens que não caberiam num noir mais convencional.

O encontro de gêneros pode render algo bem diferente do que associamos às animações mais populares. E isso, para mim, é justamente o que deixa o projeto interessante. Em vez de apostar apenas em criaturas simpáticas e piadas para todas as idades, Ray Gunn parece querer construir um universo próprio, com uma identidade visual e narrativa mais incomum. A nova imagem divulgada pela revista aumenta a curiosidade, embora os detalhes da trama ainda estejam sendo mantidos em boa parte sob sigilo.

Um elenco de voz de peso

A animação também reúne um elenco de vozes que chama atenção: Sam Rockwell, Scarlett Johansson e Tom Waits estão entre os nomes confirmados. É uma combinação curiosa, especialmente para uma história de detetive com clima noir. Cada um traz uma presença muito particular, e dá vontade de descobrir como essas vozes vão se encaixar na cidade de Metropia.

O filme é produzido pela Skydance Animation e chega à Netflix em 18 de dezembro. Ainda não há, nas informações divulgadas, uma descrição detalhada do papel de cada integrante do elenco. Melhor assim do que inventar escalação no grito, né? Por enquanto, o que sabemos já basta para colocar Ray Gunn no radar de quem acompanha o trabalho de Bird e gosta de animações que fogem um pouco da estrada principal.

Agora vai?

Depois de tantos anos de desenvolvimento, a chegada de Ray Gunn parece a resposta para uma pergunta que ficou rondando o projeto por décadas: será que essa mistura diferente encontraria espaço? A Netflix agora é a casa escolhida para o lançamento, e a estreia marcada para dezembro transforma uma ideia antiga em algo concreto, com data para o público conferir.

Claro, uma premissa ousada e um diretor querido não garantem automaticamente um grande filme. Mas a longa espera, o cenário retrofuturista e o choque entre investigação policial e ficção científica já fazem a animação se destacar no calendário. Se Bird conseguir levar para Metropia a mesma inventividade que marcou seus melhores trabalhos, talvez a gente finalmente entenda por que ele insistiu tanto nessa história. Dia 18 de dezembro, o detetive Raymond Gunn começa a investigação; nós só precisamos decidir se vamos assistir com pipoca ou com um caderninho para anotar cada detalhe desse mundo.

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