Fim do anime de Bleach: uma despedida em grande estilo

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O fim do anime de Bleach chegou com o episódio 50 de Thousand-Year Blood War e uma homenagem à história inteira.

Uma despedida à altura de Bleach

Depois de mais de duas décadas acompanhando Ichigo Kurosaki, chegou a hora de guardar a zanpakutō. O episódio 50 de Bleach: Thousand-Year Blood War, exibido em 26 de outubro de 2026, encerra a adaptação em anime do mangá de Tite Kubo. E a despedida não veio só com os créditos: as contas oficiais da série publicaram dois vídeos para celebrar o caminho percorrido.

Um deles abre com uma imagem que os fãs reconhecem na hora: a ilustração de Ichigo feita por Kubo para o primeiro volume do mangá. A partir dali, o vídeo percorre personagens e integrantes da equipe que trabalhou nesta última adaptação. É um jeito simples, mas certeiro, de lembrar que uma história dessas não é feita apenas de golpes estilosos e transformações dramáticas. Tem muita gente por trás da Soul Society.

Para quem cresceu com o anime original, exibido entre 2004 e 2012, esse encerramento tem um peso especial. Não é só o fim de uma temporada ou de mais uma batalha contra um vilão com nome pomposo. É o fechamento da adaptação de uma série que atravessou gerações de fãs.

Ichigo em 15 versões

O segundo vídeo retoma os visuais de Bleach THE STORIES e reúne 15 versões diferentes de Ichigo, desde o arco do Shinigami substituto até a Guerra Sangrenta dos Mil Anos. Ver as fases do protagonista lado a lado funciona quase como folhear um álbum de família, só que com muito mais espadas gigantes e menos fotos constrangedoras de aniversário.

Essa celebração também ajuda a perceber o quanto Ichigo mudou ao longo da jornada. O visual evolui, os poderes se multiplicam e as ameaças ficam cada vez mais absurdas, mas a essência do personagem continua ligada ao mesmo impulso: proteger quem importa. Pode parecer uma ideia básica, mas é justamente esse coração que sustenta boa parte da conexão dos fãs com Bleach.

22 anos de história, com algumas pausas

O mangá de Tite Kubo começou a ser publicado na Weekly Shonen Jump em 2001 e terminou em 2016, reunido em 74 volumes. A obra ultrapassou 130 milhões de exemplares em circulação no mundo, um número que coloca Bleach entre os mangás mais vendidos de sempre. Já o anime original terminou em 2012, antes de adaptar o arco final do mangá.

Esse capítulo ficou à espera até 2022, quando Thousand-Year Blood War trouxe a conclusão para a televisão. A temporada final foi dividida em quatro partes: The Blood Warfare, The Separation, The Conflict e The Calamity. A última parte estreou em julho de 2026 e encerrou uma espera que, para muita gente, parecia longa o bastante para a própria Soul Society abrir um departamento de reclamações.

Um final feito com cuidado

The Calamity foi planejada para dez episódios, mas os dois últimos foram adiados por um mês para dar mais tempo à produção e preservar a qualidade. O episódio 49 chegou em 19 de outubro; o 50 foi exibido uma semana depois, em 26 de outubro. Num mercado em que cronogramas apertados frequentemente viram assunto entre fãs, essa decisão mostra a importância de entregar um encerramento à altura do material.

A despedida também vai ganhar uma lembrança física. Masashi Kudo, designer de personagens, ilustrou a imagem bônus da quarta coleção de Blu-ray e DVD de Thousand-Year Blood War e a capa de Original Soundtrack III. Os dois lançamentos estão previstos para 24 de março de 2027 no Japão. Para quem gosta de guardar trilhas e edições especiais na estante, é uma última peça bonita para acompanhar o adeus.

O que fica de Bleach?

O fim da adaptação não apaga o que Bleach representou, nem transforma os anos de espera pelo arco final em tempo perdido. A série original marcou uma geração, e Thousand-Year Blood War permitiu que a jornada de Ichigo chegasse à tela com o arco que faltava. Agora, os vídeos comemorativos fazem o papel de um último aceno: da primeira ilustração às muitas formas de Ichigo, a história finalmente fechou o círculo.

Se você acompanhou desde o começo, provavelmente já está pensando em rever tudo. E, convenhamos, depois de uma despedida dessas, uma maratona com abertura clássica e trilha sonora no volume certo parece quase uma obrigação de fã.

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